Accept: "reunião foi como ela deveria ser", diz guitarrista
Por Marcos Garcia
Fonte: Sleaze Roxx
Postado em 20 de setembro de 2010
Ruben Mosqueda, da Sleaze Roxx, recentemente fez uma entrevista com o guitarrista Wolf Hoffmann, da lenda do Metal reformada ACCEPT. Alguns trechos seguem abaixo.
Sleaze Roxx: Vocês se reuniram com Udo Dirkschneider de 2004 a 2005, e tiveram uma sequência de aparições de sucesso em vários festivais europeus. Qual é a verdade por trás de Udo não estar envolvido com a banda agora? Ele não quer mais fazer músicas com o ACCEPT?
Wolf Hoffmann: Não, ele não quer; é justamente este o motivo pelo qual não deu certo. Ele não queria se envolver. Basicamente, ele deu um pouco de seu tempo para fazer os shows que você mencionou, e depois quis voltar para seu próprio trabalho. No fim, tínhamos que lidar com isso, pois ele tem sido um artista solo por mais de vinte anos. Sempre soubemos que o ACCEPT tinha um nome forte, então achamos que ele queria continuar trabalhando conosco. Pensamos que tendo todos os músicos originais na banda que isso seria suficiente para incentivá-lo a trabalhar conosco. Ele só não quis fazer isso. Todas as resenhas para as apresentações que fizemos foram favoráveis. Se você tem os fãs e crítica concordando que você ainda tem o que oferecer, é estranho que ele não quisesse ser parte disso. Não poderíamos forçá-lo.
Sleaze Roxx: Podem me chamar de louco, mas haviam algumas boas músicas no disco "Eat The Heat", de 1989. Gostei da voz de David Reece naquele CD, mas obviamente é consenso que a maioria dos fãs foi muito crítica em relação às músicas e à escolha do vocalista. Olhando para trás, você diria que vocês insistiram com David como vocalista efetivo da banda o suficiente?
Wolf Hoffmann: Bem, a idéia era levar as coisas até onde fosse possível. Sendo honesto, a coisa estava fadada ao fracasso desde o início. Era algo com o que estávamos tão envolvidos que, uma vez que a coisa ia mal, não conseguíamos dar fim a ela... Era tarde demais. Fomos longe demais para voltar. Percebemos que nesse processo, que nossas personalidades e a de David combinavam, mas ainda assim fomos em frente. Eu tinha esperança que as músicas fossem fortes o suficiente para funcionar, mas elas simplesmente não foram. Era uma época diferente — mais de vinte anos atrás, e as coisas era difíceis então.
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