Darkane: baterista fala sobre audição para o Dream Theater
Por Kako Sales
Fonte: Blabbermouth.Net
Postado em 09 de novembro de 2011
O site grego Rock Your Life recentemente conduziu uma entrevista com o baterista Peter Wildoer, da banda sueca Darkane. Um trecho da conversa segue abaixo.
Rock Your Life: Como foi sua experiência nas audições do Dream Theater? Foi algo novo para todos.
Peter: Para mim, foi algo muito louco. Na verdade, eu estava fazendo uns shows na França em setembro de 2010 com o Darkane e recebi um e-mail do (vocalista do Dream Theater) James LaBrie me perguntando se eu tinha interesse em fazer uma audição para o Dream Theater. Alguns dias antes, eu soube que Mike Portnoy havia deixado a banda. Eu respondi, é claro, que estava interessado em tocar com a banda mais insana do planeta. A experiência no geral foi louca, e é claro que quando eu tive as músicas em mãos, para tocá-las... São cerca de 30 minutos de música, mas há bastante coisa rolando nas músicas. Quando eu as peguei, foi cerca de um mês antes das audições, e eu ensaiei bastante. Ensaiava o dia inteiro. Tive que ensaiar durante madrugadas, fins de semana. Foi incrível, e fico muito feliz por ter tido a oportunidade de estar lá na audição.
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RYL: Em algum momento você sentiu que a competitividade era grande, talvez um nível acima do topo?
Peter: Com certeza! Quando eu vi a lista (dos bateristas que participariam das audições para o Dream Theater), eu comecei a gargalhar, porque naquela lista, muitos daqueles caras são meus ídolos, minha inspiração. Tenho todos os livros deles, todos os DVD instrucionais... Quer dizer, tenho sido fã deles há tanto tempo, e de repente, estar na mesma lista com aqueles caras foi simplesmente insano. Antes das audições, eu mandei um e-mail para todos os outros bateristas dizendo a eles que, independente do que acontecesse na audição, eu já estava muito feliz por fazer parte daquilo. É simplesmente extraordinário mandar um e-mail para Virgil Donati e ser respondido.
RYL: E então houve o lançamento do DVD-documentário sobre as audições. Você acha que foi uma boa manobra da banda ou essas audições deveriam ser mantidas "dentro da família Dream Theater?"
Peter: Para ser honesto, eu achei muito legal! Eu tive a oportunidade de ver o que os outros bateristas fizeram. Eu só gostaria que houvesse mais tempo para execução de cada um. Eu teria adorado ver mais dos outros bateristas também. A coisa toda foi feita para ser lançada como um DVD bônus para o novo álbum de estúdio da banda. Na verdade, nós não sabíamos que haveria um documentário na internet. Foi uma coisa meio dramática, mas eu fiquei muito feliz por ver outros bateristas, a equipe inteira do Dream Theater, o empresário deles, e pessoalmente, estou bastante satisfeito com minha execução na audição e com o som que eu tirei. Eu era um dos "cachorros pequenos", um dos bateristas menos conhecidos, e para mim, essa foi uma grande oportunidade e uma grande promoção... Quer dizer, esse vídeo no YouTube ultrapassou 1 milhão de visitas, então para mim foi muito importante em termos de promoção.
RYL: Muitas pessoas viram isso como um tipo de reality show. E foi mais focado em Mike Mangini e Marco Minnemann.
Peter: Exatamente, mas eu não vejo problema nisso. No final, ficou entre esses caras, então eu acho que foi justo. Estou totalmente tranqüilo com isso.
RYL: Você acha que esse DVD conseguiu capturar o feeling das audições?
Peter: Claro! Na verdade, ele é muito bom, apesar de ter apenas alguns minutos de cada baterista. Acredito que tenha capturado todo o espírito da coisa. Para mim, por exemplo, eu fiquei lá por mais de quatro horas, mas tenho certeza que capturou o que aconteceu lá. Eu só posso falar por mim, como você pode imaginar, e acho que ficou um documentário bem legal.
RYL: Apesar do fato de você ser um dos "cachorros pequenos", você ficou no top 3. O que deu errado e acabou por você não ficar com a vaga?
Peter: Há algumas coisas. Para mim, Mike Mangini era a escolha perfeita para o Dream Theater. O cara foi feito para estar no Dream Theater, eu te asseguro isso. Do seu modo de tocar à sua abordagem musical, tudo é muito similar aos outros membros da banda. Ele cresceu ouvindo bandas como Rush, Genesis – exatamente a mesma coisa que (John) Petrucci, (Jordan) Rudess e os outros caras na banda. Da minha parte, eu cresci ouvindo Dream Theater. Sou 15 anos mais novo que os caras. E mais, eu moro na Europa e Mike Mangini mora em Boston, a duas horas de trem de Nova York, onde a banda está, exceto James LaBrie, que mora no Canadá. Mas acredito que a razão principal foi o que John Petrucci disse no documentário, que Marco Minnemann e Mike Mangini definiram um certo padrão de musicalidade. Eles são músicos incríveis e basteristas fantásticos, e pessoalmente, acho que eles mostraram uma "presença de palco". Eu fiz o que costumo fazer com o Darkane, coisas como bater cabeça, e para mim foi um pouco estranho, porque esses caras ficavam lá parados, tocando as coisas calmamente.
Leia a entrevista na íntegra no site Rock Your Life.
http://www.youtube.com/embed/L609JsPFmmI?rel=0
http://www.youtube.com/embed/-vaDfcKzLbY?rel=0
http://www.youtube.com/embed/2QHMQjH17aw?rel=0
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