Metallica: "Todos que ouviram o álbum acharam excelente"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Douglas Morita, Fonte: Metallica Remains
Enviar correções  |  Comentários  | 

Matéria de 28/09/08. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

A iafrica.com postou uma longa entrevista com os quatro membros do METALLICA sobre o último álbum do grupo, "Death Magnetic". Um trecho da conversa pode ser conferido abaixo.

4579 acessosMetallica: Lars Ulrich lamenta a morte de Chester Bennington5000 acessosGuitarras: as 15 músicas mais complicadas para tocar

Agora que o "Death Magnetic" foi terminado, como você se sente a respeito do álbum?

Lars Ulrich: "Minha cabeça ainda está meio que rodando sobre todo o processo, os últimos anos. Mas todo mundo que ouviu o álbum disse que ele soa ótimo, então eu vou concordar com isso! Ele certamente tem muita energia, soa muito vivo. Uma das coisas chaves que Rick Rubin queria fazer era o Metallica soar realmente ao vivo em estúdio. Alguns dos discos anteriores que fizemos nos anos 90, eu acho, foram um pouco produzidos demais, foram um pouco orientados demais a detalhes. Rick queria preservar aquele som que acontece quando nós tocamos ao vivo, e eu tenho 100 porcento de certeza que ele manteve todo aquele sentimento, que é alto e direto. Meus amigos que ouviram o álbum todos gostaram, então eu vou considerar isso como uma coisa boa!"

James Hetfield: "'Death Magnetic' me passa uma sensação realmente boa. É a essência old-school com novas sonoridades. E fomos mais banda nele do que eu me lembro de já termos sido. Nós crescemos muito depois do 'St. Anger' - tanto que podemos dizer que somos adultos! Eu acho que a parte principal é perceber que os atritos são parte disso tudo. E nós precisamos uns dos outros mais do que odiamos uns aos outros, simples assim!"

Kirk Hammett: "Quando nós começamos a escrever músicas para o 'Death Magnetic', nós éramos uma banda de novo pois tínhamos o Rob. Isso foi grandioso. Nós começamos a tocar como uma banda de novo, começamos a soar como uma banda, começamos a criar como uma banda, e essa foi uma evolução óbvia de nosso início da última vez com o 'St. Anger'. Eu tenho muito orgulho deste álbum. Ainda é cedo demais para dizer como ele se encaixa no panorama geral, mas eu realmente acredito que este álbum é um dos nossos melhores momentos."

Robert Trujillo: "Sendo este meu primeiro álbum do Metallica, eu sinto que ele é ótimo. O ambiente criativo pode ser um pouco intimidador por ser tão intenso. Com Lars e James, será a melhor escola de composição. Mas eles estavam realmente abertos a sugestões e eles queriam ouvir o que eu tinha a dizer."

Foi uma decisão consciente para o Metallica de se reconectar com seu passado no "Death Magnetic"?

James: "Pessoas falaram que é 'Master of Puppets II'. Isso me desanima... e me assusta um pouco. 'Death Magnetic' é Rick Rubin e nós tentando capturar a essência, a fome, a simplicidade, o esqueleto do Metallica. E isso é o que eu acho que nós capturamos. É realmente bem claro e óbvio para mim, e espero que eu possa esclarecer isso para os fãs, que nós escrevemos estas músicas para nós mesmos. Você não consegue agradar a todos. Sempre terá alguém que se sentiu vítima pela forma que você fez algo, e eu entendo isso. Há muitas bandas que eu não ouço mais depois de um certo álbum, e que seja assim. É perfeitamente normal. Mas nós somos exploradores, nós temos que andar para frente e continuar, somos artistas, temos fome pelo melhor. O melhor ainda não foi atingido, então nós continuamos."

Kirk: "Um dos conceitos principais que Rick Rubin trouxe a mesa quando nós começamos a falar com ele era que ele sabia, em sua cabeça, como deveria soar o melhor álbum do Metallica. Ele disse para nós: 'Seja lá o que vocês estavam fazendo, o que estavam pensando, o que estavam ouvindo, o que estavam comendo, bebendo... Tentem colocar suas mentes nesse lugar. Porque seja lá o que vocês estavam fazendo no início dos anos 80, meio dos anos 80, você fizeram algumas músicas incríveis naquela época'. Nós ouvimos isso e concordamos. A atitude que nós tínhamos naquela época era bem diferente da atitude que temos hoje. Nós éramos novos, querendo provar nós mesmos - provar que nós éramos uma das bandas mais pesadas que existia - e nós escrevemos de acordo. Então Rick disse: 'Só se coloquem nesse lugar'. E funcionou totalmente. Funcionou na composição, nas letras, nos solos de guitarra, na atitude. Eu lembro quando chegou a hora de colocar os solos de guitarra, eu ouvi tudo que eu ouvia quando era adolescente: muito UFO, Deep Purple e Rainbow, o primeiro álbum do Van Halen, Pat Travers. Inicialmente eu estava chocado, porque me encontrei sendo reinspirado por todas essas coisas que me influenciaram naquela época, e abriu de novo minha forma de tocar. Quando eu apliquei essa atitude e trouxe aquela inspiração para as músicas novas, eu consegui alguns resultados incríveis direto. A auto-referência estava funcionando, e nós não estávamos simplesmente copiando a nós mesmos. Eu realmente senti que estávamos indo a algum lugar novo."

