Samael: próximo do Rammstein e Nine Inch Nails
Por César Enéas Guerreiro
Fonte: Blabbermouth
Postado em 23 de julho de 2007
Mark Carras, do site RockMyMonkey.com, entrevistou recentemente o vocalista do SAMAEL, Vorph, que falou sobre o novo álbum da banda, "Solar Soul", dentre outros temas.
Rock My Monkey: O que você acha que Waldemar Sorychta, como produtor, trouxe para "Solar Soul" e que não poderia ser conseguido de outra forma?
Vorph: "O principal para nós, eu acho, é ter alguém de fora que possa analisar nosso trabalho e fazer algum comentário que possa ajudar a música a ser melhorada. Nós já tínhamos trabalhado com Waldemar em todos os outros álbuns, exceto o primeiro (‘Worship Him’), que gravamos sozinhos. Mas também acho que, depois que terminamos as músicas, começamos a pensar que o trabalho já está terminado, que não dá pra melhorar. E é aí que entra o Waldemar. Ele influencia principalmente a estrutura da música, e simplesmente dá idéias. Normalmente esse é o tipo de coisa que nós mesmos precisamos fazer, mas ficamos muito envolvidos com o trabalho e não sabemos como nos distanciar para notar o que poderíamos mudar. São muitos pequenos detalhes, mas que fazem a diferença para a música".
Rock My Monkey: Vocês também tiveram dois convidados especiais nesse trabalho. Sami [Yli-Sirniö, guitarrista], do KREATOR e, espero pronunciar o nome dela direito, Vibeke.
Vorph: "Vibeke".
Rock My Monkey: Do TRISTANIA. O que os levou a acharem que as contribuições deles seriam tão importantes para aquelas músicas em especial?
Vorph: "Já trabalhamos com Sami no álbum anterior, ‘Reign Of Light’, porque o Waldemar Sorychta pediu pra ele. Sabíamos que ele tocava cítara e quando soubemos que teríamos uma música com cítara neste álbum, que é a ‘Quasar Waves’, imediatamente pensamos nele. Aí chamamos ele de volta para ver se estava interessado, e ele estava. Então essa parte foi bem fácil. Já com a Vibeke [foi] um pouco diferente. Essa também foi idéia do Waldemar. Era como se ele estivesse ouvindo um vocal feminino naquele refrão, o da música ‘Suspended Time’. Não tínhamos certeza, mas ele propôs que tentássemos. Ele fez duas propostas diferentes. Uma garota com quem ele estava trabalhando em um outro projeto, e Vibeke. E como eu já tinha feito alguns vocais para o álbum do TRISTANIA, foi divertido fazer esse tipo de troca. Então nós tentamos. Ela gravou na Noruega e enviou os arquivos para nós e, quando já estávamos com tudo nas mãos, percebemos que era algo tão bom que decidimos usar".
Rock My Monkey: Quais são as chances do SAMAEL fazer uma turnê completa pelos EUA num futuro próximo?
Vorph: "Do SAMAEL? Eu não sei. Estamos vendo isso agora, mas primeiro vamos provavelmente excursionar pela Europa, e essa vai ser uma grande viagem. Em novembro. Então acho que isso não vai acontecer antes do fim deste ano. Provavelmente no começo do ano que vem. É nisso que estamos trabalhando no momento".
Rock My Monkey: Vocês estiveram na Century Media Records durante bastante tempo, não é?. O que fez com que a Nuclear Blast fosse a gravadora certa para a banda desta vez?
Vorph: "Acho que sim. Sei que nos EUA as duas praticamente são uma coisa só, porque elas trabalham juntas, a Nuclear Blast e a Century Media, pelo menos até agora. Mas na Europa são duas empresas totalmente separadas. Acho que a Nuclear Blast realmente se tornou uma enorme gravadora nos últimos cinco anos. Eles têm uma grande estrutura e é exatamente disso que precisamos no momento, ter alguém que possa nos dar apoio, fazer uma boa divulgação e garantir que o álbum esteja disponível em todo lugar. Isso vai acontecer. Então estamos bem satisfeitos com a situação no momento. É isso aí".
Rock My Monkey: Dentro de cena metálica vocês obviamente têm um som diferenciado. Que bandas vocês consideram que tenham um som semelhante e quais vocês consideram suas contemporâneas na música pesada?
Vorph: "Na verdade, se não houvesse nenhuma, eu estaria feliz". (risos)
Rock My Monkey: O quê?
Vorph: "Se não houvesse nenhuma, eu estaria feliz. Eu não sei. Como você disse, não tentamos soar como outras bandas. Quanto mais pudermos nos diferenciar dos outros, melhor. Mas suponho que uma banda como RAMMSTEIN seja uma banda da qual as pessoas se lembram quando nos escutam. Vamos tocar com o NINE INCH NAILS aqui na Suíça e sei que algumas pessoas acham que há alguma ligação entre nós e eles. Mas eu acho que somos diferentes. Não sei".
A entrevista completa (em inglês) em texto e em MP3 está no rockmymonkey.com.
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