Def Leppard: "Para ser uma banda perigosa não é preciso fazer como Axl Rose!"
Por Juliano Sicuto
Fonte: Blabbermouth
Postado em 22 de agosto de 2007
Jed Gottlieb do BostonHerald.com conduziu em agosto de 2007 uma entrevista com o vocalista Joe Elliott, do DEF LEPPARD, que, dentre outras coisas, comentou sobre o sucesso inesperado que tiveram.
BostonHerald.com: Então, o que especificamente torna vocês diferentes do GUNS N' ROSES?
Elliott: "Por um bom tempo os ROLLING STONES tiveram o rótulo de banda mais perigosa no mundo, mas eu nunca ouvi falar que eles saíam à meia-noite. Se eles marcavam às nove, eles vinham às nove. Se você quer ser uma banda perigosa não precisa fazer como Axl (Rose), que enfurece tantas pessoas de forma intencional. Sempre tivemos prazer no que fazemos. Não temos uma agenda e não tentamos e nem cortejamos a imprensa para nos fazer parecer melhor ou pior, nós somos o que somos".
BostonHerald.com: Por qual motivo vocês não caíram nas tentações típicas de uma estrela de Rock, destas que afetaram o pessoal do Guns?
Elliott: "Acho que em partes por sermos britânicos. Há elementos em bandas britânicas que as tornam diferentes das bandas americanas. Por mais perigosos que fossem os caras do THE WHO, eles traziam consigo um lado meio cavalheiro. Sempre houve champagnes e gravatas, mesmo entre cocaína e guitarras incendiadas. Inclusive o LED ZEPPELIN trazia um certo charme no meio das guitarras esmagadoras, sendo o oposto da versão ridicularizada das bandas de Hollywood nos anos 80, onde tudo se resumia a bandanas e cabelos esvoaçantes e todos querendo se alienar. Nós sempre tivemos controle sob nossos empresários e contadores".
BostonHerald.com: Você realmente se sente no controle quando tudo se torna uma grande "Piromania"?
Elliott: "Realmente, a única coisa que não tínhamos sob controle era como nós reagiríamos ao sucesso. Nós planejamos em nossas mentes ser a maior banda do mundo, o que era o que queríamos ser. Nós não éramos o SOUTHSIDE JOHNNY AND THE ASBURY JUKES. Que Deus os abençoe, mas não queríamos ser nenhum desses caras. Não queríamos ser o COMMANDER CODY ou FRANK ZAPPA. Nós sempre tentamos estar no mesmo patamar dos BEATLES, STONES, FLOYD e os QUENS desse mundo".
A matéria completa (em inglês) pode ser lida no BostonHerald.com.
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