Test: João Kombi é agredido e tem equipamentos quebrados

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Facebook
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Matéria de 10/12/14. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O sábado em São Paulo foi marcado por um triste e polêmico acontecimento na saída do Extreme Hate Festival. ATENÇÃO: o fato relatado abaixo não tem NENHUMA relação com a organização do EXTREME HATE FESTIVAL.

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Como já virou costumeiro na capital paulista, quem sai de grandes shows e festivais como este, dá de cara com a banda TEST fazendo seu show. João Kombi, vocalista e guitarrista da banda leva todos os seus equipamentos no veículo que lhe dá o apelido. Quando o show (seja do IRON MAIDEN, do BLACK SABBATH ou de bandas mais underground) termina, começa o show do TEST, grind core de primeira (elogiado até por Max Cavalera na oportunidade que este colaborador teve de entrevistá-lo).

Uma brincadeira feita por João, talvez numa hora errada, talvez para o público errado, irritou alguns dos presentes que partiram para cima do músico, agredindo-o e quebrando parte de seus equipamentos.

"Vocês vieram pagar pau pra black metal de carinha pintadinha? Aqui é grind core e foda-se o black metal", disse João. O tom em que falou estas palavras (se ironicamente, seriamente, ou apenas de brincadeira) só pode ser confirmado por quem estava lá presente. No entanto, dois fãs do estilo "agredido" (notem as aspas) por João, não gostaram nada da atitude, talvez inoportuna, do músico e partiram para as vias de fato.

Atenção: o parágrafo abaixo é um update, recebido através de correção a esta matéria com a perspectiva de um dos nossos leitores que presenciou este triste fato. Optamos por deixar a matéria como fora escrita originalmente e incluir o depoimento na íntegra e sem edição logo abaixo.

"Amigos há erro grave nessa matéria. Eu estava presente e posso esclarecer: o João só fez o comentário, que não foi exatamente esse, devido a um fã de black metal que estava interrompendo o show do Test vez após vez dizendo que eles não deveriam estar ali pois não são uma banda de black metal.

O João tentava tocar e cantar e o cara ficava interrompendo e interrompendo o show com esse discurso, chegando até a fisicamente tentar impedir o músico de continuar o seu trabalho. Foi aí que o João perdeu a paciência e falou isso sobre black metal, mas falou isso para o cara que o interrompeu. Foi esse cara que esperou o show acabar e ficarem poucas pessoas no local e voltou com dois amigos para agredir a banda. Entendam que tudo começou com os três sujeitos insultando e atrapalhando uma banda que estava apenas querendo se divertir e mostrar seu trabalho. Nada justifica o que foi feito. Eu estava lá."

Daniel Abreu (MORK VISDOM e ESGAROTH) revelou em sua página no facebook que junto com seu irmão, componente da banda AMAZARAK, foi o responsável pela agressão física à banda TEST.

"Rapidamente, após escutar isso, eu... juntamente com meu irmão... já intimamos o tal pelo seu depoimento e assim quebrando ele sem dó e todos os seus equipamentos mostrando a ele que black metal acima de tudo é guerra e ideologia!!!"

A página foi desativada esta manhã, mas conseguimos recuperar um print da postagem (veja no final do texto).

A banda TEST postou um álbum com fotos dos equipamentos destruidos e a seguinte mensa gem:

"No ultimo domingo quebrarm todo nosso equipamento. Falar mal de Black Metal? Falar mal de um estilo presente em todas nossas músicas? Falar mal de um estilo que ouço a mais de 20 anos? Querer declarar guerra grind contra outros estilos? pra que? Estamos envolvidos em todas as cenas de som extremo, tocamos com The True Mayhem, tocamos com Rattus, tocamos com qualquer banda de qualquer estilo, só ouvir nosso som e você vai encontrar tudo ali. Agora falar bosta para um louco que está tentando parar seu show, porque na cabeça dele, uma banda de Grind não poderia tocar NA RUA, na porta de um show de Death Metal e Black Metal sim. Resultado, me socaram e quebraram todo nosso equipamento. Ideologia nenhuma nunca vai ser mais importante do que a música.
Não vamos incentivar guerra dentro do underground e sim a união de todas as cenas".

Confira algumas fotos aqui:

Confira todas as fotos no link abaixo:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.774336439270487.1073741826.198425470194923 and type=1

Nós achamos que nada, nem mesmo uma fala na hora errada, justifica a violência e agressão física, especialmente quando se trata de dois estilos que tem suas raízes no rock e no metal, que é o que pode nos salvar do sertanejo universitário, do forró universitário, do pagode universitário, do gospel chororô, da música baiana feita para tirar o pé do chão, do pop pasteurizado americano e todas essas músicas que ocupam 99% da grade das rádios no nosso país (com todo respeito a quem curte estilos como o sertanejo de raiz, o forró de antigamente, o samba, o gospel criativo, a música baiana feita para a cabeça pensar e o pop inteligente dos EUA, estilos com os quais ainda temos que compartilhar o outro 1% que resta). Atitudes como essa só nos deixam mais próximos da idade da pedra e nossos ouvidos mais próximos de Luan Santana e afins. Dividir para conquistar é uma das mais antigas táticas de guerra. Se nós mesmos nos dividimos, então é porque queremos ser conquistados mais facilmente. Que o "Meteoro da Paixão" caia sobre quem prega a guerra entre estilos de rock e metal.

Novamente, o fato relatado acima não tem NENHUMA relação com a organização do EXTREME HATE FESTIVAL.

Agradecimentos a Leonardo Brauna, que nos contou sobre este fato lamentável.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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