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A Chave do Sol: "Fran era infinitamente melhor cantor", diz poeta

Por
Fonte: blog: A Chave do Sol
Postado em 06 de março de 2013

"A humildade é um caminho para a felicidade superior" diz frase que se tornou notória na clássica canção "Ufos", registrada pela A CHAVE DO SOL em 1985. O que poucos foram notando ao longo desses quase 30 trinta anos desde o lançamento do EP, é que nesse disco a banda contou com letras de um poeta na citada canção e em "Segredos". Para contar um pouco mais desse capítulo na estória do pioneiro conjunto de Hard Rock nacional, o blog A CHAVE DO SOL conversou com Julio Revoredo, o artista em questão.

Nascido em São Paulo, Revoredo já trabalhou também com o SIDHARTA e A PATRULHA DO ESPAÇO, sempre em parceria com o baixista Luiz Dominges, sendo que A CHAVE DO SOL foi sua primeira investida no mundo da música. Nesse período, além das músicas que entraram no disco, Julio Revoredo tinha outras canções e ajudou na produção de alguns shows. A obra do poeta é mais orientada pelo cinema fantástico de David Lynch, Stanley Kubrick, passando por Glauber Rocha e indo até as produções cult do 'mestre do filme B' Roger Corman; além de ser fã de atores carismáticos como Dennis Hopper, Daniel Day Lewis, Roddy MacDowall, Montgomery Clift, Barbara Hershey e James Dean. Em se tratando de rock, o poeta tem preferência pelo peso sessentista dos ingleses do CREAM e da carreira solo de ERIC CLAPTON, além de, é claro, OS MUTANTES.

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Confira alguns trechos da entrevista, intitulada "Rock pesado e poesia sem contradições," abaixo:

Pergunta: Sabemos que você que escolheu o Fran após ver um show do ANO LUZ e saber que a banda estava decidida à encerrar as atividades. O que você achava do ANO LUZ, tanto no instrumental como nas letras? Quais as outras bandas que você assistiu show na época à procura de um vocalista para A CHAVE DO SOL? Houve mais alguém que você achava ser indicado ao microfone da Chave?

Resposta: Não foram muitas bandas, a única que me lembro de ter asssistido a um show, além do ANO LUZ, foi o SALÁRIO MÍNIMO. A escolha do Fran foi puramente por sua voz, uma vez que só assisti àquele show, por isso não posso avaliá-lo. E para mim, ao contrário da grande maioria que preferia o Beto, eu sempre achei o Fran infinitamente melhor cantor.

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Pergunta: Como começou seu envolvimento com A CHAVE DO SOL? Desde que época você acompanhou a banda? Como você via o grupo, que tocava um som na linha clássica do jazz-rock, hard rock, num cenârio que voltado, quase que exclusivamente ao Heavy Metal? Em boas palavras: A CHAVE DO SOL se misturava bem à época e local, junto a nomes como SALÁRIO MÍNIMO, CENTÚRIAS, AZUL LIMÃO e o outros grupos, hoje clássicos do som pesado nacional?

Resposta: O meu envolvimento inicial com A CHAVE DO SOL, deu-se através de um amigo roqueiro, que viu o anúncio do show da Chave na frente do bar "Deixa Falar", e por curiosidade falou para mim : "Vamos entrar! Entramos e por coincidência o pessoal da Chave estava lá dentro, e voltamos mais tarde para o que foi o primeiro show d' A CHAVE DO SOL. De cara eu gostei do som, que mesclava covers e algumas poucas músicas que fariam parte de seu futuro repertório. No aspecto convívio, A Chave se dava bem com a maioria das bandas. No tocante à música, A Chave destoava da maioria das bandas, inclusive pela criatividade e qualidade superior às demais bandas.

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Pergunta: Nos outros dois discos d' A CHAVE DO SOL, a saber, "The Key" e A "New Revolution" a sua poesia de vanguarda não é encontrada nas letras. Por quê?

Resposta: Porque já havia uma influência começada com o cantor Beto. Já havia uma direção naquela época para letras em inglês, eu ate poderia vertê-las, mas, eu acho que o meu tempo com A Chave, tinha sido o tempo anterior.

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Pergunta: O saudoso Fran também escrevia música e suas letras eram fortes e impactantes. Como foi então para você, enquanto autor, essa convivência artística? Você acompanhou o processo de gravação do disco? Você pode nos dizer como aconteceu? Mais, qual suas impressões ao ouvir o resultado final? Finalizando, o que você pode dizer da recepção do disco por parte da crítica e do público?

Resposta: Eu achei ótimo ter um outro letrista, principalmente pela qualidade do teor político de suas letras, até porque os nossos estilos eram opostos. A convivência foi pouca, mas boa, pois eu era só um letrista, e ele além de letrista, cantor. Eu nao acompanhei o processo de gravação do disco, apenas uma vez o Rubens mostou-me numa fita cassete o esqueleto da música "Ufos" (era uma fita de pré-produção). O resultado final para mim foi bom, e engraçado, sempre que eu penso nesse disco, não são nas minhas músicas, mas sim da melhor música do disco, que é "Um Minuto Além". Em relação à recepção, não posso dizer nada.

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Confira o link abaixo para ler a entrevista inteira.

http://achavedosol.blogspot.com.br/2013/01/entrevista-com-julio-revoredo.html

A CHAVE DO SOL:
Fran - Voz
Rubens - guitarra
Luiz - baixo
Zé Luis - bateria

Discografia:
18 Horas / Luz (Compacto, 1984)
A Chave do Sol (EP, 1985)
The Key (LP, 1987)
A New Revolution (LP, 1990)

Sites relacinados:
http://achavedosol.blogspot.com.br/
http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=1279098&hl=pt-BR

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Sobre Willba Dissidente

Willba Dissidente é fã das bandas de hard rock dos anos 70 e 80 e de metal oitentista dos mais variados países. Quem quiser saber mais deve acessar seu canal no youtube. Obrigado! Stay Hard (True As Steel)!
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