Nudz: stoner rock provocador de Minas

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Por Élida Ramirez, Fonte: Pomar Conteúdo, Press-Release
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Som denso e letras viscerais dão o tom da banda formada por quatro amigos que usam suas experiências para propor reflexões sobre a vida

Um controlador de voo,um luthier,um produtor audiovisual e um professor.Vidas diversas que convergem em encontro musical.Do desejo de transformar as reflexões dos amigos Filipe Dutra,Fred Chamone,Felipe Valente e Gabriel Lisboa em um som feito das experiências de vida surge a NUDZ,banda de stoner rock com elementos de new metal e influência de grunge,formada em 2017,em BH.

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As letras traduzem sensações e observações do cotidiano contemporâneo, sem amarras com temáticas preestabelecidas."Essa não é uma banda com um tema. Eu me sinto livre para sentir a melodia e crio em cima do que vivi.Por isso,nosso repertório é muito variado. Nosso primeiro álbum, The Watcher,por exemplo, é uma crítica à sociedade de hoje pautada no controle e na perda de privacidade.Mas já abordamos vício, tabus da sexualidade,prazer sem culpa e os preços de nossas escolhas,entende? Desse turbilhão íntimo saem composições sobre sentimentos universais.E é necessário falar sobre isso" provoca Filipe Dutra,vocalista e compositor.

Para o guitarrista e produtor audiovisual Fred Chamone, a intenção é gerar discussão por meio da arte: "Nossa provocação começa no nome. NUDZ pode significar nudez ou fazer alusão ao termo 'Nu metal' que influencia nosso som. Ao mesmo tempo a gente debate aspectos conservadores perpetuados por gerações sem nenhum sentido. O nu, por exemplo, é natural. Sua relação com a perversão é um mito que precisa ser desconstruído.E a interação com a galera nas nossas redes sociais mostra que há muitos interessados em dialogar sobre isso".

Esse peculiar processo criativo que incorpora o sensível como linguagem da banda resulta um som explosivo ideal para a proposta questionadora da NUDZ. Segundo Felipe Valente as músicas e os vídeos são feitos artesanalmente e sem compromisso com a grande indústria cultural: "A gente compõe, cria arranjos e pensa os vídeos da NUDZ do mesmo jeito que construo meus instrumentos", revela o contrabaixista e também luthier.E,assim,esse quarteto tão múltiplo vai transmutando histórias em música. "A tensão de controlar o tráfego aéreo me deixa com a responsabilidade latente de analisar e dizer o que penso sobre os riscos da vida.Por isso, nosso som é denso,entende?" desabafa Dutra.Chamone complementa que esse modo de produzir também foi incorporado nos clipes e ele faz questão de fazer tudo:"Uso o que sei de audiovisual para potencializar a identidade do nosso grupo também em vídeo.E aproveito para questionar até mesmo o lugar das imagens na sociedade de hoje enquanto construo histórias com inspiração no cinema.'Impactar faz pensar'é o lema da NUDZ.

Um exemplo marcante desse processo autoral inovador e provocativo é "My Sexual Tool", terceiro videoclipe construído como storytelling, formato de nanometragem, lançado dia 27/01. "Fred sempre teve vontade de fazer um clipe chocante e condensou tabus de sexualidade, violência, universo LGBT,uso de armas e questões de gênero em uma produção ousada, impactante e metafórica. E sei que impactar pode ser um caminho para fazer a galera pensar e, quem sabe, sair do lugar. Por isso, nosso recado está bem dado", avalia o professor e baterista Gabriel Lisboa. Clique aqui e assista aos clipes da NUDZ.

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Os números mostram que essa fórmula tem dado certo. O primeiro EP da NUDZ tem milhares de ouvintes no Spotify, sendo 70% deles dos EUA.Os três primeiros videoclipes Occasional Mistake, Time For Recreation e My sexual tool acumulam mais de 250 mil views no youtube e centenas de comentários de diversos países no canal, Facebook e Instagram. E o "My sexual tool" está concorrendo no Russian Musica Awards, na categoria Low Budget (pequeno orçamento). Além das boas avaliações da imprensa especializada,como a Prog Sphere,um dos maiores blogs de rock e metal do Reino Unido que publicou em fevereiro de 2020 uma entrevista sobre o grupo.

NUDZ é:
Filipe Dutra (Vocal, guitarra)
Fred Chamone (Guitarra, Backvocal)
Felipe Valente (contrabaixo)
Gabriel Lisboa (bateria)




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