Kisser: "O Heavy Metal é um movimento versátil e unido!"
Por Emanuel Seagal
Fonte: Yahoo Música
Postado em 13 de agosto de 2009
Andreas Kisser, guitarrista do SEPULTURA, escreveu em sua coluna no Yahoo! a respeito da versatilidade no heavy metal. Confira abaixo alguns trechos do artigo.
"O Heavy Metal pode parecer um estilo radical e violento, principalmente para quem não conhece ou entende a música, mas não é nada disso. Ele é sim agressivo e extremo, sempre extrapolando os limites do peso e da velocidade, tal como um atleta nas Olimpíadas que quer sempre a quebra de um recorde. Mas ele também é um movimento muito versátil e unido.
O estilo sobrevive de misturas de outros estilos que, quando utilizados, criam um novo caminho a ser seguido. O Sepultura, depois que começou a viajar o mundo, descobriu o Brasil e a partir desta descoberta, começou a utilizar alguns elementos da música nacional, principalmente a percussão - que naturalmente já soa pesada. No disco 'Roots' estão vários exemplos desta mistura, o tema mais explícito desta fusão está em 'Ratamahata', parceria com Carlinhos Brown.
O Metallica trouxe algumas influências da música country americana para a sua música. O álbum preto, que foi o disco de metal mais vendido da história, já tinha algumas características desta mistura, temas como 'Nothing else matters' e 'The Unforgiven' são alguns exemplos.
Outra característica do metal é a união, apesar de várias vertentes dentro do próprio estilo, as bandas se ajudam e se juntam para shows e participações especiais em estúdio. O público também é muito unido. Muita gente acha que os fãs do metal são pessoas violentas e ignorantes, o que não corresponde à realidade. Quando os fãs estão lá no meio, agitando, fazendo as rodas e se batendo, eles estão curtindo e não brigando. Quando um fã cai no chão, sempre tem alguém para ajudar, existe uma cumplicidade que é difícil ver em fãs de outros estilos musicais. È raríssimo ver brigas e tumultos em shows de heavy metal, o fã não está ali para ficar azarando a namorada do outro, não está ali de 'gang' procurando briga com qualquer um, coisa que acontece com freqüência no carnaval brasileiro, mas as pessoas não acham o carnaval violento. Por quê?"

Confira a matéria na íntegra aqui.
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