Legião Urbana: "Será uma vingança pessoal contra o pai?", pergunta Dado Villa-Lobos
Por Igor Miranda
Postado em 08 de maio de 2021
O guitarrista Dado Villa-Lobos evidenciou, em entrevista à Veja, sua chateação com as disputas judiciais envolvendo a Legião Urbana. O músico fez críticas à forma como Giuliano Manfredini, filho e herdeiro do falecido vocalista Renato Russo, está conduzindo a situação.
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Dado e o baterista Marcelo Bonfá batalham na Justiça pelo direito de usar o nome Legião Urbana, da qual fizeram parte nas décadas de 1980 e 1990 junto de Renato Russo. O caso chegou ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e a ministra Isabel Gallotti considerou que os músicos, realmente, não poderiam usar a marca sem permissão de Giuliano, por meio da Legião Urbana Produções Artísticas.
O julgamento foi suspenso para que os ministros analisassem o caso com mais calma. Enquanto isso, Dado e Marcelo lançaram um abaixo-assinado na internet, mobilizando fãs a declararem seu apoio a eles nessa disputa.
"O herdeiro (Giuliano) resolveu entrar com uma Ação Rescisória para anular a sentença (que o proibia de dificultar ou impedir o uso do nome da banda) e com isso impossibilitar definitivamente que Dado e Bonfá se apresentem tocando o repertório que foi construído e eternizado por eles ao lado de Renato Russo e Renato Rocha, os verdadeiros titulares do patrimônio cultural e artístico da banda Legião Urbana", afirma o texto da petição.
À Veja, Dado Villa-Lobos explicou seu ponto de vista sobre a situação de forma mais direta. O músico disse que não tem sido possível buscar um acordo amigável com Giuliano Manfredini e que sua única intenção era fazer uma turnê tocando músicas dos quatro primeiros álbuns da banda.
"Fizemos parte de uma banda com Renato Russo lá atrás, nos anos 80, e agora só o que desejamos é celebrar os quatro primeiros discos, o que começamos em 2015, três décadas depois do princípio de tudo. O abaixo-assinado, na verdade, partiu de fãs e ganhou vulto com a adesão de milhares de pessoas, incluindo vários artistas", afirmou.
Quanto à possibilidade de acordo, o guitarrista comentou: "Sempre estivemos abertos a um acordo e nem no tribunal ele apareceu para expor o seu lado. Já me ocorreu: será que é uma vingança pessoal dele contra o pai? Giuliano precisa de amor. Seria o caso de um psiquiatra. Sua vida econômica está resolvida. O Renato gera muito dinheiro em direitos autorais".
A entrevista completa pode ser lida no site da Veja.
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