Max tinha seu ônibus e sumia depois do show do Sepultura, diz Andreas
Por Bruce William
Fonte: Blabbermouth
Postado em 24 de março de 2018
Embora a saída de Max tenha sido tumultuada, o álbum "Roots", lançado naquele ano de 1996, catapultu o Sepultura ao topo. E a Eonmusic perguntou para Andreas Kisser se ele considera aquele período o ápice da banda, apesar das dificuldades:
"Em um certo senso, sim; em outro, foram tempos caóticos e infernais. O Sepultura estava um caos nos bastidores. Max não fazia mais parte da banda, basicamente. Ele tinha seu próprio ônibus e sumia depois do show. Não tínhamos o tipo de papo que é tão saudável depois do show - coisas tipo 'Hey, mude aqui, ali' ou 'Que show foda', conversas que levam cinco minutos mas são muito importantes, ao menos pra nós, pois ajuda a melhor o show e nos tira da estagnação".
Daí é perguntado a Andreas se ele acha que o Sepultura se tornou muito grande rápido demais: "Acho que foi como deveria ser. ("Roots") é um grande disco, mas não estávamos preparados para algo tão gigantesco, especialmente nossa estrutura, nossa estrutura de empresariamento. Por isto demitimos nossa gente, ela não conseguia lidar com aquilo, não conseguia organizar as coisas, pensava somente no vocalista, e o colocava num pedestal enquanto éramos somente a banda de apoio, e aquilo não era o Sepultura. No palco, e na prática, ninguém mais estava lá a não ser a gente, então resolvíamos as coisas entre nós e fazíamos acontecer. 'Roots' é um grande álbum do qual tenho muito orgulho. Trabalhar nele foi muito difícil mas, ao mesmo tempo, conseguimos algo fantástico. Mas era impossível lidar com o resto - o lado empresarial, discutir coisas simples - e não fomos muito longe juntos".
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