As aventuras de Alice Cooper em Curitiba

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Por André Molina
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A passagem de Alice Cooper na capital paranaense foi uma grande festa para os admiradores de Hard Rock. Desde sua chegada no dia 08 de junho, o cantor atraiu a atenção de fãs e curiosos. A portaria do hotel Sheraton, em que estava hospedado, se tornou um espaço de debate sobre a carreira do cantor. Muitos fãs demonstravam raridades em vinil do lendário roqueiro, enquanto faziam plantão para encontrar o ídolo. Um deles tinha a edição importada em vinil de "Easy Action" (1970). "Este eu comprei via contrabando na década de 70", disse.

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Com dois dias para descansar antes da estréia de "Psycho Drama Tour", Alice Cooper e banda aproveitaram para passear e praticar esportes. Na véspera da apresentação, o cantor madrugou e foi jogar golf. No período da tarde, ele e sua filha Calico (a atriz que representa a enfermeira no show) caminharam pela Avenida Sete de Setembro para fazerem compras no Shopping Curitiba e no Crystal.

No retorno do cantor ao hotel, alguns fãs se impressionaram com as roupas de Alice Cooper. Com boné, calça de malha, camiseta branca e tacos de golf, o cantor atendeu todos os admiradores com autógrafos e poses para fotos. Os fãs que estavam presentes não esperavam tanta simpatia e disposição. O impacto foi grande. Inconscientemente ninguém estava preparado para um Alice Cooper sem roupas de couro e maquiagem.

Além da presença de Alice e membros da equipe, muitas informações causavam ansiedade aos fãs que permaneciam em frente ao hotel. Um dos motoristas dos músicos noticiava fatos interessantes sobre a banda e o show. "Acabaram de construir uma forca enorme no palco. Desta vez ele será enforcado", ironizou o motorista.

Os músicos de Alice eram vistos constantemente caminhando pelo bairro Batel. O entra e sai de fãs e músicos era grande no hotel. O baterista Eric Singer, que permaneceu por um bom tempo no bar da recepção acessando sites de relacionamentos em um laptop, demonstrou vontade de conhecer bares de Curitiba. O atual "catman" perguntou a alguns fãs onde se localizava o bar Crossroads. "Hoje queremos sair. Nos indicaram um bar de rock clássico que tem aqui perto", disse.

Após ser recomendado, Singer foi ao pub e surpreendeu todos com uma canja ao lado da banda curitibana Crackerjack. O baterista assumiu as baquetas e tocou "Shock me", uma canção de sua banda titular - o Kiss. Os fãs do grupo de Paul Stanley e Gene Simmons demoraram para acreditar no que estava acontecendo.

A admiração de Singer pelo astral intimista do bar foi tão grande, que ele acabou voltando no dia seguinte, após o encerramento do show do Guaíra. Na ocasião, a banda que se apresentava era a Nega Fulô. No meio do repertório "Disco", o vocalista agradeceu os companheiros de Cooper de maneira um pouco constrangedora. "Queremos dar as boas vindas aos músicos do Alice in Chains". Nem precisa dizer mais nada.

Os demais músicos de Alice Cooper não deixaram de aproveitar parte da folga para procurar instrumentos de trabalho como guitarras, baixos e amplificadores. Os guitarristas Jason Hook e Keri Kelli e o baixista Chuck Garric pediram para o proprietário da Loja do Músico para abrir o estabelecimento e testaram todos os equipamentos. Apesar de confirmar a qualidade dos instrumentos, acabaram não comprando nada. "Os instrumentos são bons, mas estão muito caros aqui no Brasil", afirmaram.

Clique no link abaixo para ler o review do show do dia 10/06.

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Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

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