Ratt: a filha virgem oferecida pela mãe a Stephen Pearcy
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 21 de janeiro de 2014
Segue abaixo, para apreciação geral, um trecho traduzido da autobiografia do vocalista do RATT, STEPHEN PEARCY, intitulada "Sex, Drugs, Ratt & Roll – My Life In Rock", ainda sem previsão de lançamento no Brasil e que foi cunhada por ele em parceria com Sam Benjamin.
[...]
Eu estava tomando uma cerveja gelada e tinha começado a enrolar o primeiro baseado de muitos quando fui apresentado a uma garçonete recém-entrada na casa dos quarenta com rugas na testa, cabelo sujo, seios grandes, e aquela disposição típica das mulheres da região central dos EUA.
"Ah meu deus! Finalmente é você!" ela gritou. "Stephen Pearcy! Consegui encontrar meu cantor favorito!"
"Oi, qual é o seu nome?"
Ela se abraçou contra meu peito. "Ah, cara!!"
Rindo, retribuindo seu abraço, eu tentei me desvencilhar dela. Muito relutantemente, ela me largou. "Sinto muito". Ela riu, "Meu nome é June. Só estou muito excitada por finalmente conhecer você. Todo ano, quando vocês tocam no Municipal Auditorium, eu estou aqui, pode acreditar! Eu amo o Ratt. E eu simplesmente adoro você."
Enfiado entre os peitos de June estava um passe para acesso aos bastidores, enfeitado com uma marca de lábios. Isso deveria ter sido meu primeiro aviso, já que passes com essa estampa indicavam para o triste fato que a portadora tinha tido que, bem, ter feito por merecer sua credencial.
"Bem", disse June. "Eu estou com alguém, a quem quero lhe apresentar."
"Quem?"
"Cinnamon!", ela mandou.
"Cinnamon, vem cá!"
Uma loirinha linda apareceu do nada e ficou do lado de June, vestindo os menores shorts jeans que eu já tinha visto. Umas coxas tão firmes e lisas que pareciam comida. Ela estava com uma camiseta preta do Ratt, da turnê de primavera de 1986, toda cortada, oferecendo bastante ventilação.
"Essa é a Cinnamon", disse June. "Minha filha."
Minha cabeça rodou.
"Hey", disse Cinnamon.
"Deixa eu te dizer uma coisa, Stephen", disse June, me puxando um pouco pro lado, de modo que pudéssemos conversar mais em particular. "Se não for muito estranho", ela disse calmamente, "Eu gostaria que você tivesse uma relação com a minha filha."
"O que é que você está dizendo?", eu perguntei tão agradavelmente quanto consegui.
"Eu gostaria que Cinnamon e você ficassem juntos", ela disse, num tom comedido e suave de voz. "Não estou falando de casamento, necessariamente. A menos que isso viesse a acontecer de um modo natural. Eu só acho que vocês dois se dariam muito bem."
A 5 metros de distância, a jovem Cinnamon assistia à conversa. Eu acenava de leve pra ela.
Cinnamon acenava de volta. "Eu não sei bem o que dizer disso", mandei. "Bem, que tal isso", sugeriu June, "Por que é eu não deixo vocês dois sozinhos por uma hora mais ou menos? Você poderia levar Cinnamon para seu camarim. Conhecer ela um pouco. Quem sabe? Você pode acabar gostando dela."
Em que universo possível algo assim poderia existir? Hmmm, o Universo do Metal, com privilégios para seus habitantes, aparentemente. E eu admito, minha convicção estava se enfraquecendo rapidamente: Cinnamon era tão dourada, de formas tão perfeitas… e eu estava tão zoado da estrada. Sem contar que eu não tinha feito sexo o dia todo. Agora, presumindo que ela fosse maior de idade – eu pensava em como é que eu poderia comer esse pequeno tesouro sem me odiar pela manhã?
"Sim", continuou June. "Eu só vou ficar sentada aqui e tomar algumas cervejas com a equipe técnica. Enquanto isso… Cinnamon? CINNAMON!" ela berrou. A filha dela veio. "Querida, Stephen adoraria conhecer você melhor". Ela sussurrou na orelha da filha, deu umas cotoveladas de leve, que significavam algo, e daí a jogou em meus braços.
"Espera aí", eu disse, empurrando Cinnamon de volta para a mãe dela. Ela parecia confusa. "Eu preciso falar com você." Entramos no meu camarim e fechamos a porta.
"O que é que tá pegando, Stephen?", disse June, amistosamente.
"Antes de mais nada, ela já tem dezoito anos pelo menos?", eu quis saber.
"Claro que tem!" ela riu."Nossa!"
"E qual é a dela? Ela parece super inocente."
"Ela é inocente" disse June com orgulho. "Ela é virgem."
"E você quer me dar ela?" eu gritei. "A senhora está louca?"
"Ah, eu sou a louca agora?", disse June, com sua voz subindo perigosamente de tom. "Eu estou te oferecendo a porra da virgindade da minha filha, e de repente, eu sou louca?"
"Só me diz uma coisa, ok?" eu disse.
"Quando o Mötley Crüe passou por aqui mês passado, você trouxe sua filha?"
Ela me encarou com ódio por um momento, e daí mandou: "Não deixaram a gente entrar na coxia."
[...]
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