Stoneria: O preconceito com o movimento GLS
Por Renato Sanson
Fonte: Heavy And Hell Press
Postado em 04 de setembro de 2016
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
O preconceito existe em todos os lugares, mas um em especifico parece não ter fim ou muito menos ter aquela diminuição significativa. Estamos falando do movimento GLS, onde vemos a todo instante diversas formas de preconceito, desde a mídia, a "famosos" ou com violência gratuita na sociedade.
Para falar mais a respeito e sobre o quanto isso influencia negativamente no Rock/Heavy Metal, o vocalista do STONERIA JJ Zen deixa o seu recado nas linhas a seguir:
A questão GLS no meio Rock/Metal ainda é vista com muito maus olhos, o preconceito existe aos montes e exemplos não faltam. Como vocês enxergam está situação?
JJ Zen: É uma pena pois o rock tem somente a perder com isso. Perdemos público, fãs e um futuro grande músico deixa de aparecer por medo e receio principalmente da violência que existe. Aqui violência pode ser tanto verbal como física. Neste ponto alguns festivais, eventos e shows andam na contramão do que acontece. Como o preconceito aos poucos (em conta gostas) vem reduzindo em nosso país o pessoal GLS surge, mas abraça outras vertentes que recebem muito bem eles como a MPB e música eletrônico. Tivemos a pouco tempo algumas declarações do MC Biel que fez a carreira dele despencar, mas o rock é tão conservador que nosso público não questiona o posicionamento de artistas. Acho que somos provavelmente uma das poucas ou única vertente musical que tem música nazi.
Após um dos ícones da música pesada mundial (Rob Halford) assumir sua homossexualidade, muitos deixaram de acompanhar sua carreira, mas por outro lado um novo público se abriu. É até estranho falar assim "um novo público", pois somos todos iguais indiferentes de nossa sexualidade, cor, religião... Não acham?
JJ Zen: Sim, mas a falta de educação que vem do berço, escolas, trabalho e meio de interação social cria esta segregação entre seres humanos. É intrigante tratar ainda a galera GLS como um público a parte, pois não tem sentido racional isso. Isso não é somente no rock, existe esta separação em diversos meios que produzem a cultura de massa industrializada até mesmo em um simples bar ou restaurante. O comércio cria o público alvo para vender e gerar negócios, pois ele te separa dos semelhantes e te obriga e a ser igual aquele meio.
E parece que o preconceito e o conservadorismo no meio Rock/Metal só crescem, e toda aquela atitude rebelde de quebrar regras se vai por água abaixo. Teria alguma explicação lógica para este "fenômeno"?
JJ Zen: Aparentemente ocorre no mundo, tivemos a mudança de governo mais conservador que aconteceu na França, nos EUA existe um conservador que luta pela presidência e até mesmo na América Latina. O documentário "Requiem for The American Dream" explica de uma forma simples e didática, como o sistema encontra meios de manter-se conservador e evitar movimentos. As grandes potências do mundo vivem em sistema capitalista que foi criado por conservadores e sabem, o questionamento pode afetar o mecanismo. Falamos isso em outra entrevista sobre o machismo no rock e aqui não é diferente, o sistema não quer que você pense, pois como você vai aceitar todos os produtos de consumo das massas se questiona? Barrar o questionamento do rock e se manter conservador é uma forma de que o sistema encontrou de dizer "olha se você quer ser grande e aparecer não deve falar palavrão, sempre escrever música correta, ter uma postura limpa e direita...". Este é o grande truque do sistema: ele te seduz para o lado dele, não pronuncia suas reais intenções e oferece o que você quiser, mas sem afirmar que você vai conseguir.
Pensando por um lado realista, no meu ponto de vista não vejo diferença entre um homem e uma mulher se beijando ou duas mulheres ou dois homens, pois é uma questão de gosto e escolha, isso não define caráter ou se é uma pessoa boa ou não. Acredito que a liberdade acabou há tempos e não estamos nos dando conta, certo?
JJ Zen: A liberdade existe desde que não afete o sistema conservador. O ponto aqui não é a liberdade que acabou, mas o preconceito que ainda existe.
Aproveite e conheça mais o som do STONERIA:
https://www.youtube.com/user/stoneriarock
Link Relacionado:
http://stoneria.com/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
A melhor banda ao vivo que Dave Grohl viu na vida; "nunca vi alguém fazer algo sequer próximo"
Paul Stanley confirma que Kiss fará show em novembro de 2026
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
O disco do AC/DC que os fãs mais fiéis costumam colocar acima dos clássicos óbvios
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
A melhor faixa de "The Number of the Beast", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Rob Halford fala sobre situação atual da relação com K.K. Downing
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
O relato maduro e honesto de Rafael Bittencourt do Angra sobre ser pai de um homem trans
Para Dave Mustaine, Megadeth começou a desandar após "Countdown to Extinction"
David Ellefson nunca foi o melhor amigo de Dave Mustaine
Por que Andre Matos nunca mais fez um disco como "Holy Land"? O próprio respondeu em 2010
A banda que Slash diz nunca ter feito um álbum ruim; "Todos os discos são ótimos"
Filho de Rick Wakeman, Adam declara seu amor pelo Marillion e Mark Kelly
A piada sobre o Brasil que virou faixa de um disco dos Beatles
SOAD: quando Shavo quase matou Brent Hinds em briga na MTV
Dave Mustaine: Não há solos no Nü Metal porque os guitarristas não sabem tocar

O clássico de Raul que alfineta três cantores da MPB e ironiza músicas de protesto
Veja habilidade de James Hetfield, do Metallica, com as baquetas
Max Cavalera: "Deveríamos ter demitido aqueles dois e mantido o nome"
A opinião de Paul Stanley, do Kiss, sobre o Metallica e Slayer
Metallica: a regressão técnica de Lars Ulrich



