Brian May: "Axl Rose sempre foi uma pessoa amável!"

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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O guitarrista do QUEEN, Brian May, respondeu diversas perguntas enviadas por fãs para a edição de abril de 2011 da revista Uncut do Reino Unido. Quando perguntado sobre como ele se envolveu na produção do álbum "Chinese Democracy" do GUNS N' ROSES (em 1999, May gravou um solo de guitarra para a faixa "Catcher In The Rye", do GN'R, que saiu no "Chinese Democracy", mas seu trabalho foi subsequentemente retirado da versão final do álbum), May respondeu, "Não consigo me lembrar de quando conheci Axl [Rose, frontman do GN'R], mas nós os convidamos para tocar no tributo a Freddie [Mercury, em 1992]. Eles fizeram um trabalho fantástico, e também doaram muito dinheiro ao fundo Mercury Phoenix. Em seguida, minha banda solo acompanhou a turnê do GN'R e nos demos muito bem."

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Ele prosseguiu, "As pessoas pensam no AXL ROSE como uma pessoa difícil mas para mim ele sempre foi amável".

"Quando eles estavam fazendo aquele álbum, depois de sabe Deus lá quantos anos, ele estava conversando com o Roy Thomas Baker [antigo produtor do QUEEN], que estava fazendo produção para eles na época, e eles vieram com a idéia de entrar em contato comigo para ajudá-los a trabalhar num direcionamento. Eu fui encontrá-lo e ele me passou praticamente o álbum inteiro. Foi uma longa noite, conversando, pensando, tentando encontrar potenciais direções, e então eu fiquei alguns dias apenas testando coisas. Eles usaram uns 10 guitarristas em seguida disso! Eu tenho umas mixagens brutas dessas faixas em algum lugar no meu arquivo, mas eu não vou deixar ninguém escutá-las em respeito ao Axl."

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"Foi divertido, fazer algo para ajudar um amigo."

Rose explicou a decisão de deixar a faixa de Brian de fora dizendo, "Há algumas razões, e nenhuma delas é tão importante e definitivamente não foi para menosprezar ninguém. Antes de tudo, obviamente eu encontrei pessoas que gostaram da música, mas a participação de Brian só veio a público depois que seguimos com o GUNS. Na verdade, poucos pareciam se importar com isso e a maioria dos comentários eram direcionados ao porquê o Slash, na opinião deles, deveria estar aqui. O solo do Brian propriamente dito é um dos meus favoritos pessoalmente e eu realmente não consegui entender, pois ele é uma tamanha lenda do rock, por que ele não foi tão apreciado na época. Na verdade todo o sentimento e emoção, olhando agora, tinha muito a ver como Sean [Beavan, um dos produtores que trabalhou no 'Chinese Democracy'] e eu e as partes que escolhi das diversas tomadas e versões do Brian, para ter certeza de que tínhamos esses elementos em uma versão. É completamente construído de edições com base em torno de uma especifica nota que Brian tocou em uma tomada. E apesar de parecer que o Brian deu uma aquecida, ao menos publicamente, ele infelizmente não ficou muito satisfeito na época com nosso trabalho. Eu lembro de ver o Brian à minha esquerda e ele encarando os grandes auto-falantes do estúdio meio espantado dizendo 'Mas não foi isso que eu toquei'. O Sean Beavan e eu não estávamos de forma alguma tentando avacalhar com o Brian, nós apenas fizemos o que costumamos fazer e então tentamos dar nosso melhor e nos mantermos firmes com nossas decisões."

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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