The Agonist: novo álbum Orphans, terceiro com Vicky Psarakis, é lançado
Por Igor Miranda
Postado em 21 de setembro de 2019
O The Agonist lançou, nesta sexta-feira (20), seu sexto álbum de estúdio. O disco, intitulado "Orphans", chega por meio da Rodeostar Records, selo relacionado à Napalm.
A banda destaca, em material de divulgação, que "Orphans" traz "um monstro que se alimenta de death metal melódico". Vicky Psarakis, que chega a seu terceiro trabalho de estúdio com a banda, disse em comunicado que ficou "confusa" com as primeiras gravações instrumentais do ábum.
"A música era obscura e mais pesada do que tudo já feito nos outros discos, eu não sabia como lidar com aquela emoção. Porém, tudo o que fiz foi compor uma música para fazer a bola rolar e, dois ou três meses depois, tudo estava pronto", afirmou a cantora.
Ouça a seguir, via Spotify:
Confira, também, via YouTube:
Veja, abaixo, a capa e a tracklist de "Orphans":
01. In Vertigo
02. As One We Survive
03. The Gift of Silence
04. Blood as My Guide
05. Mr. Cold
06. Dust to Dust
07. A Devil Made Me Do It
08. The Killing I
09. Orphans
10. Burn it All Down
Polêmica pré-lançamento
Uma entrevista antes do lançamento de "Orphans" fez com que o álbum ficasse marcado por uma polêmica entre Vicky Psarakis e sua antecessora, Alissa White-Gluz - hoje, no Arch Enemy.
Em entrevista ao Rock Confidential, Psarakis foi perguntada a respeito do atraso para lançar "Orphans", que chegou três anos após o antecessor "Five" (2016).
Inicialmente, Vicky Psarakis explicou que o álbum demorou para ser lançado porque o The Agonist estava sem gravadora. Ela também citou "razões que transcendem a música". "Algumas pessoas não queriam que lançássemos esse álbum e nós tentamos muito, chegamos a considerar o lançamento de forma independente, o que não seria uma boa decisão em termos de mercado. Após seis meses tentando, ficamos frustrados, mas a Napalm apareceu e nos fez uma proposta por meio de seu sub-selo, Rodeostar. Usaremos todos os recursos da Napalm, então, aceitamos", afirmou.
Em seguida, perguntaram a Vicky quem são as pessoas que não gostariam de ver o The Agonist lançar o novo álbum. Ela respondeu: "Para quem acompanha, é óbvio que a pessoa que tenta nos impedir é Alissa (White-Gluz). No começo, ela falava mal dos integrantes em entrevistas. Isso é estranho, porque nunca a conheci, então é estranho falar disso. Não há como saber até que ponto o alcance dela impediria a banda. Sei de algumas coisas que ela fez e outras que são especulações. Posso dizer que ela está tentando matar essa banda desde que foi demitida".
Em nota escrita com a Kult Management, Alissa White-Gluz negou as acusações. "Nunca falei sobre eles ou sequer pensei neles em anos. Ficarei feliz em conversar com Vicky e deixá-la despreocupada, porque sei que as preocupações dela não são reais. Não desejo nada além de boa sorte a ela, pois realmente gostei das músicas que fiz com a banda em meu tempo nela e sei que Vicky também está fazendo músicas boas agora", afirmou a cantora.
Em seguida, Alissa White-Gluz disse que nunca se encontrou com Vicky Psarakis antes e nunca teve contato com ela. "Quero dar o benefício da dúvida de que ela estava apenas confusa ou desinformada. Não sei nada sobre ela e não tenho má vontade com relação a ela", afirmou a cantora, que também revelou não ter tido contato com o restante do The Agonist desde 2013.
"O único contato que tive com eles foi quando encontrei o baixista (Chris Kells) em um festival em Montreal, há alguns naos, e o cumprimentei. Foi o único contato com a banda desde o rompimento. Não posso enfatizar o quanto estou feliz e ocupada com meus atuais projetos e não tenho tempo para me concentrar nas atividades dos outros", disse Alissa, que sugeriu que as "mulheres no heavy metal precisam se unir" e que Vicky Psarakis deve ter se "exaltado emocionalmente".
A Kult Management destacou que Alissa White-Gluz não trabalha para nenhuma empresa na indústria musical - ela é "uma vocalista freelancer e não tem poder sobre os caminhos de outras bandas em suas carreiras". Logo, segundo a empresa, não haveria como a cantora "travar" qualquer lançamento do The Agonist.
A Napalm Records, com a qual o The Agonist trabalha atualmente, disse que Alissa White-Gluz nunca interferiu ou comentou sobre qualquer decisão da gravadora.
A Century Media, que lançava os álbuns da banda anteriormente - e segue com contrato ativo junto ao Arch Enemy -, declaoru: "O The Agonist lançou quatro álbuns com a Century Media, os quais foram todos entregues pela banda e divulgados pelo selo. Após o quarto álbum, 'Eye of Providence' (já com Vicky Psarakis, de 2015), o acordo chegou ao fim. A decisão de não renovar não foi influenciada pelo Arch Enemy, empresários da banda ou pela vocalista Alissa White-Gluz".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
Ouça música que Keith Richards gravou para trilha de "Grand Theft Auto VI"
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
Metallica anuncia mais 12 datas da tour M72 para 2027
"Nunca compusemos juntos" - Roger Waters explica sua parceria com David Gilmour no Pink Floyd
Como a opinião de James Hetfield sobre Lars Ulrich mudou ao longo dos anos
A mensagem escondida na intro de "Hell Awaits", clássico do Slayer
Falling in Reverse lança "Joseph", com Corey Taylor (Slipknot) e Serj Tankian (SOAD)
O show que mudou para sempre a vida de Robb Flynn, vocalista do Machine Head
Regis Tadeu finalmente explica detalhe do Iron Maiden que fãs discutem há 20 anos
Baixo de James LoMenzo apresenta falha durante intro de "Peace Sells" em show do Megadeth
Disco novo do Anthrax tem música que mistura Slayer e Metallica da era "Load"
Dave Grohl não acreditava no potencial de "Smells Like Teen Spirit"
Como uma treta com fãs bêbados deu origem a um dos maiores álbuns da história do Rock
Raul Seixas: O clássico inspirado em Dylan que driblou censura e criticou Roberto Carlos
Os 5 álbuns essenciais para compreender o rock nacional anos 1980, segundo Regis Tadeu

Doyle: "Alisse White-Gluz me faz chorar quando malhamos"



