Nordeath: "Não faz sentido você ser Headbanger e conservador"
Por Pedro Hewitt
Fonte: FullRock
Postado em 03 de abril de 2019
Formada em São Luis/MA, em meados de 2015, por jovens do cenário do local, o NORDEATH vem conseguindo a cada dia firmar seu nome dentro da Underground nacional. Depois de lançarem o EP "O Chamado do Abismo", inclusive, bem recebido e com ótimas críticas, a banda obteve saldos com uma mini turnê e inúmeros incentivos para suas novas composições. Confira mais nessa entrevista, onde os integrantes falam sobre shows, o video gravado no Rio de Janeiro e muito mais.
Pedro Hewitt - Não canso de dizer que o cenário de São Luís sempre me agradou, e com vocês não foi diferente. Satisfação imensa em entrevistá-los, amigos. Para darmos início, de onde surgiu a ideia do nome (Apesar de ser tão simples mas com impactos que remetem a inúmeras lembranças no cenário nacional)?
Nordeath: É um prazer pra gente também, agradecemos pela força. Então, o nome foi algo complicado no começo da banda, vieram muitos nomes bizarros, até que o nosso ex baterista colocou esse nome, que é uma junção do nosso Nordeste e Death, assim surgindo a Nordeath.

Pedro Hewitt - É de se observar que houve um grande amadurecimento musical e na qualidade óbvia das letras, com a mesma temática e direcionamento. Como foi o processo evolutivo de um tempo pra cá para executarem os sons?
Nordeath: Então, foi um processo até que natural, a gente começou fazendo um Thrash, mas com um tempo conseguimos fazer do nosso som o que todos gostamos. E sobre as letras também, que foram assuntos obscuros, pra acompanhar com as melodias.

Pedro Hewitt - E ''O Chamado do Abismo'', como conseguiram alcançar tantos saldos positivos em pouco tempo? Confesso que a sonoridade antes não me agradava, mas bastou ouvir a faixa título do material citado e criei um vício frenético, onde não pretendo parar.
Nordeath: Então cara, creio que os saldos positivos vieram por conta de termos encontrado nossa real identidade sonora, com qual nós conseguimos composições melhores.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Pedro Hewitt - Falando em gênero. Vocês de fato se consideram uma banda de Black Speed metal? Ou preferem não se rotular?
Nordeath: Nós nos consideramos uma banda de Speed/Black Metal, tocamos Speed com muitas influências do Metal Negro.
Pedro Hewitt - Vocês surgiram na cidade de São Luis (MA), cidade boa, mas um pouco complicada em alguns quesitos desde um tempo indeterminado. As dificuldades são nítidas, ainda mais para vocês que são bem novos, mas como fizeram/fazem para burlar todo esse sistema que está ativo até hoje pro lado Underground?
Nordeath: Realmente as dificuldades são muitas, mas nós sempre estamos trabalhando forte nos trampos relacionado a banda, fora que temos muitos amigos que curtem o som, então ajuda a divulgar.

Pedro Hewitt - Mesmo com as dificuldades vocês pegaram as malas e foram embarcar em uma turnê pelo sudeste, conhecendo e dividindo palco com boas bandas, vendendo bastante merchandise, conquistando novos horizontes. Quais os planos atualmente? Estão satisfeitos com os saldos, o que faltou e o que fizeram demais?
Nordeath: Essa turnê foi umas das coisas mais loucas que já fizemos na banda (Risos), e nosso principal plano atualmente é finalizar as composições do nosso próximo material, que está previsto pra ser lançando ainda esse ano. Voltando a falar sobre a turnê, ficamos muitos satisfeitos com todos os shows, fomos muito bem recebidos em cada lugar que tocamos, a energia foi tanta que não queríamos mais parar de tocar (Risos), e sobre oque fizemos demais, claramente foi parcerias e muitas amizades com a galera.

Pedro Hewitt - As parcerias foram tão fortes que acabaram fazendo o primeiro clipe oficial no Rio de Janeiro, produzido nas mãos do grande Vall Maranhão (Facing Fear). Como foi essa parceria?
Nordeath: Foi muito mais que uma parceria, o Vall nos acolheu na casa dele e nos ajudou muito durante toda a turnê, devemos isso a ele. Sobre o clipe, assim que chegamos o nosso baixista já teve a ideia de fazer o clipe nos morros, a experiência de gravar o nosso primeiro clipe foi muito massa, ainda mais gravado e finalizado pelo nosso amigo Vall.

Pedro Hewitt - Senti uma baixa de um integrante na banda após retornarem a cidade. Mesmo com bastante saldo positivo, nem tudo são flores. Já estão estabilizados novamente?
Nordeath: Após retornamos a cidade, houve a saída do nosso baterista (Possessed) por motivos de projetos pessoais, mas já estamos sim estabilizados e seguindo firme nas novas composições.
Pedro Hewitt - Como andam as bandas daí (Nem todas possuem coragem, tempo ou curiosidade em fazer o que andam fazendo)? Fazendo muitos shows? O que vocês têm a dizer sobre o cenário ao redor de cada um? E no Brasil? Quais os tipos de bandas na atualidade que merecem ser entendidas como Undergrounds e 'médias', e aquelas que, na opinião sensata de vocês, claro, não merecem ser?
Nordeath: Consideramos São Luis como um celeiro de bandas de vários gêneros, você encontra banda de Hard Rock até o Black Metal, aqui está rolando muitos shows com bandas novas e isso é muito bom, a cena no Brasil é boa, com algumas críticas construtivas é claro.
Pedro Hewitt - Seguindo praticamente a mesma linha de raciocínio; O Metal Underground está caindo sob as graças da política, fazendo com que ''anticristãos'' lambam botas de impostores religiosos a ponto de renegar a própria ideologia que tanto passam em letras ou na vida pessoal. O Black Metal em si é totalmente contra esse tipo de conservadorismo, ainda mais imposto por uma bancada suja de porcos extremistas da religião. Qual o posicionamento de vocês quanto a isso tudo?
Nordeath: Não apoiamos de forma alguma o conservadorismo, o Metal e conservadorismo tem ideologias completamente diferentes, e não faz sentido nenhum você ser Headbanger e conservador.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Pedro Hewitt - A banda irá se apresentar no INFEKTOR SELF FESTIVAL #5. Quais as expectativas pro evento? O que podem falar da banda vindo em outubro pra terra quente?
Nordeath: Será nosso primeiro show nas terras quentes de Teresina, e as expectativas estão lá em cima, já até conhecíamos o festival, que com certeza é um dos melhores do Nordeste, estamos preparando um set com músicas do novo material para esse show, e claro, as músicas do EP "O Chamado Do Abismo".
Nordeath: Até o festival já vamos ter lançado nosso novo material, que em primeira mão vamos dizer o nome intitulado: "Maldita Possessão da Meia Noite".
Pedro Hewitt - O abismo nos aguarda e cabe a nós abraçar totalmente a escuridão confortante. Saúdo a todos com bastante som obscuro e aguardo totalmente os hinos próximos que virão a ser executados.
Nordeath: Foi um grande prazer, em outubro iremos fazer com que o Metal maranhense destrua Teresina com o chamado do abismo!
Para mais informações, shows e merchandise:
https://www.facebook.com/nordeath.thrash/
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