Ted Nugent: comentários sobre Independência e Liberdade

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O lendário roqueiro TED NUGENT escreveu o seguinte artigo sobre o 4 de julho [N.: Dia da Independência dos EUA].

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"Quando o estupefato e derrotado exército britânico se retirou de Yorktown [N.: Palco de decisiva derrota dos britânicos na Guerra de Independência dos EUA], sua banda militar apropriadamente tocou a música 'A World Turned Upside Down' [N.: Tradicional canção inglesa, que significa ‘O Mundo de Cabeça pra Baixo’. Entretanto, não há evidência conclusiva sobre este fato]".

"Nossos antepassados empenharam suas vidas e seus destinos para lutar e derrotar o exército mais poderoso do mundo, fazendo assim nascer a América. Nossa vitória sobre o rei George foi a maior ‘virada’ nos anais da história militar. George Washington acreditava que nossa incrível vitória tinha sido resultado da providência divina".

"O sonho de um governo com poderes limitados, liberdade do indivíduo e da sociedade, individualismo ferrenho e auto-suficiência pelo qual lutaram e morreram nossos antepassados está rapidamente desaparecendo em 2009. Mais uma vez o mundo está virando de cabeça para baixo".

"Nosso governo federal está se tornando exatamente o tipo de governo autoritário, irresponsável e desrespeitoso que nossos antepassados desprezavam, combatiam e queriam que evitássemos. Pouquíssimos americanos conhecem e apreciam esta parte tão importante da história americana. Isso é uma vergonha".

"Ao invés de aceitarmos os avisos de nossos antepassados, nós adotamos o grande governo e nossos dois partidos políticos têm estado mais do que satisfeitos em nos dar isso pelos últimos 45 anos, tornando-nos assim cada vez mais dependentes do ‘Fedzilla’ – a besta federal que possui um apetite voraz pelos dólares arrecadados com impostos e intencionalmente aumenta a dependência e o controle. Novamente estamos nos transformando em dependentes, não em cidadãos".

"Fedzilla é o mais imprudente, irresponsável, inchado e ineficiente pesadelo burocrático que o mundo já conheceu. Ele pune os produtores e os que se arriscam, enquanto recompensa os ingênuos que foram enganados para acreditar que estão sendo ajudados. Fedzilla é o inimigo do mercado livre e da liberdade".

"Ao invés de permitir que o mercado livre corrija a si próprio, Fedzilla intervém e torna as coisas ainda piores. Ele nos dá Freddie Mac e Fannie Mae [N.: Empresas estatais que lidam com empréstimos e hipotecas]. Com os dólares de nossos impostos, Fedzilla comprou a General Motors e salvou a AIG e outras instituições financeiras".

"Fedzilla lançou um pacote de estímulo econômico não-autorizado de um trilhão de dólares que nenhum deputado ou senador eleito leu antes de aprová-lo. A despeito de qualquer interpretação ou omissão legal que algum advogado do Fedzilla possa encontrar em nossa constituição ou em alguma decisão judicial que permita tal grotesca intervenção e despesa, eu acredito firmemente que esse tipo de intervenção e controle federal não fazia parte do sonho de nossos ancestrais".

"E adivinha só? Não está funcionando. Nossa economia poderia se recuperar melhor e mais rapidamente se o Congresso rejeitasse o falso ‘estímulo’ e saísse do caminho do capitalismo de mercado livre".

"Numa das últimas tentativas de resolver tudo imediatamente, o presidente Obama quer ‘Fedzillarizar’ a indústria de planos de saúde. Colocar nossa saúde nas mãos burocráticas do Fedzilla é a mesma coisa que pedir carona a um motorista bêbado. Fedzilla vai destruir a nossa saúde. Ele cria o câncer ao invés de curá-lo".

"Estamos testemunhando o que o grande governo fará a seus cidadãos e a si mesmo se não for fiscalizado. Devido aos orçamentos insustentáveis e fora de controle, o estado da Califórnia está à beira de uma crise financeira. Outros estados, como Nova Iorque, não estão em situação muito melhor. Fedzilla vai acabar desmoronando sob seu próprio peso porque o modelo socialista no qual se baseia é, no final das contas, insustentável. Entretanto, a carnificina social, econômica e cultural que ele causará à América até que desmorone será catastrófica. Homens e mulheres livres estão horrorizados".

"Impostos mais altos e maior controle do governo levam ao genocídio econômico. Ao invés disso, menos impostos, menor controle do governo e mais independência levam à prosperidade todos aqueles que estão dispostos a fazer bom uso dessa situação. Nossos ancestrais que jogaram ao mar o chá que estava nos navios no porto de Boston [N.: Referência ao episódio chamado de ‘Festa do Chá de Boston, um protesto contra o governo britânico ocorrido em 1773] sabiam disso. As pessoas que participaram das Festas do Chá em abril passado sabiam disso. Você sabia?"

"Em algum momento durante a celebração do Dia da Independência, você deveria gastar alguns momentos para ler a Declaração de Independência em voz alta para seus filhos, parentes e convidados. Leia devagar e deixe as palavras serem compreendidas. Quando terminar, pense por um momento em nossos antepassados que bravamente assinaram seus nomes nela e, dessa forma, também assinaram sua sentença de morte".

"Pense sobre isso. Eles estavam dispostos a morrer pela chance de terem um governo federal limitado, independência e liberdade. Eles não lutaram e morreram pela liberdade para que pudéssemos ter habitação, comida, transporte e saúde fornecidos pelo Fedzilla".

"Aos meus compatriotas Americanos que ainda defendem o sonho de nossos pais fundadores, desejo a vocês um feliz Dia da Independência. Para aqueles que estão dispostos a comprometer sua liberdade na esperança de que Fedzilla forneça a vocês um manto artificial de segurança, tenha um bom Dia da Dependência".

"Eu sou um homem livre – um cidadão, não um dependente – que ainda ouve a distante música do Sino da Liberdade. Não mexa comigo e não serei forçado a mexer com você. Esteja avisado: se forçar a barra comigo, sofrerá as conseqüências".




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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