Gorgoroth: "venci porque sempre estive certo", diz Infernus
Por Danilo Siqueira
Fonte: Imhotep
Postado em 25 de março de 2009
A webzine Imhotep da Noruega recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista Infernus (nome real: Roger Tiegs) da banda GORGOROTH sobre sua luta no tribunal contra o vocalista Gaahl e o baixista King ov Hell sobre os direitos pelo nome da banda GORGOROTH. A seguir, algumas partes do diálogo.
IMHOTEP: Como você se sentiu quando a corte anunciou o veredicto de seu processo contra King ov Hell e Gaahl? Qual foi sua reação?
Infernus: "Foi de fato bastante satisfatório. Estou bastante satisfeito com o resultado do julgamento, mas não muito surpreso, já que ele apenas confirmou o que venho declarando desde outubro de 2007 - que é ilegal tentar registrar uma marca pelas costas de uma pessoa sendo que esta marca já foi estabelecida pelo uso. O juiz me pareceu uma pessoa bastante alerta e íntegra, que gastou algumas semanas para dar seu veredicto, o que resultou em um trabalho mais substancial e reflexivo de 21 páginas sobre a questão do registro de marcas. Estou feliz por mim mesmo e pela minha banda, e também estou feliz em nome do restante da cena em geral, porque isso cria um precedente para que conflitos similares possam ser evitados no futuro".
Imhotep: O primeiro veredicto do processo não foi positivo para você. O que você pensou na hora?
Infernus: "Na verdade, esta é uma idéia errada bem comum que vem circulando na mídia desde dezembro de 2007, já que o julgamento ocorrido em janeiro de 2009 foi o primeiro e único julgamento que foi presidido para esta questão. O registro da marca feito pela contraparte (que agora será apagado) foi enviado (sem meu conhecimento) e registrado pelo primeiro departamento do Escritório de Propriedades Industriais da Noruega - esta foi a única 'decisão da corte' da qual a contraparte tem falado desde dezembro de 2007. Não houve um julgamento até agora. Quando tive notícia da marca sendo registrada em dezembro de 2007, eu instantaneamente decidi tomar ações legais e levar o assunto para a corte em um julgamento, já que eu estava convencido de que aquele registro era ilegal - o que agora ficou claramente provado".
Imhotep: Como foram os dias nos quais você ficou impossibilitado de realmente trabalhar como um GORGOROTH?
Infernus: "Esta é a segunda idéia errada. Eu tenho trabalhado sob o nome GORGOROTH desde outubro de 2007, juntando novos membros, finalizando o álbum 'True Norwegian Black Metal - Live in Grieghallen' e terminando de escrever o novo álbum para o GORGOROTH, 'Quantos Possunt ad Satanitatem Trahunt'. Eu também reorganizei a estrutura por trás da banda, já ficou evidente bem rápido que havia algumas maçãs estragadas que deveriam ser removidas, sejam roadies, músicos contratados, produtores e outros. Estes foram substituídos com sucesso".
Imhotep: Por que o veredicto final foi positivo para você? O que de fato King ov Hell e Gaahl fizeram (ou tentaram fazer) com o GORGOROTH e com você?
Infernus: "Eu venci porque estava certo, e sempre estive certo. O veredicto foi contra King e Gaahl porque o que eles fizeram foi claramente tanto ilegal como desleal, e feito em má-fé - eles tentaram registrar um nome de banda e um logo que já existiam anos antes de eles terem sido convidados para se juntarem à banda".
Leia a entrevista completa no Imhotep.
King ov Hell (nome real: Tom Cato Visnes) e o vocalista Gaahl (nome real: Kristian Espedal) liberaram uma declaração para o BLABBERMOUTH.NET a respeito do resultado de sua batalha legal com Infernus:
"A respeito da recente batalha judicial sobre o uso do nome GORGOROTH, Gaahl e King confirmam que partes do veredicto foram decididas e foram a favor de Infernus. Este é apenas um veredicto parcial do caso. Por conta da complexidade do processo, haverá futuras audições e o veredicto final será anunciado dentro de poucas semanas.
"O juiz chegou a conclusão de que é impossível chutar um membro original mesmo que ele não contribua musicalmente ou liricamente. O juiz também declarou que um membro original não pode ser chutado da banda mesmo que este membro tenha feito atos vistos como desrespeitosos em frente a promotores, membros de sessão e outros parceiros de trabalho".
"Gaahl e King desejam a Infernus toda a sorte usando o logo de GORGOROTH em sua arte".
"Gaahl e King irão continuar fazendo a arte com as quais ficaram conhecidos por criar no GORGOROTH, ainda que sob outro nome".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



13 shows internacionais de rock e metal no Brasil em dezembro de 2025
A maior música do rock progressivo de todos os tempos, segundo Steve Lukather
Steve Morse escolhe o maior guitarrista do mundo na atualidade
Nem Jimi Hendrix, nem Eric Clapton existiriam sem esse guitarrista, afirma John Mayer
Com nova turnê, Guns N' Roses quebrará marca de 50 apresentações no Brasil
Regis Tadeu esclarece por que Elton John aceitou tocar no Rock in Rio 2026
A banda que foi "os Beatles" da geração de Seattle, segundo Eddie Vedder
Os quatro clássicos pesados que já encheram o saco (mas merecem segunda chance)
Nikki Sixx (Mötley Crüe) não gosta de ver artistas de 65 anos agindo como se tivessem 25
John Bush não se arrepende de ter recusado proposta do Metallica
Bruce Dickinson relembra, com franqueza, quando foi abandonado pelos fãs
Guns N' Roses anuncia valores e início da venda de ingressos para turnê brasileira 2026
Radiohead quebra recorde de público do Metallica em Londres
A banda de classic rock que Angus Young achou um tédio ao vivo; "uma piada"
A maior balada de heavy metal do século 21, segundo a Loudersound

Inacreditável: O que acontece de mais bizarro em um show de metal
Esquisitices: algumas exigências bizarras para shows


