Max Cavalera: "Você prende um monstro por dez anos e depois o solta!"
Por Uamoti
Fonte: Blabbermouth
Postado em 25 de janeiro de 2008
"O CAVALERA CONSPIRACY está a um passo de ser solto", diz o vocalista/guitarrista Max Cavalera (SOUFLY, ex-SEPULTURA). "Você prende um monstro por dez anos e depois o solta. É explosivo, e nós esperamos um longo tempo para que esse monstro fosse solto".
É verdade. A espera acabou. E a hora é agora. Muitos disseram que nunca aconteceria, que Max e Igor Cavalera, os irmãos brasileiros e visionários que formaram a banda Metal revelação SEPULTURA em 1983, não se reuniriam para fazer música eletrizante juntos novamente. Apesar de terem passado 12 anos separados, o fato inevitável permanece: Max e Igor compartilham sangue e são almas gêmeas musicais. O tempo separados alimentou o crescimento musical, levando à mágica metálica inspirada no novo. Logo, o CAVALERA CONSPIRACY nasceu. Enquanto o CAVALERA CONSPIRACY e seu debut pela Roadrunner Records, "Inflikted", pode parecer o mais próximo que chegaremos de uma reunião do SEPULTURA, não se engane. O CAVALERA CONSPIRACY é um monstro maníaco e indomável por si só, com suas próprias regras.
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Igor resume a conexão musical deles simplesmente dizendo, "Não precisamos falar. Nos olhamos e sabemos. Com um olhar sabemos se estamos indo na direção certa". Essa é a clareza do entendimento deles.
Max continua: "Foram mais de dez anos não se vendo ou falando um com o outro de forma alguma, o que é um tempo longo demais. Isso foi o que tornou a coisa mais especial quando finalmente aconteceu. Enquanto estávamos trabalhando juntos eu ficava pensando sobre a última vez que o vi, eu estava em um ônibus, depois do meu último show com o SEPULTURA na Brixton Academy. E agora eu o pego no aeroporto em Phoenix. Foi pesado e emotivo". Obviamente todos aqueles sentimentos, junto com anos de história musical, vieram à tona e uma vez que a relação pessoal foi restabelecida, a musical começou a tomar forma.

As primeiras sementes da reunião Max/Igor foram plantadas quando o duo tocou junto no show D-Low Memorial, um evento beneficente anual para o enteado assassinado de Max. "Eu estava tocando com Igor em um show que tem muito significado," Max admite. "Nós tocamos 'Roots' e 'Attitude', que é uma música que escrevi com Dana. Daquele ponto em diante não consegui me segurar. Eu sabia que queria gravar com ele de novo. Eu não tive um projeto desde NAILBOMB, o que faz muito tempo. Igor amou a idéia. Sem um nome, eu apenas escrevia músicas o dia todo. Nós tínhamos de encontrar músicos e nos preparar para que pudéssemos compor um disco foda". Igor possui memórias agradáveis semelhantes daquele show e sentimento: "Uma vez que tocamos a primeira nota, era como se uma bomba tivesse caído no palco. Daquele momento em diante eu sabia que precisávamos fazer algo musical juntos".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Igor continua, "Nos reunimos como uma família primeiro. Naturalmente a música veio em seguida. No início não tínhamos idéia de que faríamos música de novo. Eu tenho meu próprio projeto novo e isso toma muito do meu tempo. Eu não tinha planos de voltar a fazer um projeto de Metal. Mas ao mesmo tempo foi natural tocar novamente com Max". Max, por sua vez, compara a situação ao "Poderoso Chefão III", dizendo, "Assim que Al Pacino pensou que estava fora, sua família o trouxe de volta à parada! Foi isso que eu fiz: eu o trouxe de volta".
Os irmãos recrutaram o guitarrista Joe Duplantier, do GOJIRA, para tocar baixo. O guitarrista Marc Rizzo, que toca guitarra na banda principal de Max, SOULFLY, foi convocado para tocar guitarra. A dupla propositalmente escolheu músicos emergentes porque eles não queriam se desviar da música. "Não queríamos grandes nomes," diz Max. "É sobre eu e Igor nos encontrarmos. É sobre a música. Nós encontramos bons músicos sem pretensão que queriam entrar no estúdio e apenas detonar."

Uma vez que a gravação se iniciou, Max trouxe um punhado de músicas que ele escreveu. A de abertura, "Inflikted", é um hino premente e Thrash feito para os moshpits mais violentos, enquanto "Sanctuary" tem um toque clássico da era "Beneath the Remains" do SEPULTURA. Max diz, "Eu trouxe as faixas para os estúdio sem a fúria. Igor colocou sua 'batera de trovão' em cima e elas viraram algo diferente!" Apesar de Igor ter saído do SEPULTURA e estar trabalhando em seu projeto de música eletrônica, aquele sentimento familiar correu em suas veias quando ele sentou para gravar a bateria. "Não tínhamos pressão sobre nós. A coisa mais importante é que estávamos felizes no estúdio; nós trabalhamos bastante e foi muito divertido. Isso se traduz em música," diz Igor.

Quando o disco estava terminado, Max sabia que eles haviam recapturado a mágica. "Meu irmão faz a bateria soar como trovão como ninguém. Não são muitos músicos que pegam as baquetas e mudam o som e personalidade da bateria, mas ele consegue. É de amedrontar." Enquanto as comparações com SOULFLY e SEPULTURA irão indubitavelmente surgir, ambos os irmãos afirmam que o CAVALERA CONSPIRACY é diferente porque seus gostos e influências cresceram ao longo dos anos. Há menos nuances world em "Inflikted", mas ele é tão perigoso quanto os outros, graças à atitude "foda-se tudo". "Por que eu tenho ânsia de vômito quando escuto isto? Eu não quero saber", diz Max.
De acordo com Igor, o equilíbrio entre velho e novo em "Inflikted" é o que ele adora, e ele acha que os metaleiros ao redor do mundo terão a mesma visão. "Quando eu escuto o disco, ele soa old-school, mas novo de uma maneira própria," diz ele. "É uma mistura de ambos os mundos. Nós escutamos muita coisa diferentes durante o tempo separados. Aqui, cada um de nós teve sua contribuição, então ele saiu diferente do que fazíamos antes."

Resumindo a química pessoal, que é palpável na explosiva "Ultra-Violent", "Bloodbrawl", e no ataque über-thrash "Terrorize" (antiga "Holy Poison"), Max diz, "Eu sou louco. Eu costumava beber. Eu falo. Ele é quieto. Ele nunca bebeu antes. É essa combinação estranha que se torna letal junta. Ou você ama ou odeia, mas não pode ignorar. Somos como uma bomba".
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