Resenha - Devil In Me (Chapter 2: Wrath) - Julnen
Por João Rezende
Postado em 03 de maio de 2016
Nota: 9 ![]()
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JULNEN é um cantor e compositor de São Paulo, capital, que está desde 2012 tentando se lançar no meio musical e ganhar alguns fãs com músicas que variam de rock, metal entre outros gêneros flertados pelo mesmo e está lançando seu primeiro disco com cinco capítulos. O primeiro já tem resenha na Whiplash e agora vamos para o segundo.
Wrath é o segundo capítulo de Devil in Me que conta a história continuada do nosso protagonista (pode ser qualquer uma pessoa) que agora se encontra em um estado de pura raiva, vingança e planejamento. Duas faixas compõem o segundo capítulo.
Começamos com Untouched Paranoid, uma faixa que exala raiva com a confirmação de que se tem tantas histórias para contar, de que irá fazer chover sangue sobre as fazendas, morte vindo de cima, começar uma guerra e chamando os seres humanos de insignificantes, etc. A lista de insultos expressados de forma controlada e raivosa são a chave para esta faixa. A melodia desta vez, ao contrário de Anomaly, é industrial e eletrônica, porém obscura e violenta. Começando com batidas e em seguida um baixo muito distorcido. Sintetizadores, também com muitos efeitos e bem trabalhados. A voz conversando com a música o tempo todo é realmente excelente. Algumas notas com microtons de desafinação propositais deixam o ambiente de ódio mais sentimental. Um dos melhores trabalhos já feitos por JULNEN está nesta faixa que era para ser de seu outro projeto chamado LOCAL CRIME. Esta era para ser uma das faixas que seriam de um novo disco antes de anunciar o fim deste projeto.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A segunda música é King of the Fools é um rock teatral de ponta. Uma faixa que adota o estilo dançante junto à corais (pela primeira vez e com razão de se ter nesta faixa). King é uma faixa que conta a execução de uma parte de sua vingança encima do povo que aparentemente o abandonou em alguma batalha, guerra ou algo do tipo. Subindo até o reino que o abandonou, convencendo à população sobre os planos de um rei ou político (embora a música fale de um rei), o tirando do trono para assumir seu povo. A letra fala exatamente to trajeto que o protagonista faz até sentar-se ao trono e no fim mostrar suas reais intenções em apenas duas partes em pontes no meio da música que contam com sua voz interior. Há momentos em que ele conversa com o povo e até uma voz do rei inserida na música para dar um tom mais teatral. A melodia aborda um diferencial que é o theremin reverberado que existe na música e passa à acompanhar o ouvinte até o fim, cessando em algumas partes. Notas de guitarra mais bem trabalhadas e variadas dão um ar mais progressivo ao som e uma bateria marcante. As vozes conversam com a melodia de uma forma excelente também aqui, com direito à gritos do que seria uma arquibancada delirando por um espetáculo no Coliseu. Uma das melhores composições de JULNEN outra vez no quesito técnico, pois as vezes falha ao entregar o sentimentalismo que até agora abordou. Talvez seja sua intenção.
Resumo: Wrath sendo o segundo capítulo de Devil In Me abordou com excelência os temas de ódio e vingança seguido de execução do planejamento. A qualidade sonora melhorou devido à troca de estúdio descrito nos vídeos e descrições no seu bandcamp. No entanto, ainda há algumas coisas para se melhorar no som. King of the Fools surge aquela falha que pode ser intencional ou não, mas ambas as faixas são excelentes por sí mesmas.
Compre agora:
https://julnen.bandcamp.com/album/devil-in-me-chapter-2-wrath
Site:
http://crossjulnen.wix.com/julnen
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