Andreas Kisser: regravar discos clássicos do Sepultura é perda de tempo
Por Bruce William
Fonte: Blabbermouth
Postado em 05 de março de 2018
Andrew McKaysmith, do Scars and Guitars australiano, perguntou a Andreas Kisser se o Sepultura já pensou em regravar, com a formação atual, material dos seus primeiros trabalhos como os discos "Morbid Visions" e "Schizophrenia": "Não, cara. Não me vejo ou ao Sepultura fazendo isto. Com todo o respeito às bandas que fazem isto - não estou julgando ninguém. Todos tem seus motivos para fazer isto... conheço bandas que fizeram por questões contratuais e de gravadoras, coisas assim. Mas não vejo a gente embarcando nessa. Em primeiro lugar, é muito fácil fazer isto (risos). O álbum está pronto, as músicas são conhecidas e tudo mais... não sei... não acho justo com a história. As coisas são como são. O estúdio que usamos e o som que não era bom o suficiente e todo o equipamento. É o que é - esta é a beleza de tudo. Conseguimos criar aquele som com todas as dificuldades que tínhamos. E tínhamos outra cabeça e outra... éramos jovens e tudo mais. Há muitas variáveis. Acho que é perda de tempo - para nós, pelo menos".
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Depois o entrevistador comenta como foram abismais as infames regravações das partes de bateria e baixo nos clássicos "Blizzard Of Ozz" e "Diary Of A Madman", do Ozzy Osbourne, e Andreas diz: "Aquilo foi horrível, cara. Não faz sentido. Digo, entendo que as pessoas lidam com advogados e contratos e o que está escrito e não está, mas chegar a este nível, a este ponto... qual é o objetivo? Quem vai ouvir isto? Não há nada ali, não há química, não há razão para fazer algo como aquilo, especialmente pois Randy Rhoads não está mais aqui. Ele compôs aquilo. É insano, uma falta de respeito, não apenas para com o legado de Randy mas também para com os fãs de Ozzy. É algo que eu jamais gostaria de ver alguém fazendo com os álbuns do Sepulutura, mudando o baterista, vocalista ou algo assim. É uma loucura".
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