Lamb Of God: o profundo conselho dado por Dave Mustaine

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Matéria de 16/02/12. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Toby Cook do The Quietus entrevistou o guitarrista Mark Morton do LAMB OF GOD. Seguem alguns trechos da conversa.

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The Quietus: Então Mark, dado o sucesso do "Wrath", houve uma pressão extra quando da criação do "Resolution"?

Mark Morton: Acho que não; realmente não, cara. O "Wrath" fez muito bem para nós, e é empolgante o fato de que aquele momento perdurou. Mas o "Resolution" — se você contar o BURN THE PRIEST (nome pelo qual o LAMB OF GOD lançou seu auto-intitulado álbum de estréia em 1999), que eu conto, porque todos nós meio que vivenciamos ele – é o nosso sétimo álbum de estúdio, e nós agora chegamos a um ponto em que certamente esperamos que nossos álbuns se saiam bem comercialmente, e é bom quando eles se saem, mas em último caso a meta continua sendo apenas respeitar a banda e nosso som e apenas compor algumas músicas que dêem a sensação de onde estamos nesse momento. E esse sempre foi o processo, então mudar isso agora, ou tentar responder a qualquer reação ou sucesso de um álbum anterior, parece que seria um erro.

The Quietus: Então como você disse, para todos efeitos, esse é o seu sétimo álbum e como banda vocês parecem ser uma espécie de anomalia, na qual com cada lançamento e turnê vocês parecem angariar mais fãs, mais respeito, mais clamor. Por que vocês acham que isso ocorreu com a carreira de vocês.

Mark Morton: Isso não só é potencialmente estranho como também é bem difícil para mim responder essa pergunta, pois eu não sei realmente – eu estou tão dentro disso. O que eu posso lhe dizer é que somos uma banda muito honesta, seja com nossa música, com nossas letras, com nossas entrevistas, com a abertura que ao longo dos anos demos aos fãs sobre quem nós somos e o que fazemos. Não há muita pretensão. Quando vamos para o palco, nós estamos exatamente do mesmo jeito quando estamos andando pela rua para tomar um café. Quando conhecemos nossos fãs, eles descobrem que somos na verdade simplesmente iguais a eles. Então eu poderia especular que algumas dessas coisas têm a ver com o poder permanente e o nível no qual nossos fãs se conectam com a música e com a banda. Mas por que isso cresceu e se espalhou desse jeito? Se eu soubesse a resposta, eu poderia provavelmente ganhar muito mais dinheiro do que ganho... (ri alto e como um maníaco).

The Quietus: Você se pega pensando, sabe, que há 15-20 anos você estava tocando numa garagem, e agora está fazendo turnês mundiais e recebendo indicações ao Grammy?

Mark Morton: Sim, eu penso. Você realmente pensa. Anos atrás eu fiz um artigo para uma revista que temos nos Estados Unidos chamada Revolver, sabe qual?

The Quietus: Ah sim, sei qual é.

Mark Morton: Eles faziam um artigo, acho que ainda fazem, onde eles pegam um novato – como eu era na época, e certamente não sou mais – para entrevistar um veterano que tenha uma influência. Eu entrevistei o Dave Mustaine (MEGADETH). Foi muito, muito legal. Eu não o conhecia ainda, foi anos antes de acabarmos fazendo uma turnê juntos e diria que teria passado mais tempo com ele. Eu esqueci qual foi a minha pergunta mas se referia a algo do tipo: "O que você pode me dizer sobre como é chegar aonde você está partindo de onde eu estou?" ou alguma merda assim, mas ele disse: "Certifique-se de olhar pela janela lateral, e ver onde você está e o que está acontecendo no momento. Porque muitas vezes, e com muita frequência, pessoas como nós se pegam olhando para frente, simplesmente porque é a forma como os negócios se estruturam". Nós vivemos de calendários. Chegando janeiro eu vou cair na estrada por 18 a 24 meses, certo? Como guitarrista do LAMB OF GOD, estou consciente de que essas coisas são muito importantes e que haverá um monte de experiências bem incríveis que vem agregadas a isso. Como pai, como marido, estou consciente de que em contrapartida com aquilo haverão situações em que precisarão de mim mas que eu estarei ausente, e há muitas experiências incríveis – algumas das coisas mais importantes da vida – que eu vou perder, certo? Então, há uma compensação. Eu não espero que um fã de 18 anos de idade compreenda isso, e não espero que ninguém sinta pena de mim, eu posso parar quando eu quiser, é uma escolha que eu faço. É a carreira que eu escolho e eu escolho continuar. Mas há desafios que vem junto com isso e há as contrapartidas que vem junto com isso, e a forma como a coisas está estruturada, como eu ia dizendo, é que tudo vai seguindo adiante e você sempre olha para frente em um certo ponto.

O Sr. Mustaine me deu um conselho bem profundo que foi o de olhar pela janela lateral e ver onde você está; tomar um tempo, respirar fundo e absorver, porque você nunca vai estar naquele ponto novamente. Eu diria que esse conselho se aplica a todos, não importa o que você faça, nós ficamos tão absortos, como pessoas, como sociedade, em tentar conseguir mais; em ficar na frente, e em ser maior; em ficar mais rico e em ser mais bem sucedido; em chegar alí e ir para lá e nos esquecemos de quem somos. O que me levou a essa retórica foi o que você perguntou, se eu paro e penso "Puta merca, olha o que fizemos". E eu tento fazer isso, porque é algo notável termos chegado tão longe o quanto chegamos com a música que fazemos.

Leia a entrevista na íntegra no The Quietus:
http://thequietus.com/articles/07898-lamb-of-god-interview...

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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