Iron Maiden: as impressões de Rod sobre o Brasil

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Por Régis Paiva Lourenço, Fonte: Iron Maiden - site oficial, Tradução
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Matéria de 16/04/08. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Segue abaixo detalhes das impressões do manager Rod Smallwood sobre a passagem do IRON MAIDEN pelo Brasil em março passado, postadas no site oficial da banda e onde ele não economiza em elogios ao país.

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(Nota do editor: o artigo abaixo se trata de uma tradução bem mais ampla de nota que publicamos no dia 3 de abril)

"Aaaahhh, o Brasil. O que dizer de uma relação de amor existente há 23 anos, desde o primeiro Rock in Rio... Sim, o mesmo Rock In Rio que aparece no DVD 'Live After Death'. Tanta coisa aconteceu em São Paulo que eu poderia escrever um livro. A cidade pode não ser a mais bonita do mundo em termos de arquitetura e estética mas as pessoas são maravilhosas e... desculpem-me Costa Rica, México e Colômbia, vocês são demais, mas... os fãs daqui ainda reinam como os campeões mundiais, com uma pequena margem! O que eu havia dito sobre nossos fãs latino-americanos? A galera foi sensacional, intensa, como uma besta cheia de tentáculos, gritando, batendo palmas e socando o ar.”

“Nosso vôo de Bogotá a São Paulo foi de aproximadamente 6 horas. Tivemos gente da mídia nos acompanhando na viagem. O programa 'Fantástico', o pessoal da CNN e da Q.”

“Ouvi dizer que o ‘Fantástico’ raramente cobre eventos musicais e, quando eles o fazem, geralmente são matérias de cerca de 3 minutos. Eles são um programa mais voltado para o noticiário geral. No programa apresentado na noite em que tocamos, cerca de 35 milhões de pessoas estavam assistindo, e o Maiden teve uma matéria extendida, de mais de 5 minutos, no final do programa. Esse tipo de coisa me permite mostrar a mais gente um pouco do que é o Maiden e seus fãs. A banda gostou da entrevista com o Alvaro Pereira Junior, que veio com boas questões e estava bem informado, embora muito do material tenha sido editado por questão de tempo. Só não sei se o ‘câmera-man’ tinha experiência com música ao vivo, pois ele queria entrar no palco para filmar, quando a banda estava tocando em Bogotá. Consegui salvá-lo, já que a banda teria matado ele e devorado a câmera depois.”

“O interesse da mídia no Brasil é gigantesco e em um nível alto. Três ou quatro dos maiores jornais locais estavam nos cobrindo”. “O hotel era excelente e Bruce e eu ficamos no térreo para uma entrevista para o ‘Jornal da Globo’, acredito que um dos principais noticiários do país. A repórter também era bem informada e parecia ser nossa fã. Nessa entrevista, estávamos falando para cerca de 10 milhões de pessoas. Com isso, em apenas 2 entrevistas conseguimos chegar a 45 milhões de pessoas, incrível. Faz meu trabalho ficar mais fácil e a banda não se chateia quando as entrevistas são curtas, feitas em hora conveniente para a gente e conduzidas por bons entrevistadores.”

“Às vezes, parece que na América do Sul todo mundo é fã da banda. Policiais, o pessoal do aeroporto, do hotel e, claro, em primeiro lugar, todos os nossos fãs que, continuamente, cercam os nossos hotéis e muitas vezes não nos deixam dormir com seu barulho e seus cantos. Nós perdoamos vocês..., pelo menos, na maioria das vezes. Uma noite de sono decente e estávamos prontos para...um dia de folga! A última vez que isso havia ocorrido foi em LA e, desde então, já nos apresentamos para cerca de 210 mil pessoas. Bem cedo fomos jogar futebol. Sempre tentamos marcar um jogo no Brasil, apesar de apenas Steve jogar regularmente. Mas seu time do East End londrino veio nos representar. Steve tem jogado com esses caras desde os 15 anos e eles são realmente seus melhores parceiros. Ele diz que joga com os caras há 25 anos. A partida foi contra um combinado local, com gente da música, bandas, inclusive com alguns dos integrantes do Sepultura, que são caras muito amáveis. Tinha também 3 ex-jogadores do Corinthians, tendo um ex-goleiro. E, acredite, eles precisaram dele. Nosso time venceu por 7 x 0, e isso porque o goleiro era dos bons. Sem ele, o jogo teria terminado com um escore de cricket. Muitos veículos queriam cobrir esse jogo, mas a EMI só permitiu que a mídia esportiva entrasse, além, é claro, do pessoal da CNN e do documentário”.

