"Hetfield está de volta", diz Robert Trujillo, baixista do Metallica
Por Douglas Morita
Fonte: Metallica Remains
Postado em 11 de setembro de 2008
A Brave Words & Bloody Knucles conversou com Robert Trujillo e Lars Ulrich em entrevistas separadas para uma matéria de capa planejada para sair na edição #113 da revista. Confira alguns trechos da conversa com Trujillo, comparando a atmosfera ao redor do "Death Magnetic" com a vibração da banda na época do "St. Anger".
"Bem, para mim pessoalmente, esta foi meio que a primeira vez que eu entrei em cena. Eu acho que o St. Anger tinha que existir. Foi muito importante para a banda, pois nós estávamos em uma época de transição. Era uma banda, por tanto anos, que era tão polida, e tinha passado por tantas mudanças, em termos de som e identidade, e isto foi meio que uma declaração, de certa forma uma libertação para eles, não só emocional, mas também sonora. O álbum definitivamente tinha um caráter próprio, e Lars disse que se o 'St. Anger' não tivesse existido, então nós não teríamos o 'Death Magnetic'. E eu tenho que concordar com ele. Eu acho que a coisa importante aqui é que nós temos Hetfield de volta, e parecia que durante a época do St. Anger, ele estava um pouco mais resguardado, e tudo era feito planejado, e ele tinha tantas coisas acontecendo em sua vida, e agora ele está mais livre e meio que tranquilo e feliz em geral. Ele parece uma pessoa diferente de várias formas. Mas com 'St. Anger', não foi só o lado musical, mas as coisas estavam meio internas, particularmente com James."
Você está dizendo que estar meio distante da reabilização, faz com que ele funcione com um pouco menos de planejamento, e ele está um pouco menos frágil?
"Exatamente. Esta é minha opinião pessoal. Agora ele falará, 'Ei, vamos ver Social Distortion ou The Police'. Ele está mais aberto a sair agora. É como se ele tivesse seu mojo de volta, e antes, eu só lembro dele ser um pouco mais frágil, como você disse. Parece que seu foco no álbum... Sim, havia algum foco, mas você também precisa entender, ele estava realmente se religando com sua vida pessoal, em termos de família, e re-existir, não só na banda, mas com seu estilo de vida diário. E parece que agora, aqui nós temos o 'Death Magnetic', não é como, 'ok, são quatro horas; eu preciso sair agora'. Guarda a guitarra e ele vai embora. Ou trabalhando em uma parte legal de guitarra, 'oh, droga, são 11 horas' eu preciso ir'. Agora nós estamos trabalhando em algo legal, e não há mais restrições de tempo em sua criatividade. E até nas letras - ele realmente está mergulhando nas melodias e letras no 'Death Magnetic', e realmente fazendo com que seja parte dele. É algo que eu acho que eles precisavam fazer e precisavam tentar fazer. Mas eu acho que é mais profundo do que isso. Eu acho que James... Digo, ele está absolutamente comprometido e envolvido com o 'Death Magnetic', e além disso. Isto se tornou um trabalho de amor para ele."
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