Therion: possível última apresentação de Christofer Johnsson
Por Fabio Hirata
Fonte: FB Therion Brasil
Postado em 27 de janeiro de 2017
Christofer Johnsson, líder da banda sueca de metal sinfônico THERION, publicou uma mensagem em sua página no Facebook contando que está com problemas em dois discos cervicais e quase teve que cancelar a apresentação da banda no 70.000 Tons of Metal, marcada para o dia 2 de fevereiro. O músico disse que precisará tratar o problema nos próximos meses. Uma opção é por cirurgia que, se der errado, poderá deixá-lo impossibilitado de tocar ao vivo. A outra opção é tratar com métodos alternativos mais demorados, mas que não apresentam tanto risco.
Veja a nota na íntegra:
"POSSIVELMENTE MINHA ÚLTIMA APRESENTAÇÃO AO VIVO SERÁ NO 70.000 TONS OF METAL
Há mais de duas semanas eu comecei a sentir dores TERRÍVEIS no meu braço, ombro e costas. A dor piorava quando eu me deitava e durante o dia. No fim das contas eu não conseguia mais dormir na cama e tive que dormir sentado no sofá toda noite.
O sistema de saúde da Suécia não funciona mais. O equipamento é ótimo e os médicos são competentes e fazem o seu melhor, mas por conta do grande aumento da população, a capacidade e a infraestrutura médica ficaram para trás ano após ano e parece que piora cada vez mais. Depois de entrar em contato com a emergência, levei oito dias até conseguir ver um fisioterapeuta e ele não pôde fazer um diagnóstico correto sem uma ressonância do meu pescoço. Poderia levar até um mês para poder fazer a ressonância e mais um até receber os resultados.
A essa altura eu dormia cada vez menos a cada noite e, quando tentava tocar guitarra, só conseguia tocar meia música antes de a dor me fazer parar, sem contar que minha coordenação motora ficou tão afetada que eu fiquei impossibilitado de tocar a maioria das músicas.
Para não ter que cancelar o show no 70.000 Tons of Metal e conseguir um diagnóstico mais rápido e tratar o problema, eu decidi (por recomendação) ir para Moscou e fazer tudo isso lá. Eles estão no mesmo nível técnico e de competência que os médicos da Suécia, mas conseguem tratar os pacientes imediatamente. Então consegui uma consulta urgente, fui para lá e não só consegui fazer uma ressonância, mas também passei com um neurologista, fisioterapeutas e especialistas. Então recebi o diagnóstico no mesmo dia e parece que tenho duas hérnias nos discos vertebrais do pescoço, uma bem grave e outra pequena que pode piorar. Resumindo, isso significa que dois dos meus discos no pescoço estão gastos (de tanto bater cabeça e ficar muito tempo sentado na frente do computador no escritório e no estúdio), se romperam e o fluido espinhal está vazando deles. Esse fluido pressionou os nervos da medula espinhal e resultou em dor no ombro/braço/costas e reduziu a mobilidade no meu braço direito.
Para poder estabilizar o pescoço, tenho que usar um colar cervical por 2 semanas (mesmo no palco) e tomei injeções de cortisona para bloquear temporariamente a dor. Então agora consigo pelo menos (depois de 2 semanas dormindo sentado no sofá) dormir na cama e com um pouco de dor e esforço consigo tocar um set de festival com as músicas mais simples. Pelo menos não precisamos mais cancelar.
Depois do cruzeiro vou voltar para a Rússia e conversar com um neurocirurgião experiente que vai determinar se é melhor fazer uma cirurgia ou tratar sem que eu precise entrar na faca. A vantagem da cirurgia é que, se der tudo certo, a recuperação seria muito mais rápida. Mas cirurgia no pescoço é sempre um risco e, se o pior acontecer, posso ficar sem tocar ao vivo pelo resto da vida.
Tratar sem cirurgia seria muito doloroso e levaria de 4 a 5 meses até me recuperar totalmente (com sorte), mas é o que eu espero e os especialistas que me diagnosticaram têm certeza de que o tratamento pode ser feito assim. Mas só vamos saber com certeza o que está acontecendo depois de conversar com o neuro, depois do cruzeiro.
Então, o que significa tudo isso? Significa que vou tocar no 70.000 Tons of Metal com grande dificuldade e um colar cervical. Também significa que a Rock Opera sofrerá um atraso de um a dois meses, porque não posso mais ficar na frente do computador no estúdio (vou precisar de um assistente) e nem por tanto tempo, como de costume.
Também significa que, se eu fizer a cirurgia, sempre existe um pequeno risco de que o cruzeiro acabe sendo a minha última apresentação ao vivo (o que é um bom motivo para escolher logo o melhor cirurgião da Rússia antes que as coisas piorem - em vez de arriscar operar com alguém aleatório na Suécia e talvez tendo que esperar meses e meses até que eles tenham tempo de fazer a cirurgia).
Por fim, quero dizer um MUITO OBRIGADO especial para:
A Embaixada Russa em Estocolmo e o IFS Visa Centre em Estocolmo. Vocês foram muito além e, graças aos seus esforços, consegui o visto a tempo para essa viagem de última hora.
Leila Namazova-Baranova e todos os médicos especialistas e a equipe no hospital em Moscou que me deram o tratamento médico mais profissional que já recebi na vida. Graças a vocês, agora tenho um diagnóstico (em vez de ter que esperar 2 meses), consigo dormir na cama e até consigo tocar guitarra o suficiente para não ter que cancelar o cruzeiro.
Alexander Osipov e Jane Odintsova do Imperial Age que sugeriram que eu fosse para Moscou e cuidaram de tudo para mim lá. Se não fosse por vocês, eu teria cancelado o cruzeiro."
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