Tecladista da banda Kiss fala do fracasso da tour Crazy Nights
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 13 de janeiro de 2014
No fim de 2013, o site Decibel Geek encontrou-se pessoalmente com um convidado que há muito era cortejado pelos administradores: GARY CORBETT.
Corbett pode não ser um nome tão famoso quando o assunto é GENE SIMMONS, PAUL STANLEY, TOM KEIFER do CINDERELLA ou CYNDI LAUPER, mas ele já trabalhou com todos eles. Na primeira parte da conversa perpetuada pelo trio, Gary fala de suas experiências no ramo musical trabalhando com o Cinderella e o Kiss.
O papo começa com o entrevistador CHRIS CZYSNZAK falando a Gary sobre tê-lo assistido, na verdade ouvido, tocando com o KISS em Nashville na turnê promocional do álbum ‘Hot In The Shade’. Gary fala sobre como ele acabou se mudando para Nashville vindo de Nova Iorque há alguns anos e também sobre o projeto SCRAP METAL, do qual ele faz parte com o também residente de Nashville MARK SLAUGHTER [VINNIE VINCENT INVASION, SLAUGHTER].
Gary recorda como ele foi contratado pelos representantes do Kiss durante a pré-produção do álbum ‘Crazy Nights’. Ele então foi designado para a turnê de ‘Crazy Nights’, e discorre sobre as dificuldades pelas quais a banda passou na estrada devido às ridiculamente baixas vendas de ingressos e ao fracasso comercial do disco em si.
A passagem de som para o Kiss é um momento quando os membros da banda podem se desligar da plateia ainda assim explorar o palco. Infelizmente, para Gary, sua primeira turnê com a banda não foi marcada por um bom ambiente de trabalho durante os soundchecks graças ao fato de Gene Simmons ter implicado bastante com o músico.
Continuando o assunto, uma breve discussão sobre a aparição do Kiss no festival MONSTERS OF ROCK na Alemanha em 1988, e como a equipe de filmagem ter filmado Gary várias vezes durante o show irritou tanto a Gene como ao egocêntrico e efeminado Paul Stanley.
Gary foi também questionado sobre a presença, durante aqueles anos, de JESS HILSEN, terapeuta mental de Paul Stanley, que acabou por administrar as finanças da banda antes de fugir dos EUA em meio a uma avalanche de processos e maus negócios. E, ainda falando de empresários, Gary ainda compartilha sobre como o empresário LARRY MAZER fora responsável pela aproximação do tecladista com o Cinderella para a turnê promocional do álbum ‘Heartbreak Station’.
Na sequência, ele fala sobre como estava na casa de Mark Slaughter quando ficou sabendo da prisão do guitarrista emérito do Kiss, VINNIE VINCENT.
Outra ligação dele com a banda remete aos anos 70 quando ele conheceu os irmãos Kulick. Ele também fazia parte da cena rock nova-iorquina do meio dos anos 70 e ia muito ao Max’s Kansas City.
Durante seu tempo com o Kiss, Gary tornou-se bem próximo do baterista ERIC CARR, do qual Gary fala a respeito de sua personalidade e das arengas que ele tinha para lidar com a mania de controle de Paul Stanley e Gene Simmons, e comenta sobre o quão sociável e atencioso Carr era com os fãs e amigos.
Ainda segundo Gary, Eric passou por uma situação muito difícil quando o Kiss fez ume turnê pela Europa em 1988, já que seu solo de bateria fora proibido. Tal decisão magoou muito a Eric e Gary não tem papas na língua para falar de quem foi tal decisão. – e porquê.
Gary também não se fez de rogado ao falar sobre a postura de Paul Stanley de modo geral, além de discorrer sobre como era relação do guitarrista BRUCE KULICK com a banda, sempre sob vigilância próxima e rédeas curtas por parte dos dois fundadores.
A primeira parte da entrevista [segundo webisódio em breve] termina com Gary falando sobre como foi inconstante a turnê de ‘Crazy Nights’, e como ‘fechou o tempo’ entre ele e o resto do grupo no Nassau Coliseum nos arredores de NYC.
Assista à entrevista completa – no original em inglês, monolíngues no guichê ao lado – clicando AQUI.
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