Queensryche: La Torre fala sobre vocais, palco e tecnologia
Por Samuel Coutinho
Fonte: Metal da Ilha
Postado em 10 de junho de 2013
A revista grega Burst conduziu uma entrevista recente com o ex-vocalista do CRIMSON GLORY e atual QUEENSRYCHE, Todd La Torre. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
Burst: Você já deu aulas de canto ou você é mais um auto-didata? Você acha que aulas de canto são essenciais?
Todd: Eu não sou um vocalista formalmente treinado e eu aprendi sozinho o que eu sei hoje. Eu acho que qualquer um, inclusive eu, poderia se beneficiar de um bom instrutor vocal, pois há muitas coisas a serem praticadas como se fosse um esporte, tais como técnicas de respiração e aprender como e onde o som realmente ressoa no corpo. Eu não acho que o trabalho esteja completo sem isso.
Burst: Você pode compartilhar conosco como você se juntou ao Crimson Glory? Como você se sente sendo comparado com o lendário vocalista Midnight?
Todd: Fui apresentado ao Crimson Glory pelo meu amigo Matt Laporte, que tocou guitarra no JON OLIVA'S PAIN. Fui convidado para ser um vocalista convidado para um show que a banda faria em memória do vocalista Midnight. Eu sinto que eu era capaz de capturar algumas dessas qualidades do Midnight, mas eu nunca realmente me comparei a ele, porque ele era tão único e especial em seu próprio jeito de ser. Eu fiquei muito honrado de ser aceito pelos fãs e eu fiz o melhor trabalho que eu pude.
Burst: O que te fez sair do Crimson Glory? Você poderia nos dar alguma luz sobre este assunto?
Todd: Bem, eu basicamente deixei o Crimson Glory devido à inatividade da banda. Estávamos trabalhando em um novo álbum conceitual e as coisas estavam indo muito bem, mas depois de algum tempo as comunicações parece que tinham sumido. Semanas viraram meses, e foi apenas algo que eu não estava disposto a continuar esperando. Desejo a todos os caras o melhor e eles são realmente grandes pessoas, então certamente não há ressentimentos.
Burst: Qual é a sensação de estar no palco?
Todd: O palco é um lugar muito confortável para mim. E sempre estive no palco, pelo menos como baterista, desde que eu tinha 14 anos. Estar à frente é diferente, é claro, mas estar no palco e com a banda me faz sentir em casa.
Burst: Você acha que os meios de comunicação social e as novas tecnologias têm influenciado a indústria da música de forma positiva ou de forma negativa? Já as novas tecnologias afetaram sua música? Como foi?
Todd: Obviamente, a tecnologia disponível tornou muito mais fácil para os músicos em gravarem suas próprias músicas e promovê-las online. A desvantagem da tecnologia de hoje é esse negócio de baixar músicas, os artistas sofrem monetariamente por causa da queda nas vendas de álbuns. As bandas tem que confiar principalmente na renda das turnês e merchandise.
Fonte original desta matéria:
http://blabbermouth.net/news.aspx?mode=Article&newsitemID=191062
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