Robert Fripp: ele revela a música que mais curtiu fazer cover com a esposa Toyah
Por Igor Miranda
Postado em 06 de abril de 2021
A série de vídeos de covers "Sunday Lunch" permitiu que o guitarrista do King Crimson, Robert Fripp, aprendesse a tocar muitas músicas que ele jamais daria atenção. Nas filmagens, ele faz covers descontraídos de clássicos do rock ao lado da esposa, a cantora Toyah Wilcox.
A lista de artistas e bandas homenageados pelo casal é bem curiosa. Entre os nomes de destaque, estão Iron Maiden, Metallica, Mötley Crüe, Billy Idol, Britney Spears, Alice Cooper, David Bowie, Led Zeppelin, Black Sabbath, Joan Jett, Nirvana, Guns N' Roses e Motörhead, só para citar alguns.
O que Robert Fripp está achando disso tudo? Qual a opinião dele sobre as músicas que estão sendo tocadas nos vídeos?
Em entrevista à Rolling Stone, o guitarrista revelou estar impressionado com os riffs dessas músicas. Ele destacou as bandas surgidas entre o fim da década de 1970 e início dos anos 1980 e citou "Enter Sandman", do Metallica, como a canção que ele mais curtiu tocar.
"Todos fizeram coisas absolutamente impressionantes. Estou impressionado com os guitarristas dessas músicas. Fenomenal em seu desenvolvimento e na forma de tocar, especialmente a partir do fim da década de 1970 e do início dos 1980, do Van Halen em diante", afirmou.
Em seguida, ele destacou alguns nomes: "Steve Vai, (Joe) Satriani, os garotos do Metallica... os criadores dos riffs são músicos fenomenais".
Para se inspirar antes de fazer suas versões, Robert Fripp revelou que chega a assistir vídeos dessas bandas tocando as músicas ao vivo. "Eu volto, ouço as versões originais nos discos, vejo performances ao vivo, observo diferentes interpretações e recorro a covers de guitarra no YouTube. Então, tenho que honrar o espírito da música quando faço a minha versão", disse.
Ele admitiu, ainda, que não conhecia todas essas músicas porque esteve focado em seu trabalho com o King Crimson ao longo das últimas cinco décadas.
"É responsabilidade do guitarrista apresentar à banda os hits mais atuais que os jovens querem ouvir. Mais de 50 anos depois, se eu estivesse nessa posição em uma banda cover, seria esperado que eu conhecesse essas músicas e fizesse versões honráveis. É o que estou fazendo hoje. Não é um salto gigante, apesar de que, nos últimos 50 anos, meu repertório primário foi King Crimson, não outras bandas", comentou.
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