Mike Mangini explica por que sua bateria não soa bem nos álbuns do Dream Theater
Por Igor Miranda
Fonte: InsideOut / Ultimate Guitar
Postado em 22 de fevereiro de 2019
O baterista Mike Mangini tem sido alvo de críticas desde que substituiu Mike Portnoy no Dream Theater, em 2010. E um dos principais argumentos dos fãs sobre Mangini é de que sua bateria não soa bem nos álbuns. Há quem diga que ele tenha uma pegada "robótica" demais, sem o mesmo sentimento que seu antecessor.
Dream Theater - Mais Novidades
Em entrevista concedida ao canal da gravadora InsideOut, transcrita pelo Ultimate Guitar, Mike Mangini justificou esse ponto e garantiu que isso não acontece em "Distance Over Time", álbum mais recente da banda. O disco saiu nesta sexta-feira (22) e chega em edição nacional, pela Hellion Records, ainda neste mês de fevereiro.
"O novo álbum se desenvolveu de forma diferente dos outros, porque fiz parte do processo de engenharia de som. Ao longo dos anos, falando com Jimmy T (engenheiro de som) sobre frequências que eu não queria na bateria, ele entendeu e fez o trabalho dele", disse, inicialmente.
"Quando captamos o som inicial, digo que deve ser correto porque é o som que vamos tentar voltar ao início de cada música, para que o álbum seja consistente. Então, esperamos que seja bom o suficiente. Após gravar, eu ouço e penso: 'soa como antes?'. Há uma musicalidade e há o computador. 'Será que bati nas coisas certas, no volume correto?'. Há muitas batidas na bateria. Para mim, lá atrás, meus ouvidos pegam a bateria de forma diferente que qualquer microfone pode captar", continuou.
Mangini destacou que a sua batida na caixa da bateria, por exemplo, é "tão forte que destruiria a janela". "Eu bato muito forte, o que é interessante, pois muitos fãs pensam que é o contrário. É bizarro. Eu sei disso, porque é o que o engenheiro de som me fala. Os níveis de volume são destruidores, chega a distorcer. Também não parece, visualmente, porque eu pratico como Bruce Lee. Sabe aquele soco que derruba alguém a certa distância? Pratiquei isso por anos, durante quatro horas por dia", afirmou.
Por fim, o músico reforçou que a etapa de mixagem, como esperado, sempre fica fora de seu alcance. "Depende de interpretações. Pessoas diferentes interpretam de formas diferentes. São times diferentes. E isso muda o formato. O som não é apenas uma pessoa. Eu toco e pronto. [...] Porém, é bizarro, porque ninguém no mundo vai ouvir da mesma forma que eu, a não ser outros bateristas que conheçam a realidade. O mundo inteiro ouve em uma perspectiva diferente", disse.
Mangini revelou, ainda, que costumava se questionar por que o som dele é interpretado de forma tão diferente. "É só porque as pessoas estão em um lugar diferente. A bateria soa diferente em alguns metros de distância", afirmou.
Confira a entrevista na íntegra (em inglês, sem legendas).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
Folha cita "barriga enorme" de Brian Johnson em resenha sobre show do AC/DC em SP
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
As 5 músicas do Guns N' Roses que melhor mostram o alcance vocal de Axl Rose
Tobias Sammet celebra 34 anos do Edguy em postagem online
Segurança de Bob Dylan revela hábitos inusitados do cantor nas madrugadas brasileiras
Show do AC/DC no Brasil é elogiado em resenha do G1; "A espera valeu a pena"
O pior disco do Megadeth, segundo a revista Metal Edge
Iron Maiden anuncia reta final da "Run for Your Lives" e confirma que não fará shows em 2027
A música do Metallica que James Hetfield achou fraca demais; "Tá maluco? Que porra é essa?"
Alex Lifeson diz que Anika "virou a chave" nos ensaios do Rush; "No quinto dia, ela cravou"
10 músicas de rock que os próprios artistas preferem esquecer, além de um álbum inteiro
Metallica anuncia a "Life Burns Faster", temporada de shows no The Sphere
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring



Três "verdades absolutas" do heavy metal que não fazem muito sentido
Dream Theater se inspirou em Thiaguinho? Surgem evidências
A recomendação da gravadora na hora de entrevistar Mike Portnoy, segundo Regis Tadeu
Os músicos que entrariam na pior banda do mundo da história, segundo Regis Tadeu
A banda de metal progressivo mais popular da história, segundo baixista do Symphony X
Gastão Moreira fala sobre Dream Theater; "a banda mais narcicista de todas"
A música surpreendente que "peitou" o sucesso do grunge no início dos anos 90
O exato momento em que Mike Portnoy soube que voltaria ao Dream Theater
Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1992
Dez solos de guitarra muito bonitos que vão te conquistar


