Scott Weiland: "nos anos noventa eu era jovem e burro"
Por André Garotti
Fonte: SPIN.com
Postado em 05 de janeiro de 2012
O cantor Scott Weiland do STONE TEMPLE PILOTS/ex-VELVET REVOLVER recentemente falou com o SPIN.com sobre seu recém-lançado album de natal, "The Most Wonderful Time Of The Year". Seguem alguns trechos da conversa.
SPIN.com: Você acha que esse álbum vai surpreender seus fãs? Ou vai ajudar a mudar a percepção do público sobre Scott Weiland?
Weiland: Minha imagem agora é só um pouquinho de quem eu realmente sou. Assim como Keith Richards, Perry Farrell ou mesmo Mick Jagger. Jagger nunca foi um drogado de verdade, mas todos pensavam que eles eram bad boys. Nos anos 90 eu passei por um período em minha vida onde eu era definitivamente jovem, burro e cheio de mais burrice.
Stone Temple Pilots - Mais Novidades
SPIN.com: Mas as pessoas ainda te vêem como um machão. Você não pensa se os fãs vão ficar surpresos ao ouvir o frontman do STONE TEMPLE PILOTS agora cantando gentis canções de natal
Weiland: Eu não acho. Meus álbums solo são bem avant-garde comparados ao VELVET REVOLVER ou STP. São mais influenciados por bandas que eu gosto como GRANDDADDY, THE FLAMING LIPS, SIGUR ROS e THE SMITHS. Além disso, o STP tocou uma música do "A Charlie Brown Christmas" ("O Natal do Charlie Brown" no Brasil) no KROQ Almost Acoustic Christmas show alguns anos atrás. Os backing vocals têm essa sensação estranha, tipo jazz de múltiplas camadas.
SPIN.com: Alguém tentou te convencer de que "The Most Wonderful Time Of The Year" seria uma má idéia?
Weiland: Absolutamente. Não. E eu vou te dizer o porquê: De volta em 1990, antes do STP assinar um contrato, (o baixista/ guitarrista do STP) Robert DeLeo e eu estávamos falidos. Tipo falidos, falidos, falidos. A gente não tinha dinheiro pra comprar presentes pra nossas famílias. Então a gente decidiu gravar uma versão de "The Christmas Song", mas a gente não tinha uma orquestra. A gente tinha um teclado com bons samples de cordas e Robert botou um pouco de papel higiênico atrás das cordas do baixo dele pra mutá-las e assim soava como um contrabaixo. Ele só tinha uma Gibson 175 e tocou a bateria só nela. Eu mixei e nós demos isso a nossos pais e avós, e até hoje eles dizem que foi o melhor presente de natal que eles já receberam.
Leia a entrevista completa no SPIN.com.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Axl Rose achou melhor o Guns N' Roses não tentar imitar
Regis Tadeu explica por que "A Matter of Life And Death" do Iron Maiden é gospel
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
A banda dos anos 90 que Geddy Lee acredita que terá músicas lembradas para sempre
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
"Crucificados Pelo Sistema", disco icônico do punk nacional, é relançado com bônus
Os dois Titãs que realmente faziam a diferença, segundo o empresário Manoel Poladian
Mick Jagger elege seus álbuns e músicas favoritos dos Rolling Stones
O conselho de Bruce Dickinson que ajudou Dave Mustaine na luta contra o câncer
A música dos anos sessenta que ajudou a colocar a expressão "heavy metal" no vocabulário do rock
O truque simples que criou o som monstruoso de guitarra de um clássico do AC/DC
O conselho de fundador da Nuclear Blast que fez o Sepultura voltar às raízes
Ghost anuncia álbum ao vivo "2 Big to Rig Original Motion Picture Soundtrack"
A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
Metallica: cinco músicas tristes (e muito legais) que fazem sucesso até hoje
Slash: o vício infernal que mais deu trabalho para ele se livrar
Rob Halford: a canção do Judas que ele fez para ex-namorado

Stone Temple Pilots: "Purple", o ótimo segundo disco da banda



