No Warning: o futuro do hardcore?
Por Ivison Poleto dos Santos
Fonte: Press-Release
Postado em 27 de outubro de 2017
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O NO WARNING é: Ben Cook, Matt DeLong, Jordan Posner, Ryan Gavel, Jesse Labovitz. Os rappers clássicos são sinônimos de suas quebradas de origem, vizinhas ou quebradas adotadas: KRS-One e Boogie Down Bronx, N.W.A. e Compton, Jay-Z e Nova Iorque; Eminem e Detroit; Tupac e toda a Costa Leste. A cena punk hardcore não é diferente: Sick Of It All e Nova Iorque; Suicidal Tendencies e Venice Beach; Dead Kennedys e São Francisco. Mas quando o assunto é Toronto ou todo o Canadá, o nome é NO WARNING.
Depois de quase uma década, o No Warning volta com "Torture Culture", o terceiro álbum que é tão desconexo, auto-afirmado e implacável quanto foi improvavelmente pensado. No Warning é confronto, descompromissado e não apologético como o melhor de todo o hardcore, metal, crossover e thrash que veio antes deles. Todos elementos que encontram lugar na sua pequena , porém massivamente importante discografia.
No seu retorno, o No Warning abandona toda a falsidade largamente processada por muitos dos seus contemporâneos a favor do barulho autêntico, capturando desempenhos reais em ricos tons análogos e pegada básica sem sacrificar o poder da modernidade.
Tematicamente, o álbum é sobre a vida na pobreza e a luta por um lugar ao sol.
O novo álbum é um punk sujo e antagônico misturado com metalcore, cheio de riffs bem construídos, solos intensos e vocais crus.
O No Warning não só pega emprestadas as sonoridades do passado como tem estudado a essência do que veio antes, desde o thrash da Bay Area até o hardcore de Nova Iorque, da melodia do post-grunge até às baladas melancólicas e de volta a raiva mais icônica, descontente e sem medidas.
"Ill Blood" (2002) rapidamente estabeleceu a banda como impossível de ser ignorada dentro da cena punk hardcore, dando à banda shows com bandas icônicas do gênero como
Cro-Mags, Madball, Sick Of It All e Hatebreed por toda a América do Norte. Saudando a atitude da banda como "incomparável e riffs como pancadas na barriga," a revista Noisey observou, "A influência do No Warning solidificou o Canadá no mapa do hardcore e fez as pessoas reconhecerem Toronto como um destino para o gênero".
A banda encontrou abrigo na Suffer Survive pela Machine Shop Records, selo co-fundando pelo Linkin Park. Vários shows com artistas diversos como The Used, Papa Roach e Fear
Factory se seguiram, além de aparições em festivais internacionais como o Projekt Revolution Tour com Korn, Snoop Dogg, Ghostface Killah e M.O.P. and Downset. Tudo isso colocou o No Warning na frente de plateias maiores enquanto superexpunha os seus componentes em um caso clássico de "muito, muito cedo".
Apesar da dissolução da banda em 2005, os membros do No Warning nunca desaparecem da cena. Alguns deles se tornaram compositores de aluguel para artistas maiores do mundo do pop, hip-hop, pop punk e rock. Os peso-pesados do hardcore, Terror, recrutaram o guitarrista Jordan Posner. O cantor do No Warning se envolveu em projetos suficientes para garantir sua presença na lista de "Top 5 Ben Cook Bands" em Toronto.
O No Warning volta em 2013 com o lançamento de "Resurrection of the Wolf", pelo selo Bad Actors de Cook.
O bom entendimento entre Cook, Posner, e os membros antigos Matt DeLong (guitarra), Ryan Gavel (baixo) e Jesse Labovitz (bateria) em uma série de shows de reunião por toda a América do Norte e Europa os encorajou a continuar a tocar juntos e a lançar um novo álbum.
A bateria foi gravada perto de Hamilton, Ontario na maior reserva indígena das First Nations, a Six Nations. O resto do álbum foi gravado no East End de Toronto. A banda colaborou com o engenheiro/mixador Chris Creglia. Joel Grind, a mente e único membro oficial dos neo-thrashers Toxic Holocaust, fez a masterização.
"Torture Culture" é muito mais um sucessor espiritual de "Ill Blood", que segue a tradição dos primeiros trabalhos de Cro-Mags, Bad Brains e Leeway.
Nada mais das influências do "mainstream" está presente neste. A banda soa refigurada e realinhada, ancorada firmemente no som onde começaram e confiando nas novas influências de bandas como ZZ Top, Black Sabbath, Judas Priest, Scorpions, Ozzy Osbourne e outros gigantes dos anos 1970 e 1980 do hard rock e heavy metal.
Naquele tempo, não era incomum ver o Cro-Mags abrir para o Venom ou Motörhead, ou camisetas do D.R.I. em um show do Testament e Exodus. Aquele espírito vive no e culmina em uma pegada moderna no som do crossover clássico que é revigorante e nervoso.
"Torture Culture" do No Warning foi lançado sexta-feira 13 de outubro via eOne / Last Gang / SPV.
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