Hatebreed: Mustaine? Duro foi entrevistar o Bruce Dickinson
Por Gabriel Costa
Fonte: Riverfront Times
Postado em 16 de dezembro de 2009
D.X. Ferris conduziu recentemente uma entrevista com o frontman do HATEBREED, Jamey Jasta, para o blog Riverfront Times, onde o vocalista discute a lógica por trás de álbuns de covers como o último da banda ("For The Lions", 2009), fala sobre os parceiros de turnê de sua banda e o tempo que passou como apresentador do programa Headbanger's Ball, da MTV americana. Confira alguns trechos da conversa abaixo.
Com um álbum de covers, a maior parte do dinheiro vai para os autores das músicas. Então, qual é a compensação de um disco de covers?
Jasta: "A compensação é que isso volta para você multiplicado por 10 quando você homenageia e mostra respeito pelas pessoas que pavimentaram o caminho para que você pudesse fazer o que quer fazer, e viver a sua vida da forma que quiser, e tocar sua música do jeito que quiser. A compensação é o poder cíclico dos fãs que querem curtir e dizer 'Eu nunca tinha ouvido NEGATIVE APPROACH antes', ou 'Eu nunca ouvi D.R.I. antes, a agora eu conheci a banda'. E você também tem os fãs old school que nunca ouviram HATEBREED até que nós fizemos um cover de SUICIDE TENDENCIES. E tem os fãs de grandes bandas como SLAYER e METALLICA que querem ouvir o que fizemos com o material delas. Cria a curiosidade."
Como andam os seus livros?
Jasta: "Eu tive grandes problemas com o livro de letras, com os quais os advogados estão lidando. Vamos esperar que esses acordos ruins que eu fiz no passado não voltem para me assombrar mais. Não é algo de que eu possa realmente falar na imprensa. Quando você assina um acordo ruim [de gravação], afeta tudo: o uso de suas letras, e o uso de sua música em comerciais e shows de TV, e filmes e trilhas sonoras."
"Com relação ao livro do Headbanger's Ball, eu realmente só queria mudar o conteúdo paqra ser um pouco mais motivacional e inspirador. Eu não quero que o livro pinte esse quadro desanimador da indústria musical e coisas de trás das cenas - porque não foi assim. Eu queria mostrar às pessoas que você pode vir do nada. Quero dizer, eu tenho educação básica de segundo grau, e apresentei um programa por quatro anos em uma grande emissora. Eu pensei, se eu não tinha nenhuma experiência com TV, e eu já tinha o melhor trabalho do mundo, e acabei conseguindo o segundo melhor trabalho do mundo, eu preciso mostrar isso para que as pessoas tenham informação a respeito, se elas querem entrar na TV ou no rádio ou no jornalismo. Eu fiz um curso rápido na Connecticut School of Broadcasting. Eu lia um teleprompter e praticava e descobria coisas sobre bandas das quais eu não era fã. Eu queria mostrar as pessoas que você pode vir do nada."
Qual foi o entrevistado mais difícil no programa?
Jasta: "Definitivamente [o frontman do IRON MAIDEN] Bruce Dickinson."
Eu teria pensado nele ou no [frontman do MEGADETH] Dave Mustaine.
Jasta: "Mustaine sempre foi respeitoso. Mustaine foi muito legal. Dickinson, ele fez milhares de entrevistas e você consegue ver que ele não quer mais isso. Eu não o culpo. Eu falo mais a respeito disso no livro. Não quero entregar a história toda, mas ele é um daqueles caras que, se estiver tendo um dia ruim, você não conseguirá nada."
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