Jeff Scott Soto: chateado pelo Journey não reconhecer seu tempo na banda

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Por Igor Miranda, Fonte: Robbcast / Blabbermouth
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O vocalista Jeff Scott Soto revelou, em entrevista ao podcast "The Robbcast" transcrita pelo Blabbermouth, que fica chateado por seu período com o Journey não ser reconhecido pela banda. O cantor integrou o grupo entre os anos de 2006 e 2007, substituindo Steve Augeri e antecedendo Arnel Pineda.

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"Em dezembro de 2006, quando a turnê com o Def Leppard foi concluída, havia um press-release dizendo que eles me indicaram como vocalista permanente. E isso me deixa p*to até hoje, porque não há nenhuma menção ao fato de que eu integrei a banda e fiz essas turnês. Você olha o site do Journey e eu não existo - meu nome não está lá. Vai de Steve Perry a Steve Augeri e Arnel Pineda", afirmou.

O cantor completou: "Eles agem como se eu não tivesse existido ou que queriam um cara mais no estilo da banda e eu era só um músico contratado para a turnê. Isso me deixa louco. Tenha pelo menos respeito de falar a verdade: 'sim, Jeff foi um integrante permanente, mas percebemos que teríamos que mudar e chamamos Arnel'. Tem entrevistas de Neal (Schon, guitarrista) falando que eu era o novo vocalista, que superaríamos o fantasma de Steve Perry. Não ter esse reconhecimento é algo que chateia".

Antes de sua passagem pelo Journey, Jeff Scott Soto trabalhou com Neal Schon e o baterista Deen Castronovo no projeto Soul Sirkus. "Foi isso que me fez entrar para o Journey. Não houve audição. Eles estavam em um beco sem saída. Steve Augeri precisava descansar a voz e eles tinham uma turnê marcada com o Def Leppard. Mandar todo mundo para casa custaria milhões e os fãs se chateariam. Só consegui entrar porque eles precisavam e Neal sabia que eu poderia cantar sem nenhum ensaio", afirmou.

Apesar disso, Soto destacou que cantar as músicas do Journey não era nada fácil. "Foi muito difícil de adaptar. Minha voz já estava passando por mudanças. Se aqueles shows acontecessem cinco anos antes, eu teria destruído, eu detonaria o alcance, a intensidade do que Perry deixou para trás. O problema é que Steve Perry estava vivo e bem. É diferente de cantar com o Queen, por exemplo. Se o Queen quiser continuar, eles vão ter que achar outro vocalista, já que Freddie Mercury não pode voltar. Quando Steve Perry está sentado em seu quintal tomando suco e você está no palco se matando para conseguir, as pessoas vão ficar pedindo por Perry. Lidei com isso, assim como Augeri e até Arnel", disse.

Até mesmo Steve Perry sofria com o Journey, ainda que de outra forma, segundo Jeff Scott Soto. "Quando Perry estava em turnê no auge do Journey, eles faziam vários shows e aquilo acabava com a voz do cara. Porém, ele compôs e criou aquelas coisas, então ele poderia contornar as melodias originais. Quando é um substituto, você precisa fazer exatamente o que Perry fez, senão você será crucificado. [...] Até Bruce Dickinson passou por isso no Iron Maiden, ao substituir Paul Di'Anno, além de Brian Johnson no AC/DC, substituindo Bon Scott. É complicado", afirmou.




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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013.

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