Lars Ulrich: o grande talento dele que Alex Skolnick sempre quis no Testament
Por Igor Miranda
Postado em 04 de janeiro de 2021
As habilidades de Lars Ulrich como baterista sempre foram questionadas, até mesmo por alguns fãs de sua própria banda, o Metallica. Porém, o guitarrista Alex Skolnick, do Testament, destacou um talento de Ulrich que poucos músicos têm.
Em entrevista ao canal de YouTube "Poisoned Rock", transcrita pelo Ultimate Guitar, Skolnick revelou que sempre quis ter um baterista com talentos de produção no Testament. A banda tem hoje Gene Hoglan na bateria e já contou com Louie Clemente, Paul Bostaph, John Tempesta, Dave Lombardo, Chris Kontos, Jon Dette e Nicholas Barker no instrumento anteriormente, mas nenhum deles, segundo o guitarrista, tem a mesma aptidão de Lars ao direcionar gravações em estúdio.
O assunto foi abordado por Skolnick após o entrevistador citar que o segundo álbum do Testament, "The New Order" (1988), trazia um som diferente do primeiro, "The Legacy" (1987), provavelmente por conta das críticas de jornalistas da época. "Acho que, às vezes, concordo com a imprensa (risos). Não queria, mas houve momentos em que concordei", respondeu.
O guitarrista, então, refletiu: "No começo, tive que forçar para termos mais harmonias e melodias nas músicas. E não era para tentar ser comercial, apenas achei que seria diferente. Por vezes, a imprensa apontava que uma música soava parecida com alguma de outra banda, e eu dizia a mesma coisa".
Apesar disso, de acordo com Alex Skolnick, "The New Order" foi o álbum responsável por refinar a "química de composição" dos músicos do Testament. O único pesar envolvendo esse disco, na visão dele, é que "não foi muito bem gravado".
Foi aí que o guitarrista citou Lars Ulrich, além de Vinnie Paul, saudoso baterista do Pantera. "Há alguns músicos que têm bom ouvido para produção. Como Vinnie Paul no Pantera, que tinha uma boa visão e sabia quem trazer para produzir. Lars Ulrich também", disse, inicialmente.
Por fim, ele apontou que "é interessante que muitas vezes são os bateristas que têm visões" de produção. "Mesmo que sejam tipos diferentes de bateristas. Desde o início, Lars demitia engenheiros de som e produtores, dizendo que algo não funcionava. Achavam que ele era louco. Não tínhamos ninguém assim na banda. Não sabíamos o que estávamos procurando e aquele tipo de música era tão novo na época", concluiu.
A entrevista pode ser ouvida na íntegra, em inglês e sem legendas, no player a seguir.
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