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Deep Purple: Coverdale diz que entrou porque Blackmore queria "voz de macho"

Por Igor Miranda
Em 14/10/20

Em 1973, o vocalista David Coverdale recebeu uma dura missão: substituir Ian Gillan no Deep Purple. A tarefa seria compartilhada com o baixista Glenn Hughes, que também assumia o microfone, mas Coverdale, que havia acabado de fazer 21 anos, precisou de um tempo até assimilar a ideia.

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Em entrevista ao canal "The Cassius Morris Show", com transcrição do Ultimate Guitar, David Coverdale contou o que chamou a atenção do guitarrista Ritchie Blackmore para trazê-lo ao Deep Purple. O cantor disse que Blackmore, na época, estava em busca de uma "voz de macho". Além disso, os dois tinham gostos musicais em comum, como a preferência por trabalhos eruditos.

Inicialmente, Coverdale refletiu que conseguiu o trabalho no Deep Purple com apenas 21 anos e não tinha ideia de como era a banda em termos mundiais - só sabia que era grande no Reino Unido. "A América era uma terra de fantasia, mas eles devem ter percebido que eu era muito inexperiente. Eu só havia gravado demos até então, nunca estive em um estúdio", afirmou.

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A atuação em estúdio fluiu de forma orgânica porque David se deu bem com os outros músicos. "Jon Lord (tecladista), que Deus o tenha, era o melhor amigo, mentor, guia, quase um tio. Ele me apoiou muito. Ritchie Blackmore, musicalmente, foi uma explosão em minha vida. Felizmente, tínhamos os mesmos gostos em termos de música modal - Bach, folk, você sabe, essa forma modal de se fazer as coisas, onde se sustenta uma nota e os acordes mudam por baixo dessa nota", disse.

Muito se comenta que Glenn Hughes foi chamado para ser vocalista e baixista do Deep Purple, mas os demais integrantes queriam um frontman, alguém que se apresentasse sem instrumentos. David Coverdale nega essa versão e dá uma explicação mais fácil.

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"Entendo perfeitamente por que Glenn Hughes achava que era o vocalista principal. Ele era um vocalista gigante! Mas Ritchie queria mais. E esse é um dos meus elogios favoritos: ele queria uma voz de macho. Então, minha genitália e minha voz eram suficientes! Antes da minha hérnia, é claro", brincou.

Em outro momento, ele comentou que o fim do Deep Purple ocorreu em um período estranho, onde foi necessário recomeçar do zero para formar o Whitesnake. Na época, segundo Coverdale, os punks dominavam a imprensa, o que atrapalhou o crescimento imediato da nova banda.

"Ninguém entre os empresários da banda apoiavam Glenn Hughes ou eu. Éramos os novatos sempre, então, tivemos um pequeno orçamento para gravar nossos projetos. Teve o álbum 'Play Me Out' (1977, solo de Glenn Hughes). Amo aquele disco até hoje. E o meu era o Whitesnake. A música 'Whitesnake' (1977) começou a ser feita ainda com Tommy Bolin na guitarra", disse.

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Ele completou: "Não havia público para nós. Eu já era um dinossauro aos 27 anos. Patético. As bandas punk estavam nas capas. Foi muito estranho, então, comecei a marcar shows 'de volta às raízes', após as arenas e estádios, começando a tocar em lugares pequenos. Eu não tinha escolha e me perguntavam por que eu tocava em locais pequenos. Começamos assim e no fim da fase inicial do Whitesnake, tocávamos para 15 mil a 20 mil pessoas".

A entrevista pode ser conferida no vídeo a seguir, na íntegra, em inglês e sem legendas.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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