Timo Tolkki: O relacionamento com o Stratovarius, Andre Matos, Symfonia e projetos

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Por Daniel Azevedo de Oliveira Maia, Fonte: Arte em Debate
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Daniel Azevedo, criador da página "Arte em Debate" (@arteemdebateoficial), realizou uma entrevista exclusiva e inédita com o guitarrista, produtor, cantor e compositor finlandês Timo Tolkki, mais conhecido por ser o fundador e ex-guitarrista da lendária banda Stratovarius.
Na ocasião, Timo falou sobre o seu atual relacionamento com os ex-membros de banda, bem como sobre a relação que manteve com Andre Matos, falecido há um ano, em 08 de junho de 2019.

DANIEL AZEVEDO: Olá, Timo! Primeiramente, agradeço pela oportunidade de nos conceder essa entrevista. Aqui no Brasil, a Stratovarius é considerada uma grande banda de power metal! Para começar, gostaria de saber quais são as suas principais influências musicais.

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TIMO TOLKKI: Bem, minhas principais influências foram (e ainda são) Rainbow, Deep Purple, Black Sabbath (tanto com Dio como com Ozzy) e Iron Maiden. Os guitarristas que me influenciam são Gary Moore, Yngwie Malmsteen, Al Di Meola, Randy Rhoads e Eddie Van Halen!

DANIEL AZEVEDO: Por qual motivo você decidiu deixar os vocais e ficar apenas nas guitarras? Há uma razão em particular?

TIMO TOLKKI: Sim, manter o foco na guitarra foi o grande motivo... mas eu ainda adoro cantar e estou preparando o Hymn To Life II!

DANIEL AZEVEDO: Algo que eu sempre quis saber: como acontece todo o seu processo criativo? Como você trabalha na construção das músicas?

TIMO TOLKKI: Eu sempre começo com um título de música. Sempre tem sido desse modo. Então, eu pego a guitarra ou teclado e geralmente a música nasce em 10 a 20 minutos. Muitas pessoas não acreditam nisso, mas, por exemplo, a Season Of Change nasceu em 15 minutos e o Black Diamond em 5 minutos! Jörg Michael acabou de me dizer que compus o álbum inteiro do Visions em apenas 1,5 dias, cara...

DANIEL AZEVEDO: Existe alguma mágoa ou ressentimento com os membros que permaneceram na banda ou foi uma saída amigável?

TIMO TOLKKI: Basicamente, somos amigos. O único que talvez ainda esteja magoado é Timo Kotipelto, o que me deixa realmente triste, porque ele conversa com Jari Kainulainen o tempo todo. Pedi desculpas por meu comportamento há mais de um ano, no Rock Club Nosturi, em Helsinque, e ele aceitou minhas desculpas. Eu converso bastante com o Lauri Porra, e ele me disse que não há problemas em relação a mim na banda, e que todos eles me desejam bem. Vai saber...

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DANIEL AZEVEDO: Qual é o seu álbum favorito do Stratovarius? E qual música tem mais significado para você? Eu sei que o álbum/música "Destiny" foi muito impactante para você naquele momento, devido a alguns problemas pessoais...

TIMO TOLKKI: Destiny é um álbum de divórcio, mas meu álbum favorito é o Elements Pt 1. Com isso, criamos algo novo. Claro... os fãs querem seus "Paradises" e "Black Diamonds", porém é basicamente impossível nomear apenas uma música, apesar de gostar bastante das músicas do "Elements". Isso meio que resume minha abordagem de não violência à vida. Eu sou um homem de paz.

DANIEL AZEVEDO: É verdade que o nome Stratovarius significa Stratocaster + Stradivarius?

TIMO TOLKKI: Sim! Este nome foi criado pelos guitarristas originais Staffan Strohlman e Tuomo Lassila.

DANIEL AZEVEDO: Há 1 ano, o grande maestro Andre Matos nos deixava... como foi trabalhar com ele no Symfonia? Como era a relação entre vocês e quando foi a última vez que conversaram? Conte-nos um pouco sobre o processo de gravação do disco "In Paradisum".

