Steve Vai: "Não troco por nada as experiências com David Lee Roth e Whitesnake"
Por Igor Miranda
Fonte: Guitar World
Postado em 30 de março de 2020
O guitarrista Steve Vai ascendeu à fama, inicialmente, como músico de apoio de Frank Zappa. Porém, ele realmente ficou popular quando fez parte da banda solo de David Lee Roth, como "o novo Eddie Van Halen". Posteriormente, ele também se tornou notável por entrar para o Whitesnake, gravando o álbum "Slip of the Tongue" (1989).
Em entrevista à Guitar World, Vai falou sobre esse período de sua vida, que ocorreu antes de ele apostar, em definitivo, em sua carreira solo. O músico pontuou que não trocaria por nada as experiências que teve com seus antigos "chefes".
Inicialmente, Steve Vai comentou que se sentia intimidado por Frank Zappa. "Eu tinha 18 anos e aquele ali era Frank Zappa. Eu ficava pensando o que raios estava fazendo ali. Mas é engraçado, porque ao mesmo tempo, em termos de performance, eu era diferente. Eu sabia que poderia contribuir e me sentia confiante", afirmou.
Após deixar a banda de Frank Zappa, Steve Vai integrou o Alcatrazz, mas ficou por pouco tempo. "Eu já sabia que não gastaria minha vida naquilo, mas vi como uma boa oportunidade para entrar no centro das atenções de um virtuoso incrível, Yngwie Malmsteen, e fazer um disco de rock com caras legais. Nunca vi as bandas que entrava como um compromisso para a vida toda. Isso vem muito das decepções que tive com bandas no ensino médio, pois quando estávamos fazendo coisas legais, eu precisei me mudar para Boston e estudar em Berklee", disse.
Vai saiu do Alcatrazz direto para a banda solo de David Lee Roth, recém-saído do Van Halen. Após gravar dois discos, ele integrou o Whitesnake. O músico confirma que, mesmo nesses projetos maiores, nunca pensou em ficar por tanto tempo.
"Amava esses caras e não troco essas experiências que tive com eles por nada. Porém, enquanto passava por tudo isso, vi como era fácil criar uma identidade, do tipo: 'sou um rockstar, toco em arenas, venço todas as enquetes de melhor músico, ganho tanto dinheiro, então, esse sou eu e vou me prender a isso para sempre'. Isso sempre me pareceu um pensamento insano. Claro que curti tudo aquilo, mas sabia que não faria aquilo a vida toda, porque a música que eu tinha guardada em mim precisava sair. Caso contrário, minha carreira seria um fracasso retumbante", explicou.
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