Lars: "Reconectar com o passado foi algo que definitivamente aconteceu de maneira orgânica. Rick passou muito tempo só saindo e falando sobre a música, e durante os primeiros meses, ele nos fez sentirmos confortáveis sobre revisitar e nos inspirarmos em alguns dos discos que lançamos nos anos 80: 'Ride the Lightning', 'Master of Puppets', '...And Justice For All'. Quando nós terminamos o 'Justice', nós sentimos que não havia nada mais para fazer naquele lado progressivo e thrash do Metallica, então passamos boa parte dos anos 90 o mais distante possível desses discos. Rick nos fez sentir bem sobre revisitar aqueles discos. Nós começamos o processo criativo para o 'Death Magnetic' no verão de 2006, que foi quando o aniversário de 20 anos do 'Master of Puppets' estava rolando e nós tocamos o disco inteiro ao vivo por toda a Europa e Ásia. Nós entramos por debaixo da pele do 'Master of Puppets' bem quando nós começamos a escrever aquelas músicas novas para o 'Death Magnetic'. E aquilo certamente nos fez sentir confortáveis sobre agregar algumas das coisas que tínhamos nos anos 80 pela primeira vez em 15 anos. Tem sido interessante. Rick sugeriria: 'Ouça aos mesmos discos que vocês ouviam nos anos 80, ou tente e escreva da mesma forma'. Nunca foi: 'Copie o que vocês fizeram musicalmente'. Foi: 'Se coloquem naquela mentalidade'. E a sensação foi boa de fazer isso, finalmente. Nós evitamos ir lá por tanto tempo, mas quando nós voltamos, foi como : 'Sim, nós podemos vir aqui - nós podemos ser inspirados por aqueles discos e nos sentirmos bem.'"

Rob: "Parece que a banda, durante os últimos dez ou 15 anos, estava tentado sair dos primeiros anos. E para mim, falando de Metallica, eu amo tudo que o Metallica fez, mas eu realmente amo as coisas antigas. E só o fato de que os caras estavam abertos a isso foi uma coisa realmente positiva. Rick foi bem inteligente, até na afinação das músicas. 'Por que o Metallica abaixou meio tom ou mesmo um tom inteiro? Por que o Metallica não volta a afinação que tinha no 'Master of Puppets'? E nós acabamos tentando as músicas na afinação natural, e isso é ótimo - James ainda pode cantar pra caramba, e há mais angústia no vocal. Eu realmente gosto do que o James fez. Muitas coisas positivas vieram de Rick."

A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

MetallicaMetallica
Lars Ulrich lamenta a morte de Chester Bennington

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Metallica"

New MetalNew Metal
Clássicos do rock e metal em versões modernas

MetallicaMetallica
Lars Ulrich explica como decide o setlist dos shows

LoudwireLoudwire
Os melhores álbuns do ano desde a década de 70

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Metallica"

GuitarrasGuitarras
As 15 músicas mais complicadas para tocar

Kiss FmKiss Fm
As 500 mais pedidas na programação em 2008

FotosFotos
Confira 10 das mais curiosas no mundo do Rock - Parte 1

5000 acessosQuando shows dão errado: 25 apresentações desastrosas5000 acessosVelocidade: Top 10 de músicas de Metal para ser multado5000 acessosEm 28/12/2009: Morre Jimmy "The Rev" Sullivan, do Avenged Sevenfold5000 acessosGuitarras: algumas podem mudar a sua vida, outras não5000 acessosDeep Purple: Blackmore atirou macarronada na cara de Gillan em 935000 acessosMotorhead: Nem queda de avião consegue abalar a calma de Lemmy Kilmister

Sobre Douglas Morita

Douglas Morita acha que se existem constantes em sua vida, uma delas definitivamente é o Metallica. Fã da banda desde que se conhece por gente, criou o site Metallica Remains em 1998 e considera o grupo como sua principal - porém, obviamente, não única - influência musical. Além do Metallica, tenta ouvir de tudo um pouco, sem se limitar a estilos ou rótulos.

Mais matérias de Douglas Morita no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online