Rock Progressivo: um grande gênero... infelizmente datado

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Por Edson Medeiros, Fonte: Acid Experience
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O Rock Progressivo, ou simplesmente Prog Rock para os íntimos, é um dos mais populares subgêneros do Rock and Roll. Nascido da evolução do chamado Rock Psicodélico em uma fusão com a música erudita e por vezes agregando influencias do Jazz ou do Heavy Rock.

As primeiras manifestações Progressivas tiveram origem na metade final dos anos 60 em solo britânico através de grupos inovadores como The Nice, The Moody Blues e Procol Harum. No entanto é normalmente aceito que a primeira banda tipicamente Progressiva, ou talvez aquela que tenha mostrado o caminho a se seguir, tenha sido o King Crimson.

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O ‘Rei Escarlate’ (como é carinhosamente chamada pelos fãs lusófonos) lançou seu primeiro álbum em 10 de outubro de 1969, sob o titulo In the Court of the Crimson King.

Sempre liderada pelo esquisitão Robert Fripp, a banda é uma das maiores instituições do Prog Rock de todos os tempos, tendo o privilegio de agrupar durante suas varias formações uma serie de grandes músicos, entre eles destacam-se Greg Lake, Mel Collins, Boz Burrell, David Cross, John Wetton e Bill Bruford.

Muitos destes músicos também fizeram historia em outras bandas. Bons exemplos são o do baerista Bill Bruford que fez parte da melhor formação do Yes, uma das mais adoradas bandas Progressivas, John Wetton (que passou por The Family, Roxy Music, Uriah Heep e Wishbone Ash) e Boz Burrell (Bad Company). Além do baixista Greg Lake, dono de uma voz maravilhosa, co-fundador do supergrupo Emerson, Lake & Palmer, uma das superpotências do Rock Progressivo setentista.

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O ELP também contava com o genial tecladista Keith Emerson (ex-The Nice) e o exímio baterista Carl Palmer (com passagens por The Crazy World of Arthur Brown e Atomic Rooster) e foi à banda responsável por gerar toda aquela fama de música pomposa e pretensiosa do Prog Rock com seus excessos em cima do palco. Por fim, a banda caiu em ruinas devido a constante guerra de egos de seus membros.

Outros pilares do Rock Progressivo britânico são o Genesis (de Peter Gabriel e Phil Collins), Pink Floyd com suas obras-primas conceituais e os experimentalistas do Gentle Giant.

Com o passar dos anos muitos grupos também tiraram influencias do Heavy Rock e do Blues em seu som, um dos mestres no quesito Hard Rock/Progressivo são os canadenses do Rush que ganharam muita popularidade no final dos anos 70 com discos como 2112 e A Farewell to Kings, além da obra-prima Moving Pictures de 1981.

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A ascensão do Prog Rock foi tamanha que atingiu boa parte dos países fora do eixo Reino Unido-EUA. Tendo seus expoentes italianos (Premiata Forneria Marconi, Area e Banco del Mutuo Soccorso), alemãs através do Krautrock (Tangerine Dream, Can e Kraftwerk), Holanda (Focus e Golden Earring) e muitos outros países, inclusive no Brasil com grupos como O Terço, Casa das Máquinas, Os Mutantes (em seus últimos anos) e até artistas da MPB como Milton Nascimento por exemplo.

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No final dos anos 70 o gênero começou um franco declínio rumo à extinção após o surgimento do Punk Rock que primava pelo minimalismo com o lema "Faça você mesmo".

A maioria dos grandes grupos acabou tendo de se render a uma musicalidade mais Pop como foram os casos do Genesis e do Yes o que gerou (e ainda gera) o repudio dos verdadeiros fãs Progressivistas, outros grupos acabaram se perdendo e caíram no ostracismo e por fim, alguns simplesmente não conseguiram sobreviver e simplesmente implodiram.

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Mas não poderíamos simplesmente jogar toda a culpa em cima dos Sex Pistols ou do The Clash, na verdade, grande parte da responsabilidade cabe aos próprios grupos que deixaram o gênero defasado e parado no tempo.

Sem contar a pretensiosidade e arrogância dos músicos envolvidos, que deixaram a fama subir a cabeça e esqueceram que o produto final de seus trabalhos é destinado ao publico consumidor e não aos seus próprios egos.

Não é a toa que muitos dos álbuns considerados clássicos do Prog Rock soem extremamente datados hoje em dia (vide Fragile, Brain Salad Surgery e The Lamb Lies Down on Broadway), diferentemente de outros gêneros como o Hard Rock que mesmo com cerca de cinco décadas de existência ainda não perdeu o folego.

E não pensem que sou algum tipo de anti-Prog, na verdade gosto do gênero tanto quanto de muitos outros do meu amado Rock and Roll, mas o que não pode deixar de ser dito é que o gênero mantem-se quase que irrelevante atualmente. Nem mesmo bandas que continuam ativas e que atualmente gozam de certo prestígio conseguem dar aquele impulso necessário para que o Rock Progressivo retoma-se seu merecido posto no cume da música mundial.

Por tanto só nos resta esperar que algum dia apareçam novos ELP’s, Yes’s e Floyd’s que deem alguma vivacidade necessária ao gênero e que faça essa sensação de saudosismo datado desaparecer de nossos corações.

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