David Ellefson: Dave e eu somos o Megadeth

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Por Daniel Molina, Fonte: Rust In Page, Tradução
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Justin Tedaldi do Music Q&A Examiner entrevistou recentemente David Ellefson. Confiram alguns trechos da conversa.

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Music Q&A Examiner: "TH1RT3EN" rendeu ao MEGADETH ótimas reviews. Qual é a diferença de trabalhar com Dave«Mustaine» comparado ao passado?

Ellefson: Acho que antes, porque viviamos na mesma cidade, nos viamos mais, trocavamos ideias e então trabalhavamos nelas fazendo demos, e isso durava cerca de dois a três meses. Dai arrumavamos um produtor, agendavamos o estúdio, e quando o álbum estava para ser masterizado e mixado e pronto para sair já haviam se passado cerca de nove a 12 meses. É claro que depois fazíamos um video e marcávamos a turnê. Então era assim que as coisas funcionava quando eu fazia álbuns com o Dave antigamente. Agora, muitas coisas mudaram. Primeiro, Dave tem um estúdio, Vic's Garage, perto de onde ele vive em San Diego, então quando a banda tem que trabalhar vamos para lá. Shawn «Drover» e eu moramos fora da cidade e Chris «Broderick» mora em Los Angeles, então moramos em locais diferentes. Quando nos reunimos é algo bem focado, aprendi a deixar o Dave rascunhar várias músicas e depois montar todas,antes que todas as colaborações comecem, e acho que foi um excelente processo para esse álbum. De certo modo eu acho que Dave e eu aprendemos o que dá certo e o que não dá, então juntamos forças e vamos com as coisas que funcionam.

Music Q&A Examiner: Algumas das músicas do "TH1RT3EN" são músicas antigas retrabalhadas. Porque a banda decidiu fazer isso e a sua volta à banda exerceu algum papel importante nisso tudo?

Ellefson: Bandas vão além das notas e letras, sabe? Quando você escuta um álbum, essa é a conexão que você faz, mas há um sexto sentido envolvido...e isso, eu acho, é o que o povo gostar de ver com Dave e eu juntos de novo - há uma sinergia, uma vibração diferente, uma energia, uma conexão. Não apenas para a gente e os fãs das antigas, mas com os de hoje també.. É claro que se não soasse bem (risos) as pessoas não gostariam. Há um sentido intuitivo que músicos e compositores tem quando estão juntos, quando isso não existe não há mágica. Mas quando isso acontece, há mágica, acho que é isso que acontece quando Dave e eu estamos juntos.

Music Q&A Examiner: Qual a maior ideia errada que as pessoas tem acerca de bandas que se reunem?

Ellefson: Eu li algumas reviews sobre o álbum e as pessoas olham para os créditos e títulos colocados no disco. Há muito mais em ser uma banda do que apenas quatro caras em um palco tocando seus instrumentos. É a conexão humana, e é isso que as pessoas gostam, ou não(risos), nas bandas. Há certos momentos que alguns membros essencias não fazem mais parte do grupo, e isso afeta o resultado final... No caso do MEGADETH, Dave foi produtivo enquanto eu estava fora e ele fez bons álbuns, e acho que se Dave e eu tivessemos nos reunidos antes, não teria sido no momento certo. Então quando finalmente aconteceu os fãs estavam ansiosos e ficaram felizes, e Dave e eu ficamos felizes também. Acho que é legal saber que o Dave tem seu braço direito de volta, sabe? E ele não precisa mais fazer as coisas sozinho. E Shawn Drover é um integrante fantástico para a banda em termos de estabilidade. Ele tem uma ótima personalidade e toca bem, além de conhecer bem o metal, ele conhece o Megadeth. Ele conhece nossa história. Eu estive lá com o Dave. Nós jás no colocamos um no lugar do outro, e existe essa sinergia, ao contrário de Dave ter que ir atrás de alguém e contar toda a história da banda. Dave e eu somos o Megadeth (risos), estamos aqui desde o primeiro dia.

Music Q&A Examiner: Você leu o livro do Dave lançado ano passado?

Ellefson: Sim. Não li de cabo a rabo, pois estava lendo no ônibus da tour, e começava a ler mas logo tinha que deixar de lado porque tinhamos outras coisas para fazer. Então foi assim que ele li o livro, picado. Mas é um bom livro. Dave sempre foi um ótimo contador de histórias, e acho que o jeito que deixaram o livro, é como se o Dave se sentasse e estive contando as histórias para você. O carinho que tenho por ele é, quando conheci o Dave pela primeira vez - depois de comprarmos uma caixa de Heineken e voltamos para o apartamento para curtir com outros dois amigos meus - foi assim mesmo que aconteceu, dave começou a contar histórias.

Music Q&A Examiner: Você achou legal o que ele falou de você no livro?

Ellefson: Sim. Quando eu voltei ele me pediu para revisar o livro, e acho que para escrever um livro desse tipo é melhor obter consentimento antes de contar todas essas histórias. Então fique feliz por ele, e sentei e analisei tudo direitinho. Na verdade, eu disse "É, talvez haja algumas coisas que você precisa olhar direito," mas eu disse, "No geral, Dave, eu não quero editar a história da sua vida," porque isso é o livro, a história da vida do Dave. Quero dizerm, estou no especial "Behind The Music" do Megadeth da VH1', todos conhecem nossas histórias, vivemos loucamente e somos sortudos por termos sobrevivido a tudo aquilo e, em retrospecto, foi tudo meio divertido.

Leia a entrevista na integra, em inglês, no site Music Q&A Examiner.




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Sobre Daniel Molina

Nascido em 79, professor de inglês e tradutor. Conheci o metal e suas várias vertentes através de um amigo do meu irmão no final dos 80, onde em 89 acabei me deparando com Megadeth dentre os vinis que estava ouvindo e foi amor à primeira ouvida, uma paixão que dura 20 anos. Apaixonado por thrash metal, especialmente Bay Area e East Coast mas também aficcionado por NWOBHM, Hard e Death. Com o passar do tempo percebi que o rótulo é o que menos importa e sim o tipo de música que nos agrada, mas apesar de tudo, thrash sempre acima de tudo. Já trabalhei com vários sites, cobrindo shows e fazendo entrevistas mas sempre tocando a Rust In Page por amor ao Megadeth, e hoje além de dedicação total ao meu trabalho salvo bastante do meu tempo para manter a página rolando firme e forte e mantendo os Droogies brazucas informados.

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