Guitarra: Fender vendeu mais em 2020 do que em qualquer outro ano de sua história
Por Igor Miranda
Postado em 19 de outubro de 2020
A guitarra já era? Dados recentes de vendas indicavam que o instrumento passava por uma crise de mercado, porém, ao que tudo indica, esse problema já foi superado pelo menos entre as grandes empresas. De acordo com o site da revista Guitarload, a Fender anunciou que o ano de 2020 será o de maior comercialização de guitarras em sua história – e outras empresas do ramo também evidenciaram essa melhora.
Em entrevista ao jornal 'The New York Times', o CEO da Fender Musical Instruments Corporation (FMIC), Andy Mooney, declarou: "2020 será o maior ano de volume de vendas na história da Fender […], vendas de comércio eletrônico e vendas de equipamentos para iniciantes".
O executivo pontuou que, no início da pandemia, acreditou que o ano de 2020 seria comercialmente difícil para a Fender. Por isso, a alta nas vendas o surpreendeu. "Eu nunca teria pensado que estaríamos onde estamos hoje se você me perguntasse sobre isso em março", afirmou.
O Fender Play, aplicativo com aulas de instrumentos como guitarra, baixo e ukulele, também está se destacando em 2020. Os 150 mil cadastros obtidos no fim de março se multiplicaram para 930 mil, segundo Andy Mooney.
O público do app é, majoritariamente, jovem: 70% dos usuários têm menos de 45 anos e 20%, menos de 24. Além disso, a parcela de mulheres também é notável: de 30%, elas se tornaram 45% na ferramenta de aprendizado de instrumentos.
Outras empresas
A Gibson também vive um bom momento. Depois de até mesmo declarar falência, a fabricante de guitarras e outros instrumentos chegou a fechar suas fábricas em abril, devido à pandemia, mas precisou retomar a produção em larga escala com o passar dos meses porque a demanda estava alta novamente.
James "JC" Curleigh, CEO da Gibson, comentou: "Nós literalmente não conseguíamos atender o suficiente. Tudo que fazíamos, vendia".
Chris Martin, executivo da Martin, e Kurt Listug, co-fundador da Taylor, apontaram que o mercado de violões também passa por alta. "Tivemos o maior junho, em termos de pedidos, de nossa história", comentou Listug.
A varejista Guitar Center revelou, recentemente, que houve crescimento de "três dígitos" para a maior parte das grandes marcas do site. A Sweetwater, outra gigante do comércio eletrônico de instrumentos, também registrou aumento nas vendas.
Resta saber se a tendência será mantida após o fim da pandemia. No entanto, dados recentes de mercado indicam que o interesse por instrumentos musicais nunca esteve tão grande, já que o mercado tem contemplado outros públicos, especialmente o feminino.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
Zakk Wylde compara entrar no Pantera a Eric Clapton homenageando Jimi Hendrix
Com mais de 140 shows, festival Welcome to Rockville anuncia atrações para 2027
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Jorn Lande gosta de dois dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
David Reece se reunirá com o Accept para dois shows na Europa
Shows do Social Distortion no Brasil são adiados para 2027
Deep Purple cancela shows devido a emergência médica envolvendo Ian Gillan
Iron Maiden - um festival de clássicos embalando o público
O emprego inusitado de Michael Sweet depois que o Stryper foi à falência
Qual é o pior álbum dos Rolling Stones? Não há consenso sobre os maiores fracassos
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich

Como Jimi Hendrix "passou pra trás" outro guitarrista famoso para ter uma Fender branca
Fender lança baixo signature de Steve Harris, baixista do Iron Maiden


