Charlie Brown Jr: o detalhe mais chato de trabalhar com a banda, segundo Luka Salomão
Por Igor Miranda
Postado em 21 de julho de 2021
A locutora Luka Salomão, da 89 FM A Rádio Rock de São Paulo, trabalhou nos bastidores do Charlie Brown Jr entre os anos de 2006 e 2012. Grande amiga do vocalista Chorão, falecido em 2013, Luka era responsável por negociar os shows da banda, bem como alinhar outros detalhes internos.
Em entrevista ao podcast À Deriva, transcrita pelo Whiplash.Net, a radialista refletiu sobre o período em que trabalhou com o Charlie Brown Jr e sua ligação com Chorão. Inicialmente, ela declarou: "Chorão era meu amigo, parceiro, da época da Praia Grande. Ele fazia cover do Rage Against the Machine, eu o via tocar. [...] Quando ele perdeu o pai, ele estava indo tocar e ficamos conversando um tempão antes".
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Na sequência, Luka contou que ficou a cargo de vender shows do Charlie Brown Jr no período em que esteve fora da rádio 89. Ela, então, refletiu sobre algumas dificuldades que ocorriam nos bastidores da banda.
"Uma coisa dificílima dessa época é que o Chorão sempre foi muito legal, mas quem foi amigo mesmo, brigou com ele. É sempre assim: morreu, virou santo, o mais tranquilo do mundo. Mas o Chorão, se tem algo que ele nunca foi, é um cara tranquilo", declarou, ainda sobre o vocalista.
A radialista, então, ofereceu um exemplo de situação complicada de bastidores que também era comum entre outras bandas, não só o Charlie Brown Jr. "Para vender shows, tem uma frescurada de banda [...] em que, assim como várias bandas, o Chorão não gostava de abrir, nem de encerrar festivais. Só que às vezes não era um festival, eram três bandas em um mini-fest - normalmente, todas grandes. [...] E nenhum deles gosta de abrir ou fechar. Era uma treta", afirmou.
A solução, nesses casos, era procurar atrações menores de abertura e encerramento para esses festivais. "Você tem que cavucar banda, daí vai aumentando o número de bandas porque tem que achar uma para abrir e outra para fechar. [...] E se contratante fosse legal, você chamava de 'conbacana'. Você precisa lidar com um cara que às vezes é um saco, o cara não paga, ou te enrola. Em festival, ainda tem o produtor, que lida com várias encheções de saco e aí tem mais essa", disse.
Por fim, ela concluiu: "Vender show é um saco. Sério, não sei como consegui fazer isso por anos".
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