“Um cara bem legal, o Antonio Carlos Castro, da revista Placar, uma grande revista de futebol do Brasil, esteve nesse jogo e ofereceu ao Steve a oportunidade de ir a um estádio local para assistir um jogo entre Corinthians e Palmeiras. Vocês deviam ter visto a reação dele, parecia uma criança com Papai Noel. ‘O quê? Não apenas ver um jogo de futebol no Brasil, mas um clássico local? SIM’. Como nossa turnê foi agendada antes da definição da tabela do futebol local para esse ano, nós pegamos a maior arena não voltada para futebol que estava disponível, com capacidade para umas 30 mil pessoas. Quando a tabela foi liberada, nós tentamos o estádio do Corinthians (N. do R.: na verdade, Rod se refere ao estádio do Morumbi, do SPFC), com capacidade para 70 mil pessoas, mas ele já havia sido reservado para o jogo. Então, fechamos com o estádio do Palmeiras, com capacidade para 42 mil. Vocês devem se lembrar que, há pouco tempo, nosso promoter divulgou uma nota lamentando não haver estádios maiores para a nossa apresentação na cidade. Isso, então, não é estritamente a verdade, já que não conseguimos o maior estádio, pois estava reservado para o futebol. Então eu fui ao jogo com os caras, mais para ter uma referência desse estádio para apresentações futuras, e não como um grande fã de futebol. O tráfego no trajeto estava horrível. Steve e eu fomos num carro em separado, pois teríamos que sair mais cedo para o show, mas o restante do time ficaria até o fim da partida. Estávamos presos no trânsito quando o cara da nossa escolta, Alfredo – um grande sujeito- falou para um policial que estava numa moto quem estava no carro. ‘Ah, Steve Harris, sou um grande fã dele. Sigam-me.’ É, esse nome tem poder aqui. É claro que Harris, como não podia deixar de ser, ficou bastante embaraçado, mas como não queria perder o pontapé inicial... Sirenes ligadas, aberto o portão principal, onde só os times costumam ter acesso, mais uma vez a senha ‘Steve Harris’ e conseguimos entrar. Obviamente, Steve e os outros caras se divertiram bastante, só que eu também, surpreendentemente. Eu sei da atmosfera que existe num ‘Liverpool X Manchester United’, por exemplo, mas não tem comparação. O barulho das torcidas é impressionante. Eles parecem ter um cântico diferente para cada coisa que acontece no jogo. O estádio era separado em dois: uma onda branca para o Corinthians e outra verde para o Palmeiras. Estava lotado. Essa atmosfera me trouxe um pulso de adrenalina e eu adorei isso. Se eu morasse aqui, eu viria assistir aos jogos apenas por isso, essa espécie de vício nacional. Antonio foi muito hospitaleiro mas nós infelizmente tivemos que sair no meio do jogo, quando ainda estava 0 X 0. Parece que no segundo tempo o Palmeiras fez um gol e esse foi o placar final. Eu gostaria de ter visto a atmosfera do ambiente durante um gol.”

“O tráfego na volta já não estava tão ruim e chegamos ao local do show com tempo. De trás do palco, dava pra ter uma panorâmica do local. A atmosfera era intensa e quando ‘Doctor Doctor’ começou a tocar, o lugar foi à loucura e com cada vez mais intensidade, à medida que se seguiu o vídeo e o discurso. Cada vez que ouço a intro de ‘Aces High’, me impressiono. É algo imenso, vocês sabem o que estou dizendo. Já devo ter visto ela ao vivo umas 150 vezes ou mais, e continuo sentindo a mesma coisa. Na seqüência, quase não dava pra ouvir o Bruce, pois o público berrava cada palavra. O show inteiro foi inacreditável. 84 mil braços erguidos, cantando todas as letras, ainda que a maioria não falasse inglês. Em momentos como esse eu me sinto orgulhoso de ver o que essa banda proporciona a seus fãs. Eles dão 110% de si e aqui os fãs nos deram 150 % em retorno. Memorável. Isso realmente vai ficar na nossa memória por um bom tempo. Obrigado São Paulo por terem se mostrado tão maravilhosos como sempre.”

“Tivemos um vôo tranqüilo para Curitiba, mas o desembarque foi uma loucura. Nos deparamos com um mar de fãs. A segurança organizou um caminho alternativo e saímos pela pista mesmo, com uma escolta policial. Seria absolutamente impossível dar autógrafos para tantas pessoas juntas. Essa é uma cidade totalmente ‘metal’ e os fãs fizeram com que nos sentíssemos mais do que bem vindos. E mais fãs ainda estavam no hotel para nos receber. Uma loucura.”

“Nossos fãs chegam a ser assustadores em algumas situações. Fomos a um pub estilo irlandês, o Sheridans. Lugar legal, mas apertado, lotado. O time do Steve e a maioria do nosso pessoal foi também. Um monte de fãs estava por lá e eles chegaram a deixar Jan irritado com tantas fotos, quando ele queria curtir. A falta de privacidade às vezes acaba incomodando. De qualquer forma, foi uma boa noite.”

“O local do show, por si só, é incrível. Aparentemente, já tocamos nesse lugar na época do Blaze, mas eu não estive lá e, por isso, não sabia de como é pouco comum o lugar, excelente para fazer uma filmagem. Deverá ficar ótimo no documentário. O local é uma velha pedreira. A área de backstage fica num nível mais alto, então há alguns lances de escadas e um pequeno elevador que chega ao nível do palco. Nessa pedreira cabem 18 mil pessoas e parece que vendemos praticamente todos os ingressos com meses de antecedência, a primeira vez que isso acontece com tanta antecedência por lá, e isso considerando que já tocaram lá nomes como Paul McCartney e Bon Jovi. De fato, um grande feito. Não disse que era uma cidade bem ‘metal’? A platéia mais uma vez foi fantástica e eu assisti às últimas músicas do nível mais alto atrás do palco e aquele mar de braços levantados foi incrível.”

“Em Porto Alegre, tocamos num local menor, com capacidade para 12 mil e que também tinha ingressos esgotados desde dezembro”. “O público ficou apertado naquele lugar como sardinhas e estava um calor gigantesco lá dentro, mas eu acho que os fãs, ainda assim, ficaram felizes por estarem ali. A despeito do calor infernal que fazia também no palco, a banda se divertiu muito nesse show. Uma pena que seja nosso último show no Brasil durante essa turnê. Eu já começo a sentir saudades. Mas, obrigado a todos os fãs, foi uma semana memorável nesse tremendo país que vocês têm.”

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