Erasmo Carlos: fazer amor com heavy metal não dá
Por Bruce William
Fonte: Quem
Postado em 23 de agosto de 2015
Em entrevista com a Quem, o cantor Erasmo Carlos faz um balanço de seus 74 anos de vida, relembra sua dura luta contra o álcool, a perda do filho morto tragicamente aos 40 anos de idade, fala das participações no Rock In Rio e defende a Jovem Guarda; veja a matéria completa no link a seguir e leia alguns trechos mais abaixo.
QUEM: Há quanto tempo parou de beber para valer?
EC: Há uns 15 anos. Tudo que fiz, as coisas certas e as erradas, foram boas porque me formaram, e amo o homem que sou hoje. Mas a bebida se transformou em um entrave na minha vida, me atrapalhou muito.
QUEM: Diria que foi um alcoólatra?
EC: Claro que fui, deveria até ser criada outra denominação para o que eu fui. Às 9h da manhã eu já estava bebendo vodca, uísque, cachaça, qualquer coisa. A dependência é terrível, você se anula como ser humano, vira o chavão do farrapo humano, perde o respeito por si mesmo e ainda mais pelos outros. Há ainda consequências: pânicos, delírios. O alcoolismo é uma doença.
(...)
QUEM: Você é romântico?
EC: Do meu jeito, eu sou. Se o piegas é legal, é para ser piegas. Mando flores, faço bilhetinhos mil. O rock é uma linguagem universal, mas na hora do amor nada como uma música tranquila. Fazer amor com heavy metal não dá.
QUEM: Qual é a concepção mais errada que as pessoas têm da Jovem Guarda?
EC: É pensar que ela não contribuiu em nada para o Brasil. Isso é uma grande injustiça, porque as batalhas não se dão apenas com quem está na frente. A gente contribuiu com nossa proposta, facilitando a liberdade individual, embora o movimento não seja reconhecido pela intelectualidade.
(...)
QUEM: No primeiro Rock in Rio, em 1985, você foi vaiado pelo público. Como encarou?
EC: Eu e vários outros. Foi um choque, cantamos no dia dos metaleiros. Mas fiz outras edições do festival muito boas, como a de 2011, no Rio, e a de 2012, em Lisboa. Foi um bálsamo de felicidade, um público de crianças e famílias, com o astral que eu queria em 1985. Estou animado em tocar com o Ultraje. Adoro a banda, que tem a irreverência e o deboche de que eu gosto muito.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Pôster do Guns em Fortaleza gera reação da Arquidiocese com imagem de Jesus abraçando Axl
A canção para a qual o Kiss torceu o nariz e que virou seu maior sucesso nos EUA
Bruno Sutter disponibiliza show completo que ensaiou com o Angra; ouça aqui
Derrick Green posta foto pra lá de aleatória, em que aparece ao lado de Felipe Dylon
Dream Theater realiza show que será lançado como álbum ao vivo; confira setlist
Com Rodolfo Abrantes, Rodox anuncia retorno após 22 anos e reacende legado do hardcore nacional
O disco do Sepultura que tem vários "hinos do thrash metal", segundo Max Cavalera
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
O maior álbum do Led Zeppelin para Jimmy Page e Robert Plant
Metallica presta homenagem a maestro da Orquestra de San Francisco
Dave Grohl garante que não se mete na carreira da filha Violet
Cinco músicas dos Rolling Stones com riffs excelentes que envelheceram muito mal
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
O álbum do AC/DC que tirou Malcolm Young do sério; "todo mundo estava de saco cheio"
Mike Portnoy comenta volta do Rush; "Precisamos que nossos heróis continuem tocando"

O megahit de Julio Iglesias que estourou no Brasil após Erasmo Carlos colocar a letra
O motivo pelo qual Erasmo Carlos recusou gravar música de Serguei nos anos 60


