Foo Fighters: Dave Grohl não voltou à bateria graças a Kurt Cobain
Por Igor Miranda
Fonte: Louder
Postado em 28 de março de 2018
O líder do Foo Fighters, Dave Grohl, disse, em entrevista à Louder, que, embora tenha existido certo desconforto para assumir o posto de frontman, não poderia voltar a ser baterista em uma banda, posto que ocupava do Nirvana, logo após o suicídio de Kurt Cobain, em 1994. O trauma causado pela morte de Cobain e o pensamento de "comparação" por parte do público são algumas das justificativas apresentadas por Grohl.
"Após o Nirvana, não estava certo do que fazer. Fui convidado para entrar em algumas bandas como baterisat, mas eu não conseguia me imaginar fazendo isso, porque me lembraria do Nirvana. Sempre que eu sentava em um kit de bateria, pensava nisso. E outras pessoas também pensariam nisso, da mesma forma", contou.
Grohl, então, se questionou sobre seu futuro e chegou a colocar em dúvida a sequência de sua carreirana música. "Talvez fosse hora de fazer algo diferente, talvez a vida real começasse naquele momento. Porque, até então, eu estava viajando com bandas desde os 18 anos, havia conhecido o mundo e estava nessa banda imensa", afirmou.
A decisão sobre o futuro passou por um disco que lhe foi apresentado na infância. "Quando eu era novo, alguém me mostrou o álbum 'Klark Kent' (1980) que Stewart Copeland fez. Achei legal ele fazer um disco e as pessoas ouvirem de forma objetiva, porque não era Stewart Copeland do The Police, era Klark Kent. Era meio o que eu queria fazer. Havia algumas músicas gravadas em um estúdio de um amigo enquanto o Nirvana ainda era uma banda e um selo independente, em Detroit, queria que eu lançasse algo", disse.
Foi a partir daí que Dave Grohl se sentiu preparado para lançar um novo projeto, o Foo Fighters. O primeiro disco teve todos os instrumentos, além dos vocais, gravados por Grohl. "Eu estava realmente preparado. Fiz as demos e sabia os arranjos. Sabia o que fazer na bateria e me virei na guitarra. Deve ter sido a época em que passei mais tempo no estúdio gravando material próprio. Foi a melhor coisa do mundo. Nunca quis lançar em selos grandes. Comecei meu selo próprio, Roswell Records, e dei o nome de Foo Fighters porque queria que parecesse uma banda", afirmou.
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