Robert Trujillo explica seu papel no Metallica
Por Bruce William
Fonte: Metallica Remains
Postado em 23 de novembro de 2016
Saiu no Metallica Remains: O Rock Antenne da Alemanha realizou uma entrevista com o baixista do Metallica, Robert Trujillo. A conversa pode ser assistida ao final, e alguns trechos traduzidos podem ser conferidos a seguir.
Sobre a quantidade de tempo que a banda realmente gastou para fazer o 'Hardwired... To Self-Destruct':
Robert: 'É um longo processo pois os riffs começaram oito anos atrás. Muitas das idéias nasceram de nossa sala de ensaios, que é nosso pequeno espaço que usamos antes de entrar no palco. Com James Hetfield [guitarra/vocal], cada segundo ele vem com um ótimo riff. Nós temos que gravar e documentar isso, pois ele esquecerá aquele riff. Então as idéias são preparadas em casa. Mas realmente, dois anos era o foco quando começamos a preparar as músicas e os arranjos e então gravar.
Se o Metallica tinha a idéia de ser um disco duplo quando começaram a compor:
Robert: 'Sim e não. Eu chamo isso de processo de eliminação. Você está nutrindo idéias e isso toma tempo. O que acontece é que há tantas, como eu digo, 'ótimas idéias'. O que você precisa fazer é tentar consolidá-las e juntá-las em uma música, e então sua música fica com 8 minutos. Então você tem mais de 80 minutos de música. Então você precisa ter dois CDs. Acabou sendo assim. Eu não acho que foi planejado dessa forma. Eu só acho que no momento, parece certo ter esses arranjos da forma que são. Então regularmente seu empresário te fala 'músicas de três minutos!', e você diz, 'impossível!''.
Sobre quanta voz ele teve no 'Hardwired... To Self-Destruct':
Robert: 'Na verdade, bastante. Muito mesmo. O que nós fazemos, embora quando você leia, muitas das pessoas gostam de ler os créditos e obviamente no 'Hardwired', comparado com o 'Death Magnetic', há créditos que são realmente centrados no Lars [Ulrich] e James. A verdade é que nós fazemos jams. Embora o riff original, ou a idéia venha de Hetfield neste álbum, estes são todos ótimos riffs de Hetfield. Você não vê tanto riffs do Kirk [Hammett] ou meus quanto no disco anterior. Eu estou lá todos os dias tocando e escrevendo minhas partes de baixo. Eu estou tocando minhas partes como partes de baixo. O que determina o crédito da música, você tem que perguntar para o Lars. [Risos] Mas está tudo bem.'
'Eu sempre digo que meu papel no Metallica é apoiar a música e apoiar meu time e seja o que isso significa, eu estou lá para isso. Eu sou como Joe Walsh no The Eagles. Joe Walsh com o The Eagles era um compositor, ele fez várias coisas ótimas, mas quando tinha a ver com o The Eagles, ele estava lá para tocar guitarra, ele estava lá para cantar, ele estava lá para fazer aquilo que precisava. Se ele tivesse que escrever trechos, ele fazia. A coisa legal do 'Hardwired', eu amo as músicas, eu amo o som, a produção, eu amo o fato de que eu pude ir na cabine de gravação de vocal com o James e cantar backing vocals e ser parte da produção vocal nesse nível, que é algo que eu acho que nunca aconteceu. Há muitas experiências realmente ótimas neste álbum. É realmente um segundo passo para mim nesta banda, criativamente. É o segundo passo pois o 'Death Magnetic' foi o primeiro, com o produtor Rick Rubin e fazendo a viagem com Rick e [o engenheiro] Greg Fidelman sendo parte disso. Agora com Greg Fidelman como produtor e eu ainda estando lá, parece livre. Parece novo. Estou ansioso pelo próximo disco nesta jornada. Créditos de composição... Não é grande coisa. Eu acho que é mais importante a forma como as músicas se desenvolvem e meu papel em apoiar Lars e James com uma música, independente da idéia vir de Kirk ou James ou de mim, isso não importa. O que importa é se a música soa ótima quando finalizada.'
Comente: Qual a importância de Trujillo para o Metallica?
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