TIMO TOLKKI: Foi muito criativo, mas às vezes difícil. Ele poderia ser uma pessoa muito difícil, se quisesse. Mas ele também poderia ser o cara mais amável do mundo! Quando soube que ele se mudou para a Suécia, peguei o seu telefone e o convidei para Helsinque. Eu tinha boas lembranças de quando fizemos uma turnê com o Angra, que foi quando eu realmente o conheci. Depois do "In Paradisum", e da terrível turnê que fizemos, perdi o contato com ele, infelizmente. Eu ouvi as notícias sobre sua morte em uma entrevista na rádio, ao vivo, e isso realmente me chegou de surpresa. Comecei a chorar e realmente chorei por dias...
Bem, "In Paradisum" foi um processo muito criativo. A bateria foi gravada na Suécia, com Uli Kusch, e o baixo e guitarras foram gravados em Helsinque. Então, fui até a Suécia para encontrar o Andre, ocasião em que passamos 3 semanas em uma cabana, no topo da montanha, gravando seus vocais...Ele não havia preparado nenhuma letra, todos os títulos das músicas foram meus e ele compôs todas as letras. Ele gostava bastante de "Don't Let Me Go". Agora, ouvindo a música "In Paradisum", percebo que o Andre está mesmo cantando essa música: "Angels are calling...They're singing my name...I've been caught in the meadow...And hung in the air...When the last stars are falling...I'll sleep far away...Let them carry me over...To heaven..." (Anjos estão chamando...Estão cantando meu nome...Eu fui capturado no campo...E suspenso no ar...Quando as últimas estrelas estiverem caindo...Dormirei longe...Deixe eles me levarem...Ao céu...)

DANIEL AZEVEDO: Você foi um dos precursores do heavy metal melódico (power metal), ao lado de bandas como Blind Guardian, Helloween, Gamma Ray, Viper e Angra. Qual é a sua opinião a respeito disso? Você se considera um dos expoentes do estilo?

TIMO TOLKKI: Joey De Mayo acabou de me chamar de "Avô do Power Metal". Não sei o que pensar a respeito. Eu nunca me considerei um bom guitarrista. Sei tocar meus solos, que são todos improvisados ​​por sinal. Mas minha verdadeira força reside na composição. Timo Kotipelto disse uma vez, em uma entrevista, o quanto ele admira o fato de eu poder sentar e escrever uma música de sucesso em 5 minutos. Eu tenho um talento, um dom de música e estou usando isso.

DANIEL AZEVEDO: O que você acha da atual cena do metal mundial? Você tem dado atenção a alguma banda nova em especial, ou prefere ouvir as clássicas?

TIMO TOLKKI: Na verdade, não... sou muito chato com as novas bandas e com as novas músicas. Mas eu ouço muito U2, Beatles e ABBA, e eu realmente amo uma música de John Legend que se chama "All of Me". E ainda gosto de ouvir Iron Maiden, Black Sabbath, Halloween, Yngwie etc...

DANIEL AZEVEDO: O que podemos esperar da sua carreira solo? Algum novo álbum sairá do Avalon? Alguma participação no próximo trabalho de Avantasia?

TIMO TOLKKI: Estou preparando o "AVALON 4", que deve sair ainda este ano. Eu compus todas as músicas da minha nova banda, a "Infinite Visions". Nossa página é www.infinitevisionsband.com. Estamos planejando lançar nosso álbum de estreia - "Union Magnetica" - em torno de abril de 2021, que será gravado em setembro. Em seguida, faremos uma turnê mundial e tocaremos músicas de Stratovarius, Revolution Rennaisance, Symfonia e Avalon..

DANIEL AZEVEDO: Timo, muito obrigado pela sua participação no Arte em Debate! Conte conosco!

TIMO TOKKI: Eu que agradeço, meu amigo! Vamos mantendo contato. Desejo o melhor para você.

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