Um vocalista como Max é quase impossível de achar, diz Andreas Kisser, do Sepultura
Por Bruce William
Fonte: Rock em Geral
Postado em 17 de junho de 2015
Em entrevista publicada no Rock Em Geral, em 2015, o guitarrista Andreas Kisser comenta os fatos mais marcantes do Sepultura nos primeiros trinta anos de carreira e fala dos shows que a banda fará no próximo final de semana; leia o texto completo no link a seguir e mais abaixo alguns trechos, onde Andreas fala da saída do vocalista Max Cavalera, ocorrida em 1997.
REG: Você falou da saída do Max e de que 1997 seria um ano fantástico em um tom de lamentação…
Andreas: Ah, sem dúvida…
REG: Olhando agora, de longe, será que não teria sido melhor ter adiado a saída dele para um ou dois anos depois?
Andreas: A questão é que nós mandamos a nossa empresaria embora, né? Nosso contrato com a empresária acabava no dia 16 de dezembro de 1996 e a escolha de sair foi deles. Nós não mandamos o Max embora, queríamos trocar a maneira como estavam sendo geridos os negócios da banda, a relação com a gravadora… Nosso contrato expirou e nós não renovamos, simples assim. Enfim, ele foi embora, virou as costas e nós tivemos que arcar com várias consequências, inclusive no Japão, onde o produtor nos culpa até hoje pela turnê cancelada. Mas nós não tínhamos condição nenhuma de achar outro vocalista, estávamos em um momento muito conturbado, muito difícil, as coisas acontecendo ao mesmo tempo, as boas e as ruins, tudo não liquidificado…
(...)
REG: Deve ter rolado alguns momentos de hesitação também…
Andreas: Total, éramos mais jovens, muita coisa acontecendo, você escuta várias opiniões, fica no meio do furacão. Acho que tivemos tranquilidade, foi importante o Iggor ter ficado com a gente, como um trio. Porque era esse trio que tava segurando a banda ao vivo há muito tempo. O Max, na turnê do "Roots", estava tocando cada vez menos guitarra, mas não tinha problema nenhum, a química da banda era essa mesmo, o cara da frente que tinha esse carisma e nós três, que segurávamos musicalmente. Essa mudança de o Max ter saído não foi tão traumática, musicalmente. Mas acho que a saída do dele foi mesmo a coisa mais difícil da nossa carreira. E foi o que nos deu condição de estar aqui hoje, no melhor momento da banda. Foi uma superação muito difícil, porque um vocalista como o Max é quase impossível de achar. Mas é como eu disse: uma porta se fecha, outras 10 se abrem, você tem que levantar a cabeça e perceber isso.
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