Lockdown: banda com João Gordo e Antonio Araújo lança EP "Unholy Ceremony Heretic"
Por Ricardo Batalha
Fonte: ASE Music
Postado em 05 de fevereiro de 2021
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Durante a quarentena causada pela pandemia, o vocalista João Gordo (R.D.P.) e o guitarrista Antonio Araújo (Korzus e Matanza Ritual) colocaram em prática um antigo desejo de fazer um projeto musical juntos. Assim nasceu o Lockdown, completado por Rafael Yamada (baixo, Claustrofobia e ex-Project 46) e o baterista Bruno Santin (Endrah), e que agora lança oficialmente pela Blood Blast, subsidiária digital da gravadora alemã Nuclear Blast, o EP "Unholy Ceremony Heretic". O material, voltado ao death metal, foi mixado e masterizado por Rodrigo Oliveira (Korzus) no Dharma Studios (SP) e também contou com arte gráfica criada pelo renomado artista Alcides Burn (Burn Artworks). O EP terá lançamento físico no Brasil em CD e vinil 12" one side pelo selo All Music Matters.

"Unholy Ceremony Heretic" foi antecipado pelos singles "Archangel", "Hymn of Hate" e "Desprezo", que também saíram acompanhados por vídeos. "A inspiração do nome do grupo é uma alusão ao 'trancafiamento' compulsório que o vírus gerou em nossas vidas, trazendo desafios, preocupações, depressão, incerteza e também, no lado bom, uma explosão de criatividade", explicou Antonio Araújo. "O repertório começa com 'Archangel', que entra depois de uma introdução obscura e cheia de climas, tocada no violão em compasso composto, já dando o prenúncio do ritmo da primeira música do EP. Pode-se ouvir também uma cama de vozes. São, de fato, vários canais com vozes reais, e não um teclado, como pode parecer à primeira audição", detalha o guitarrista e mentor do Lockdown.
Confira o clipe de "Archangel", dirigido e editado por Raul Machado.
Sobre a temática antirreligião, tema próximo do black metal, o guitarrista e compositor de todo o material explica que Arcanjo Helel é um dos nomes de Lúcifer. "Essa música tem um pé no thrash metal, mas revela o tipo de death metal que o Lockdown faz. Possivelmente, é a mais forte do EP, trazendo um refrão marcante e ritmo intenso, características que exemplificam a entrega de composições violentas, diretas e rápidas do grupo", explica Araújo.
Afora a união de músicos conhecidos, o Lockdown traz João Gordo cantando de forma mais brutal do que nunca. "Fiquei feliz porque nunca tinha feito death metal na vida", comemora o vocalista. Curiosamente, desde 1993, com "Just Another Crime in... Massacreland", lançado pelo Ratos de Porão, João Gordo não gravava um disco completo em inglês. "Até gravei outros sons em inglês na época do 'Feijoada Acidente', mas eram covers. Quando Antonio me convidou, as músicas e letras já estavam prontas. Achei que seria difícil, mas tudo funcionou quando comecei a cantar, inclusive com pronúncia e sotaque aceitáveis", revela.
Além de quatro músicas em inglês, o repertório do EP conta com uma faixa em português, "Desprezo". No Brasil, quando se quer passar uma mensagem direta, tem que ter a letra em português. Já o instrumental é um massacre, muito pesado e diria até mais moderno", comenta João Gordo.
Veja o clipe de "Desprezo", filmado e editado por Rafael Agostino.
Já "Hymn of Hate", a mais rápida, curta e brutal do EP, vem precedida pelo interlúdio "Mordor", gravado pelo tecladista João Nogueira (Claypool Lennon Delirium). "Nele, está implícito um discurso do dark lord do 'Senhor dos Anéis'. Sons desagradáveis, barulhos e tensão, o prenúncio de uma música violenta", observa Araújo. "A 'Hymn of Hate' é muito bruta e a letra vai como um soco na cara dos crentes e o povo religioso. Das músicas que o Antonio compôs para o Lockdown, é realmente a que mais se aproxima do meu estilo, naquela linha mais crossover e crust", declara João Gordo. "Além de ser uma das músicas que mais gosto do EP, é a mais direta e rápida", complementa o baterista Bruno Santin.
Confira o lyric video de "Hymn of Hate", criado por Alcides Burn (Burn Artworks).
O EP se encerra com "Black Demons Reign", com uma letra que faz alusão ao comando de "demônios negros". "Estes chamados 'demônios negros' não veem nada além de seus próprios interesses, em um lugar onde a fome, miséria, decadência e ausência de esperança predominam", explica Antonio Araújo. "Com o lançamento dos singles que anteciparam o EP, agora oficialmente lançado, tivemos uma boa resposta. Isto só comprova a nossa intenção, que é a de preparar o álbum completo", conclui o guitarrista.
Repertório de "Unholy Ceremony Heretic":
Umbral
Archangel
Unholy Ceremony Heretic
Mordor
Hymn of Hate
Desprezo
Black Demons Reign
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
Twisted Sister faz primeiro show com Sebastian Bach nos vocais
O disco em que Ritchie Blackmore encontrou o Rainbow que queria fazer
O dia que James Hetfield quis saber mais sobre a guitarra do Nightwish
A música do Metallica que fez James Hetfield perceber que a banda havia virado profissional
As 5 bandas que Slash detonou, incluindo duas onde ele mesmo tocou
A banda que foi um fiasco abrindo para o Van Halen, mas Eddie achava genial
5 riffs do metal nacional que valem mais que disco gringo inteiro dos anos 1980
Bruce Dickinson alfineta Trump durante show do Iron Maiden no Canadá
Brann Dailor explica título do novo álbum do Mastodon, "Marrow Deep"
A música estranha de John Deacon que o Queen quase rejeitou e acabou virando seu maior single
A melhor cantora de metal de todos os tempos, segundo Emppu Vuorinen
A música do AC/DC que Angus Young considera melhor que "Satisfaction"
O hit que transformou Phil Collins em saco de pancadas: "Eu não merecia isso"
Mike Portnoy coloca novo álbum do Mastodon como candidato a melhor disco de 2026
A única música da Legião Urbana que nenhum membro oficial participou da gravação
A doença na perna e bacia que transformou Renato Russo em grande poeta, segundo Gutje

Cinco discos de heavy metal para ouvir sem pular nenhuma faixa
O hit de Raul Seixas que ele fez aos 12 anos e Paulo Coelho desdenhou e se arrependeu



