Rock 'N Roll: O músico merece mais que algumas latinhas de cerveja
Por Artur de Figueiredo
Fonte: Youtube
Postado em 13 de julho de 2018
13 de julho, uma data comum? Para alguns, mais um dia. Para uma legião, uma data para ser lembrada, comemorada e cantada a todos os pulmões. Dia mundial do Rock- celebra um novo momento cultural no planeta, tempos que o gênero não goza de MTVs e espaço cativo no universo pop, como em outros tempos.
Apesar do Rock não viver mais o status de glamour de outrora ainda conta com milhares de fãs fiéis ao redor do planeta. Se lá na década de 60 e 70, os bares eram os meios e as mensagens entre o fã e as bandas, hoje, a internet mudou radicalmente esse paradigma consolidando uma nova forma de consumir música e, posteriormente o gênero. Se lá atrás os fanzines eram artigos de luxo das bandas que aproximavam os respectivos fãs sobre alguma novidade no mercado, hoje a difusão do gênero mudou especialmente o comportamento do ‘Rocker’.
Um fato continua firme e forte entre bandas e donos de casas de shows- o pagamento do show a troco de algumas cervejas. Apesar de vender uma ideia ‘True’ que o rock não deve ter apologia comercial muitos empresários usam do discurso bonito, polido, até ‘politizado’, que o gênero não merece o devido respeito, especialmente, o músico e que os números não abastecem uma realidade sustentável sobre o cotidiano de um músico que luta para sobreviver, para o famoso ‘Do Yourself’.
Marginalizados de um sistema que elege os privilegiados das gravadoras e o famigerado ‘Jabá’, sempre costumeiro no certame sócio-cultural-econômico, no ‘Mainstream Brazuca’. Na contramão do mundo pop, o Rock no Brasil se apoia a inúmeros eventos que prestigiam apenas artistas covers, tributos e mais tributos sobre aquele artista ou banda.
Com anos de estudo, investimentos ‘estratosféricos’, músicos que usam da incumbência, paixão de tocar seu gênero musical se tornam reféns do mercado, do sistema. Fazer música para poder sobreviver e escolher um gênero mais ‘popular’, ‘mercadológico’, trocar as guitarras distorcidas por violões e melodias pasteurizadas para atingir um grande público e alcançar a parada de sucesso.
Se na década de 80 muitos imitavam Eddie Van Halen, cujos objetivos: aprender as técnicas do ícone da guitarra. Com o passar do tempo a cultura da guitarra foi perdendo espaço para as rimas.
Se o peso, ritmo e energia eram o ‘carro-chefe’ de uma geração. Outros gêneros acabaram aparecendo e dando um novo roteiro para cena pop ao redor do planeta. A ‘preço de cervejas baratas e quentes’ as bandas de Rock se mantêm com um sonho de fazerem do ‘rock de cada dia’, uma chance de mudar suas vidas, de mudar o planeta e viverem com dignidade, por uma valorização muito maior que apenas algumas cervejas.
Confiram alguns clássicos eternos:
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