Wendy O. Williams: "Opus In Cm7", a história de Karen Silkwood
Por Fabrício de Castilho
Fonte: Deja Vu Do Rock
Postado em 22 de março de 2020
"Opus In dó menor com sétima" é a quinta faixa do primeiro disco solo de Wendy O. Williams ex vocalista do Plasmatics, e foi lançado em junho de 1984. A bela e forte canção é uma homenagem a Karen Silkwood.
Nascida em 19 de fevereiro de 1946 em Longview, Texas, Karen Gay Silkwood começou a trabalhar no início dos anos 70 em uma fábrica de plutônio da Kerr-McGee perto de Crescent Oklahoma.
Karen, que também fazia parte do sindicato, descobriu várias violações no regulamento de segurança referente à saúde dos trabalhadores, como exposição a substâncias radioativas e armazenamento inadequado de resíduos.
Silkwood, que trabalhava na preparação de barras de combustível de plutônio para reatores nucleares, acabou sendo contaminada, e no verão de 1974, deu à Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos uma lista detalhada das violações da empresa. A Kerr-McGee foi processada por poluição ambiental e falta de segurança para seus funcionários.
Em 13 de novembro de 1974, Karen munida de documentos que comprovava as acusações de falsificação de controles de qualidade de barras de combustível nuclear, marca um encontro com um jornalista do New York Times para dividir publicamente esses documentos, porém, antes do encontro, acaba morrendo num acidente de carro.
A versão oficial do acidente diz que Karen dormiu no volante, no entanto, para muitas pessoas, Karen foi morta para silenciar suas acusações contra a empresa. Investigadores independentes afirmam que o carro foi atingido por trás, fazendo com que Karen perdesse o controle.
O caso impactou a opinião pública americana e serviu para alertar sobre os perigos da energia nuclear. Em 1982 um filme chamado "Silkwood (O Retrato de Uma Coragem)" foi lançado contando com bastante fidelidade essa história.
A música "Opus in Cm7" é uma canção pouco lembrada e até mesmo desconhecida pelo público Rock da atualidade. Aliás o álbum num todo é uma obra de arte e foi produzido por Gene Simmons. Aliás o disco tem participação de Paul Stanley, Ace Frehley e Eric Carr. Sem contar que foi a primeira vez que Gene Simmons tocou fora do Kiss, usando o pseudônimo de "Reginald Van Helsing".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Foi um erro", diz Scott Ian (Anthrax) sobre demissão de Joey Belladonna nos anos 1990
Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
Sid Wilson faz primeira manifestação sobre saída do Slipknot
A banda dos anos setenta que Neil Peart nunca se cansou de ouvir; "músicos muito competentes"
O grande cantor de quem Phil Collins era fã, mas cujas atitudes o incomodavam
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
10 discos essenciais do thrash metal oitentista, segundo a Metal Hammer
As 50 melhores músicas do Queen, segundo a Classic Rock
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
Ritchie Blackmore detalha como combinou seu emocionante reencontro com o Deep Purple
As 10 melhores músicas do Alice in Chains, segundo a Metal Hammer
O guitarrista que James Brown dizia conseguir tocar absolutamente qualquer coisa
A música "sem graça" que zoa o punk rock e se tornou hit do Van Halen
Os 20 melhores álbuns lançados em 1989, segundo a Louder
Jim Root justifica postagem feita após rumores da demissão de Sid Wilson do Slipknot
A canção do Genesis que a banda evitava tocar ao vivo, de acordo com Phil Collins
Lars Ulrich concorda quando Bruce Dickinson diz que Maiden é superior ao Metallica
Os dez álbuns de Heavy Metal favoritos de Rob Halford, e os dez de qualquer gênero



Hard Rock: Aqueles que ficaram para trás - Parte 1



