Splash Bar: a expansão imobiliária vence o Rock em SP
Por Willba Dissidente
Fonte: Splash Rock Bar
Postado em 03 de janeiro de 2012
Depois da Led Slay, Black Jack e outros, o underground rock'n'roll perde mais um espaço em São Paulo. De acordo com o blog oficial do Splash Rock Bar (Zona Norte da capital paulista ), o mesmo encerrou as atividades no dia 16 de outubro de 2011. Segundo Augusto, único proprietário do bar desde o início: "o motivo da nossa saída de Santana está ligada à expansão imobiliária que se dá naquela região tendo em vista a construção de um centro empresarial, que teve por consequencia a venda e desocupação de diversos imóveis, entre eles o qual estamos".
Para quem não teve a oportunidade de conhecer: o Splash Rock Bar surgiu há quase quinze anos na Av. Voluntários da Pátria, próximo ao terminal Tietê. Neste espaço, um modesto bar dava espaço para as bandas de rock mostrarem o seu trabalho. Com o passar do tempo, muita gente começou a lotar as imediações do bar, que foi ficando "famoso no underground" por abrir espaço a todo estilo de rock; do alternativo ao black metal, passando por Hard Core, Thrash Metal, Heavy tradicional e punk rock.
Nas noites de semana era simplesmente um bar comum que tocava rock no rádio ou na jukebox. As noites de sexta e sábado e tardes de domingo as bandas atraiam legiões de pessoas ao todo quarteirão que ficava o Splash, lotando a imediação de roqueiros e dando vida a região. Tal movimentação intensa começou a incomodar os vizinhos, já que nem todos os frequentadores do bar estavam interessados em rock e alguns poucos "encrequeiros" criavam problemas no bar. O Splash passou a se tornar ponto de encontro dos amigos e foi construindo história no rock paulista, recebendo bandas de diversas cidades e até de outros estados do país... e tudo isso com entrada franca!
Após alguns anos na Av. Voluntários da Pátria, o Splash teve de mudar de endereço para a rua Dr. Timótedo Penteado, no centro de Guarulhos (região metropolitna de SP). Entretanto, a localização não interferiu na ideologia e no funcionamento do bar, que se manteve fiel ao rock e ao público underground. O último sítio do bar foi na rua Padre Idelfino, quase ao lado de seu endereço inicial. Na sua derradeira morada, o Splash continuou a promover seus festivais, só que agora num espaço fechado, incluindo valor de entrada, normalmente R$5,00.
O bar já deixa saudades, como o caso do bloggueiro Lucas Galli, que define Augusto, dono do bar, como "paladino do rock (tendo em vista todas as dificuldades para se manter um estabelecimento deste tipo)" ao lamentar o encerramento das atividades do Splash. Entretanto, o Augusto admite em seu blog a possibilidade de se realizarem eventos espoorádicos com o nome de "Splash Rider Friends Group"; ainda sem datas e locais designdados. Melhor ainda para aqueles que curtem rock, é que a despedida do proprietário do bar dá a entender que o Splash pode voltar a existir: "Não digo que é o fim (...) a única coisa que sei e posso afirmar com a mais absoluta convicção é que o bar foi um diferencial na cena da música underground, fez história, virou lenda, tenho a plena consciência do dever cumprido, grande obrigado à todos que participaram 'dando sangue nos palcos e mostrando o seu trabalho', assim como quem apoiou, até breve..."
Não obstante todas interpéries que o rock vem enfrentando, o público underground de São Paulo espera que outras páginas da estória do Splash Rock Bar venham a ser escritas, resgatando este espaço de curtição na capital.
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